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terça-feira, 31 de maio de 2022

MAIO


DESAFIO POÉTICO: "MAIO"






 


MAIO ÉS SIMBOLO


Maio és lindo mês, um baluarte,
Trouxeste ao ano dia em liberdade
Um hino ao trabalho, uma obra de arte
Com cânticos e flores sem maldade

Os teus dias florescem com mais cor
A natureza eclode em grande festa
Dias são debruados com amor
Beleza natural que em nós se presta

Colhemos para nós sem abstinência
Nosso trigo maduro que cresceu
Sem haver força bruta nem carência

Símbolo de quem foi sem ter vontade
Na esperança de ver –por quem morreu–
Novas vozes gritarem igualdade.

© ARIEH NATSAC



NASCER EM MAIO


Nascer em Maio é vida
Plena duma primavera
Fresca, amorosa e florida,
Natureza que paquera!

A preciosa atmosfera
Cortesia da divindade
E daquela que nos gera
Com toda a espontaneidade!

Nascer em Maio é dom
Que cresce no coração
Dia a dia com o mesmo som
Daquele berço de união!

O luar mais-que-sereno
E cinco estrelas no olhar;
Alma bolina, ar ameno
De quem quer sempre sonhar!

Nascer em Maio é obra
De arte e circunstância,
Que levou muita mão de obra,
Comtemplemos a fragância!

© Ró Mar 



MEU MAIO


Mote:
 
Fragrância divina, maio;
M'nha mãe, mistério, Maria!
Mês que nos versos espraio;
O amor que tanto irradia!

*
Acompanhar-te-ei fiel
Como a luz que segue o raio;
Meu doce perfume mel;
Fragrância divina, maio.

Fina flor de perfeição;
Meu chão, meu peito, alegria
E vós três, meu coração;
M'nha mãe, mistério, Maria!

Emes que mui traduzem,
Geração, pureza, ensaio;
Que se cruzam e seduzem
Mês, que nos versos espraio!

Mescla de aromas e odor
Cunho aos olhos sadia.
Maio, grande rei, meu alvor
O amor que tanto irradia!

© RAADOMINGOS










QUE LINDO NOME MARIA


Que lindo nome Maria
Que tanta luz irradia
E p’la vida nos conduz
És Virgem imaculada
No mês de Maio idolatrada
Por seres mãe de Jesus

És também a nossa mãe
A teus filhos queres bem
Neste mundo bem atroz
A ti senhora vos peço
Com todo o meu apreço
Rogai sempre por nós

O povo bem te venera
A paz no mundo se espera
Fosse uma realidade
Dai-nos sempre a tua mão
Faz-nos ver a razão
Com doçura e com verdade.

© ARIEH NATSAC




MÊS MARIANO


Maio, doce estação em que m' aconchego
Que amo e me seduz sem nenhum decoro.
Negar que não gosto desse namoro,
Seria dizer que não lhe tenh' apego!

Como não afeiçoar quem dá amor;
Quem no seu colo me faz poesia?
Só o mês que é de m'nha mãe e Maria;
D' alguém também nascimento e flor.

Se bonito em cor, flores e perfume
Andorinhas! Dias grandes, amenos;
Acresce-lhe na noite o vagalume.

Luzes de coleópteros pequenos,
Que nos recordam que no seu costume
Há velas, terços, em lenços e acenos!

© RAADOMINGOS




MAIO


Maio é um mês multifacetado
Caracterizado por cheiros, cores
E um luar de clima temperado,
Que faz a delicia de todos os amores.

Duma beleza mística e tão natural
Que faz o sonho avançar destemido
E o milagre acontecer monumental,
Tal e qual Nossa Senhora havia dito!

Maio é o meu mês e de todo o Universo
E quer-se florido p'ra espalhar bons ares
Dia-a-dia e trazer a alegria que verso!

O sonho traz a vida aos lugares
E a estrela guia ilumina o berço
Abençoado p'lo doce embalar.

