quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A BORBOLETA


Imagem - Google


A borboleta


Sou borboleta, e esta vida, jardim... 
Escondo, por detrás de asas coloridas,
O cinza casulo, transformador de mim...
Hoje, voo leve, frágil, mas destemida...

Dos corações amigos, faço ímpar flor...
Donde sorvo o néctar... São raios de sol!
Oh! Quão doce, de suas brisas, o frescor...
Sopro de ternuras, perfumes de arrebol!

Minhalma à solidão, em silêncio serviu...
Por horas pesadas... frias... a sós... ao chão...
Bastou! A vida me concedeu seu indulto!

Convidou-me a bailar, à luz primaveril!
Aceitei... grata! sem temor! sem constrição!
Desde então, sou liberdade! Por ela luto!

Luciana Nobre