quarta-feira, 9 de julho de 2014

SAUDADE

 
 
 
 

Saudade

 
 Noite insone e dolente...
inquietação na alma,
saudade potenciada
pela ausência,
encontrei-me
em frente ao mar,
pés molhados
pelas ondas que
rebentam na praia
mar imenso
que nos separa

 
Na mão uma garrafa,
no bojo uma mensagem;
arremesso-a à agua
para lá da rebentação
para que a mim
não retorne.
 
Regresso ao romantismo
de antanho
na expectativa
que o mar te entregue
o meu grito de
esperança.
 
A esperança de que se cumpra
a vontade de ambos
em aproximar dois corpos
cujas almas se pertencem…
 
O mar recolhia as minhas lágrimas,
misturando o seu no meu sal,
derramado em nome
do amor,
da ausência
da imensa saudade
que tem o tamanho
do mar que teima
em separar-nos…
 
Hamilton Afonso