© Ró Mar 

 


A FLOR MAIS LINDA


Num terreno em plano aberto
Sob o extenso azul do céu,
As flores a descoberto
Não escondem o que é seu!

Em maio não é d' estranhar
Com o aroma a rondar perto;
Que espécies queiram s' amar
Num terreno em plano aberto.

Gracioso é o ardor
D' androceu e gineceu
Ao fazerem amor
Sob o extenso azul do céu!

Descobrir o bel prazer
Sem vergonha do que é certo;
Bonito tem que se ver
As flores a descoberto!

Depois do gosto satisfeito
A flor mais linda nasceu,
Inteirados do escorreito
Não escondem o que é seu!

© RAADOMINGOS

 



"MAIO"


Autores: ARIEH NATSAC, Ró Mar 

e Rosa A. Domingos


*

Sonetos do Universo | Maio de 2022

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

MEU FAROL




MEU FAROL


Que dor é esta que sente o meu coração?
O amor dizem que é bem e contentamento;
Então porque dói assim parecendo rasgão!

Talvez por ter medo de ficar ciumento;
Que me troques por uma outra qualquer
Ficando o nosso amor no esquecimento!

Mostra-me que me queres para tua mulher;
Descansa-me não digas nada;
Faz ao meu corpo o que o teu disser!

A lua está cheia, preparada;
Pra ser testemunha da nossa loucura
P'la noite fora até de madrugada.

E quando acabar a nossa aventura
Enamorados quero ver o nascer do sol
Antes que o meio dia venha à sua procura.

... Não me olhes demorado assim
Como se tivesse bebido álcool;
É o grande amor que fala por mim!

Só te quero dizer neste S. Valentim, que tu és a minha bússola, meu farol!

© RAADOMINGOS

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2022

O FADO

 


COROA DE SONETOS


de RAADOMINGOS e RÓ MAR


O FADO


***

I

A saudade patente bem vincada,
Quando nas tascas do fado vadio;
Cordas das gargantas em desafio
Cantavam em bonita desgarrada.

A guitarra antes forte dedilhada
Carpe presente um outro trino frio;
Sente a falta do portentoso brio
Da Severa cantora e camarada.

Amores antigos por si cantados,
Fenecem nas notas de tanto dó
Em escalas de muitos condados.

Seu corpo dorido desfeito e só
Aos poucos tem os dias contados;
Se não se desfizer da sina o nó!

© RAADOMINGOS

*

II

"Se não se desfizer da sina o nó"
Marinheiro que atracou cantadeiras
Ao velho veleiro com brincadeiras,
Boémia e poesia não te sentirás só!

Foram décadas por terra além-mar
Exibindo o peito, espontaneidades
Exorcizando tristeza e saudades
Retratando o quotidiano popular.

Sal que o transformou na mais pura e nobre
Canção, que a todos enche o coração;
Trinado p'lo contemporâneo pobre

E também p'lo rico com precisão!
Que faz com que a poesia se desdobre
P´lo acorde fazendo do fado nação.

© Ró Mar

*

III

"P'lo acorde fazendo do fado nação"
Com viola e guitarra portuguesa
Meia dúzia de pessoas à mesa,
Fica composta a área do salão.

Velas, caldo verde, chouriço e pão,
Abrandam do peito certa tristeza,
Contrastando com a enorme beleza,
Da voz que sabe tão bem o refrão.

Estribilho qu' emociona e arrepia,
Que se entranha bem fundo e s' espalma
P'la ligação que se dá e se cria.

Não se explica como é qu' ela calma,
Mas o certo é que é terapia;
Que vai deixando mais solta e leve a alma.

© RAADOMINGOS

*

IV

"Que vai deixando mais solta e leve a alma"
E o coração apaixonado ao vozeirão
Espelhando os Senhores da criação
Com o imponente brio de vénia e palma.

Nas ruas e vielas, botecos e outros
A gíria fez bairros carismáticos,
Que por nobres infaustos e críticos
Fez do fado ocioso o oficio doutros.

