segunda-feira, 21 de julho de 2014

CHUVA...


Chuva…


As lágrimas dos céus que se desprendem
em forma de chuva,

agua benfazeja,
é acolhida de forma sôfrega
pela terra seca,
como uma mulher acolhe
as caricias do seu amante.

O cheiro a terra molhada
que inebria os sentidos
lembra o cheiro almiscarado
do corpo e da pele desprendido
pelos preparativos do acto de amor carnal

Depois a terra oferece-se desejosa,
às mãos experientes e calejadas de quem,
com muito amor, e carinho a amanha,
a semeia e cuida para que esta se multiplique
em frutos que se transformarão
no nosso pão de cada dia.

Hamilton Afonso