segunda-feira, 11 de agosto de 2014

... E HÁ AMIGOS ESSENCIAIS




 ... E HÁ AMIGOS ESSENCIAIS



Há dias numa roda de amigos sentados numa esplanada, questionaram-me sobre a diferença entre aquilo que eu conheço por amigos e as pessoas que me são essenciais.

As dúvidas, de quem me questionava, prendiam-se essencialmente, se os amigos não eram também essenciais...

A minha resposta só pode ser uma : sim em relação a alguns, e há amigos que nos são essenciais.

Perante as caras de espanto e dúvida era urgente esclarecer.

É essencial à minha pessoa , com um carácter sociável, ter amigos.
Amigos, em número restrito, porque como nós sabemos muitos dos que se dizem amigos acabam, por mais tarde ou mais cedo revelar-se apenas conhecidos.

Um amigo torna-se-me essencial porque está presente na minha vida, quer saber de mim e faz questão que eu saiba dele.

É uma pessoa que antecipa o meu mau estar, a minha angústia, a minha necessidade de ajuda.

E não hesita em nos acolher no abrigo do seu abraço, caminha lado a lado, chora connosco se for preciso.

Mas sobretudo não tem receio de manifestar o afecto que me tem, marimbando-se para que haja quem estranhe que dois amigos sejam cúmplices e manifestem afecto, sem tabus, sem barreiras.

Quem assim procede, tem a reciprocidade de tratamento de minha parte, e torna-se essencial na minha vida porque me dá cor todos os dias à vida , com um sorriso, um abraço, um beijo, um simples telefonema. 

Hamilton Ramos Afonso