Na festa carnavalesca a essência
D' alma à letra e o vinho português,
Que sempre foi bom por excelência!

Levou-o das ruas ao teatro, ao burguês,
Que à boca cheia lhe deu consistência
P´la valia das precisões do freguês.

© Ró Mar

*

V

"P'la valia das precisões do freguês"
Tratam os agora pelas palminhas;
Ver se das frestas das velhas tabuinhas
Cresce outro tipo d' entalhes e quês.

Dos anos passados e dos porquês...
Coitada da animada Mariquinhas
Se em troca das habituais prendinhas
Os mariolas trouxessem bouquês.

O consagrado agora é mais brilhante
Há novo estofo outro tipo de mobília
Um património bem mais interessante.

Notáveis serões de aprazível vigília;
De um convívio salutar, apaixonante
Onde se juntam como sendo família.

© RAADOMINGOS

*

VI

"Onde se juntam como sendo família"
Partilhando o social e cultural
Na amena cavaqueira, musical
De cordas afinadas na voz da Ercília;

A "Santa do Fado", atriz de revista,
Que a voz elevou a internacional
Através de discos, rádio local
E digressões por fora, grande artista!

Por terras de França, América e Brasil
Acompanhada de ilustres guitarristas,
Armandinho e Raul Nery, mostrou o brio.

Das casas de fado ao teatro fez conquistas;
Da sétima arte à rádio o fado vadio
Volveu o palco do mundo, deu nas vistas!

© Ró Mar

*

VII

"Volveu o palco do mundo, deu nas vistas"
E pautou história. O fado "clássico"
Fez do triste viver do povo icónico
E em simbiose com o romantismo "cristas".

A exibição em salões da aristocracia
Fez com que ele se tornasse a expressão
Musical portuguesa de tradição
Retratando a saudade, o ciúme e a nostalgia.

Muitos foram os que lhe deram voz
De notar Hermínia Silva, que fez oficio
E nome ao fado "musicado" de todos nós;

Lucília do Carmo, F. Maurício
Entre outros... é de enobrecer a voz
De Alfredo Marceneiro, o patrício.

© Ró Mar

*

VIII

"De Alfredo Marceneiro, o patrício,"
Que deu voz à canção e seu glamour,
Vestido a preceito, letra de 'amour'
P'la arte assinada em nome fictício.

Sobe ao palco do Coliseu dos Recreios
Com a Opereta "História do Fado",
Beatriz Costa e Vasco Santana ao lado
Do mestre dos auspiciosos gorjeios.

O nosso "Fabuloso Marceneiro"
Foi a voz da Valentim de Carvalho
E toda a sua vida foi marceneiro;

De boina e lenço de seda, dava valho,
"Ti’ Alfredo" tinha estilo de obreiro,
De mãos nos bolsos saía o fado 'agasalho'.

© Ró Mar

*

IX

"De mãos nos bolsos saía o fado 'agasalho'"
E de xaile negro vibrava a eximia
Voz de Amália Rodrigues, idolatria
Duma cultura, abertura de atalho...

Considerada a "Rainha do Fado"
E amada por todos, levou a canção
Do seu povo com alma além do coração
Elevando-a como "poesia do fado".

Graças à 'Diva' o 'tradicional' consolida,
Ícone da cultura nacional,
Êxito internacional, canção querida.

Com Amália a Catedral de Portugal,
O apogeu do fado moderno na lida
Do grã Camões e outros, monumental!

© Ró Mar

*

X

"Do grã Camões e outros, monumental!"
Tanto é o que traduzo em arrepio
P'la sua voz "Povo que lavas no rio",
Relembrar é de jus e fundamental!

Letra nesta época transcendental,
Que só a entrega e genuíno brio
Da nossa distinta Dama ouro-fio
Lhe confere autenticidade sem igual.

Grande responsável e com amor
Que de si a admiração era devota
Temos também o Alan, compositor.

