domingo, 29 de novembro de 2015

SAUDADE




Saudade

 
Noite insone e dolente
inquietação na alma,
saudade potenciada
pela ausência,
encontrei-me
em frente ao mar,
pés molhados
pelas ondas que
rebentam na praia
mar imenso
que nos separa

Na mão uma garrafa,
no bojo uma mensagem;
arremesso-a à agua
para lá da rebentação
para que a mim
não retorne.

Regresso ao romantismo
de antanho
na expectativa
que o mar te entregue
o meu grito de
esperança.

A esperança de que se cumpra
a vontade de ambos
em aproximar dois corpos
cujas almas se pertencem…

O mar recolhia as minhas lágrimas,
misturando o seu no meu sal,
derramado em nome
do amor,
da ausência
da imensa saudade
que tem o tamanho
do mar que teima
em separar-nos…

Hamilton Ramos Afonso

In, «Amores em terra de bruma e de lava ...»