sexta-feira, 10 de outubro de 2014

AGORA,


 Agora,


alimento-me do teu silêncio,
da escassez do toque,
do desinteresse do teu sorriso,

agora,

sonho o momento da lembrança,

a eficácia da saudade,
ou a memória dos afectos,

agora,
eu que gritei o amor,
que vesti e despi a dor,
limito-me a sorver a espera,
ou a beber dessa fonte uma gota,
de quimera,

talvez, um destes dias,
mesmo com as noites frias,
e as horas tão vazias,
me sorria a primavera,

talvez, um destes dias,
por entre rosas bravias,
me lembre como sorrias,
me lembre de como eu era...

agora,

alimento-me do teu silêncio...
limito-me a sorver a espera...

Rosamar