Registo d' entre tantas a "Gaivota",
A "Estranha forma de vida" e "Lianor"
Grandes composições do poliglota.

© RAADOMINGOS

*

XI

"Grandes composições do poliglota"
Abriram no horizonte outra janela
E de braço dado a fadista e a Estrela,
Embarcaram na aventura patriota.

Seguir a Rainha tudo se atenta e nota;
Muito se admira a compleição,
Se se comporta na perfeição,
Se o vestido é feio ou janota!

Mas, isso pouco lhe interessa qu' aconteça
Fecha os olhos e sente a canção
Com um ligeiro inclinar de cabeça!

Comove-se como se em oração
Rezasse pedindo a Deus, que depressa
Lhe acabe com tamanha solidão!

© RAADOMINGOS

*

XII

"Lhe acabe com tamanha solidão!"
É palavra d' ordem no Faia, Bairro Alto;
Retiro d' artistas, gabarito lauto;
Carlos do Carmo como anfitrião!

Tantos conduziu pela sua mão;
Lenita, Tarouca, Maria da Fé...
Agora, Moura, Mariza, Camané
E tantos outros desta geração!

Sons que trazem novos andamentos
E glórias, como Dulce Pontes e a assaz
"Canção do Mar" entre outros êxitos;

Especiais no moderno que se faz
Portadoras de novos sentimentos;
Dão ao futuro um excelente cartaz!

© RAADOMINGOS

*

XIII

"Dão ao futuro um excelente cartaz!"
Orgulho sabê-las transpor fronteiras;
Não sendo das afamadas primeiras,
São as que presentemente a plateia apraz!

Junto ao Olympia, Paris a passar,
Ver no néon quem são os da atuação
Não há no íntimo maior comoção
Do que ler o que está a publicitar!

Ter no palco uma bandeira içada,
Repovoar novamente a memória
Saber ser nossa verde e encarnada;

É degustação de uma doce vitória
Que jamais por todos será apagada
Dos arquivos da Lusitânia história!

© RAADOMINGOS

 *

XIV

 "Dos arquivos da Lusitânia história"
Recordamos dois séculos de cultura
Popular, a arte do fado e sua postura
Mundialmente, os momentos de glória.

Através do espólio dos grandes do fado
E de memórias doutros conflui a grandeza
Da canção lisboeta e guitarra portuguesa,
Dos bairros típicos... Uno Museu do Fado.

A velha e eterna tradição que fruamos
Nas Casas de Fado, a anciã pisada
De arte e talento, que sempre recriamos;

E na Casa de Amália sentimos vida,
Memorizamos sensações, miramos
"A saudade patente bem vincada."

© Ró Mar 
 
***

Sonetos do Universo | 02/ 2022

domingo, 16 de janeiro de 2022

ABRAÇO




ABRAÇO


Hoje o sol não brilha em meu coração;
Mesmo raiando ele s' ausenta;
Parece que não o quer nem de raspão!

Sente falta da palavra que adentra;
Expressão que não têm preço;
Gesto modesto que nos alenta!

Se solucionar alguma coisa eu ofereço
O meu em troca de certas dores;
Dividimos os valores do nosso berço.

Custa menos e serão muito menores;
Tomando o certo remédio como cura;
Suavizando a vida com outras cores.

Quando a amizade é verdadeira e pura;
O mal que se julga vir em nossa direção;
Travará pela dita uma batalha dura!

Creio ser esta a correta medicação
Na receita que eu aqui traço;
Bula que junto ofertando a minha mão.

Tudo passa quando se junta um grande abraço!

© RAADOMINGOS | 01/2022

quarta-feira, 15 de dezembro de 2021

COROA DO MENINO JESUS


Autores: RAADOMINGOS,  Ró Mar  e  ARIEH NATSAC



"O NASCIMENTO DO MENINO JESUS"


*

"O nascimento do Menino Jesus"
Agora anunciado através da paz
E da justiça, que reinará p'la luz
Da quarta vela, branca, a todos apraz.

Tempo de vero espirito natalino;
Com os olhos postos no reino dos céus,
Dar graças, vida, adorar o Menino
Ao lado da Virgem Maria, mãe dos céus.

É noite de Natal, recheada de amor,
Ás doze badaladas faz-se luz
Nos nossos olhos, vida, esplendor.

A estrela lá no cimo do pinho luz
Mais que nunca, chegou o Salvador,
"O nascimento do Menino Jesus."

© Ró Mar 

*

"O nascimento do Menino Jesus"
Momento pro qual nos preparamos,
Externa a euforia em clima de luz
Professar uma vida nova, aguardamos!

Quando chegar o anunciado em glória
O presépio montado ensinará;
Haver estrela que guia, obrigatória;
Em comunhão o seu brilho guiará.

Por agora é tempo de brindar,
Impondo-me este ciclo que reluz,
Vontade de receber e ofertar.

Os três Reis hão de chegar em luz
Quando a estrela solar os guiar
"O nascimento do Menino Jesus"

© RAADOMINGOS

*

"O nascimento do Menino Jesus"
Aconteceu p’ra bem da humanidade
Foi a estrela que a todos nos conduz
Para sempre até à eternidade

Nasceu em fria noite e bem gelada
Veio ao mundo para nos salvar
Entre gente humilde e abençoada
E muita mais o veio adorar

O mundo se esqueceu do que foi
Que aconteceu naquele dezembro
E por isso a nascença em nós reluz

Marcando nossas chagas também dói
Mas neste dia tu e eu bem relembro
"O nascimento do Menino Jesus."

© ARIEH NATSAC

*

"O nascimento do Menino Jesus";
Por tradição, todos se revêm na lenda
Do Natal! Em qualquer parte há Jesus,
Reflexo de calor humano, oferenda.

Dezembro é o mês de convívio
Familiar e de rever os amigos;
É época de descomprimir, de alivio
E de entrega total aos sem-abrigos.

O mês dos afetos, deve denotar
Os ritos do advento, aquele status
 De união, que nos dá o que pensar!

Enfim, elegemos direção de luz!
É dia de Natal, vamos louvar
"O nascimento do Menino Jesus."

 © Ró Mar 

*

"O nascimento do Menino Jesus"
Faz-me recordar os tempos passados.
O casaco a três quartos de capuz,
Laços rosa nos cabelos cacheados.

O fogo que no fogão crepitava,
Aquecia a minha humilde casinha.
Quente que até as bochechas corava;
Mais frio que o calor da mãezinha!

Tão linda de fatinho às bolinhas
Seus olhos marejados, cheios de luz;
Os braços sobre mim às voltinhas.

O pai a chegar ai Jesus; truz truz.
Chega de tagarelar vamos celebrar,
"O nascimento do Menino Jesus"

 © RAADOMINGOS

*

"O nascimento do Menino Jesus"
É momento único na noite de Natal
E especial p'ra quem o celebra à luz
Das velas numa ceia tradicional;

Que reúne família e amigos à mesa
P'ra celebrar a vida numa afamada
Típica gastronomia portuguesa;
O rei é o bacalhau e a couve é salteada;

Perú ou pato, filhós, rabanada, arroz doce,
Tronco, nozes e bom vinho, que se produz
Tão bem no país - o cálice de Porto doce;

E, o nobre bolo-rei, que agora se produz
Sem prenda e ainda lembra os Magos, ou não fosse
"O nascimento do Menino Jesus."

© Ró Mar

*

"O nascimento do Menino Jesus"
Calor que embrenha ao redor da lareira,
P'la harmonia se espalha; chama luz
Amor, no seio duma família inteira!

P'lo meio nasce a franca gargalhada;
Adocicada excitação de alegria;
À volta do presépio a criançada,
Lembram que à meia-noite é dia...

Sob a algazarra acresce o frenesim;
Arroz doce com enfeites em cruz;
Rabanadas, bolos e um farto pudim.

A mãe centra-se no que faz e produz;
Feliz; sabe que se comemora assim,
"O nascimento do Menino Jesus."

 © RAADOMINGOS

*

"O nascimento do Menino Jesus"
Marco divino enviado p'los céus;
Em devoção solene, benzo me em cruz;
"Como sou tão pequenina, meu Deus!"

Em oração preparei-me pra o advento;
Enche-se agora o coração de amor.
Recuando faço o balanço do tempo:
Acolhe-o d' uma forma superior!

Hoje é meu, é nosso; vê-Lo dormindo:
Que Menino lindo, cheio de luz!
Fico pensando, olhando, refletindo.

Atentando o presépio é que se deduz:
A vida nada é se não se for nutrindo
"O nascimento do Menino Jesus."

 © RAADOMINGOS

*

"O nascimento do Menino Jesus"
Traz ao dia aquela áurea d' esperança,
Que faz realçar beleza no universo, luz
Difusora de paz, harmonia e confiança.

Renasce em todos o sentido da vida,
O amor próprio e ao próximo, reúne
Diversos seres numa tela colorida,
Que perpetua o momento e nos une.

Celestial convívio com entes queridos,
Espalha-se a alegria, que a todos seduz,
Ciranda de fé a tempos desconhecidos!

O espírito de Natal enche-nos de luz
E o dia clareia, alva estrela de renascidos,
"O nascimento do Menino Jesus."

© Ró Mar 

*

"O nascimento do Menino Jesus"
Ei-Lo hoje, agora. Que coisa boa!
Tanta explosão de cores, de luz
Nos lares, na Madragoa; Lisboa...

Nos bancos do jardim, assentes
Alegres transeuntes se abraçam;
São suas, as estrelas reluzentes;
Delas, as mãos que se entrelaçam...

É o amor que vagueia de boca em boca;
Dádiva que se permuta e tanto seduz;
Aliança que se transmuta como louca...

Desta loucura que contagia e conduz;
O desígnio eterno é a cura que me toca;
"O nascimento do Menino Jesus."

 © RAADOMINGOS

*

"O nascimento do Menino Jesus",
Traz-nos a paz que tanto ansiámos;
É Natal! Dia repleto de amor e luz,
 Profecia de novo ano, o desejamos!

Cumpre-se o calendário do advento
Depositando toda a fé no futuro!
É dia de celebrar o momento,
Em comunhão familiar, o puro!

Época de festejar e preservar
 Até ao fim do ciclo natalino a luz
Da "Coroa do Advento", o balsamar;

Aos Reis chegar pela estrela-guia, luz
Qu' imana boa-vontade p'ra presentear
"O nascimento do Menino Jesus."

© Ró Mar

*

"O nascimento do Menino Jesus"
É em toda a parte o centro d 'atenção
E também São Nicolau, que de capuz
Vermelho, barba branca enche o coração

Dos meninos, também dos mais velhos,
Qu' esperam animados p'las novidades
Do Pai de Natal, nos sapatinhos velhos,
A todos Ele faz sorrir sem vaidades!

Natal é época d' união, solidariedade
E Ele é mui generoso dando luz
A desejos, pedidos de necessidade!

Ao Polo Norte chegam cartas ("truz-truz")
De todo o mundo com a finalidade,
"O nascimento do Menino Jesus."

© Ró Mar

*

"O nascimento do Menino Jesus"
Dá inicio a uma nova etapa de vida,
O renascer de todo o bem reluz
Aquecendo o coração à gente dorida.

Na realidade e em sonhos todos temos
Alguma ventura, mas, merecemos mais,
Mais paz, mais respeito e amor, somemos
Aos dias alegrias, que nunca são demais.

Muita saúde, mais humildade e gratidão,
Mais fé e esperança, mais tempo de jus,
Mais boa vontade, mais amizade e paixão.

Que em todos os dias do Novo Ano haja luz
Em nós para o quotidiano ser recriação,
"O nascimento do Menino Jesus."

© Ró Mar 

*

"O nascimento do Menino Jesus"
Em glória, trouxe em local presente
Seguindo um ponto de brilhante luz;
Três Reis Magos do distante Oriente.

Chegaram de camelos em boleia,
Pra Belém da Judeia conhecê-Lo.
Difícil foi do local ter ideia;
Qual o predestinado pra acolhê-Lo?

Herodes entre o saber e sabotar:
"Não esqueceis do que me dispus,
O palácio está disposto a ajudar!"

Se O encontrarem batam uma vez: truz,
É meu intento também comemorar
"O nascimento do Menino Jesus."

© RAADOMINGOS

*

"O nascimento do Menino Jesus,"
Significa esperança na humanidade;
Cristo - o Salvador, que nos livre da cruz!
"Paz na terra aos homens de boa vontade."

Mensagem que requer continuidade;
Nos tempos que correm urge empatia,
Mais compreensão e solidariedade,
Uns para os outros, para haver alegria;

Que o novo ano seja dia-a-dia vivido
Por todos em paz! Utopia que reluz
O mais nobre sentimento "o povo unido;"

O mundo carece dum caminho de luz
Para que se cumpra o vero sentido,
"O nascimento do Menino Jesus."

© Ró Mar

*

"O nascimento do Menino Jesus."
Demonstra ao mundo que o bem prevalece
Ao mal e nesse sentido se alivia a cruz;
A vida esperança e renasce, resplandece;

Luz mestre, que nos acolhe como irmão,
Pobres ou ricos, todos já pecaram,
Está na altura de pedir o perdão
E redimir demonstrando gratidão!

Somos homens de bem e a paz reinará;
Outra oportunidade, que o Natal traduz
Em braille e por todo o universo se olhará!

Uno tempo, ode à vida, majestosa luz,
Que nos interioriza e amanhecerá,
"O nascimento do Menino Jesus."

© Ró Mar 

*

"O nascimento do Menino Jesus"
Representa a força maior da natureza
E com ela vem a esperança de luz,
Que dá vida para seguir com firmeza.

Os dias mudam, as noites encolhem,
O inverno está à porta, o calendário
Renova - os trezentos ..., que se partilhem
Fazendo do Novo Ano Comunitário.

Um ambiente onde possamos respirar
E reconstruir o lar de todos nós na luz
Divina, qu' imana do nosso meditar.

P'ra que se possa cumprir o que compus
Vamo-nos comprometer a celebrar:
"O nascimento do Menino Jesus!"

© Ró Mar 

*

"O nascimento do Menino Jesus"
Vem com o propósito de renascer
O universo, instalar a paz e dar luz;
O primeiro dia do Ano Novo a nascer;

Vem Renovar esperanças e afectos;
Oferenda da paleta de doze meses
Para colorirmos a vida de momentos
Diferentes e em cada um deles mais vezes!

É hora de fazer as pazes com o passado,
Olhar pró presente como abençoada cruz
E desfrutar sereno do que nos foi dado!

O tempo encarregar-se-á de fazer jus
Às boas intenções num ciclo vivenciado:
"O nascimento do Menino Jesus."

© Ró Mar 

*

"O nascimento do Menino Jesus"
Trouxe em papiros escrito aos fiéis,
Que na tradição o ofertar se conduz
P' las mãos de três sábios Magos; Reis.

Doze dias antes do seis; viajantes;
Com o intuito de O homenagear
Oriundos de suas terras distantes;
Chegam, Belchior, Gaspar e Baltazar.

Trazem a mais brilhante cor de louro,
Aquela que resplandece e reluz;
Essência humana, divina; um tesouro!

P'las oferendas aqui se traduz
Refletidos em incenso, mirra e ouro,
"O nascimento do Menino Jesus."

© RAADOMINGOS

*

"O nascimento do Menino Jesus"
Alegria que se estende aos reis;
É dia de comer bolo rei e cuscuz
Se na mesa o gostais e tínheis!

Que emoção ouvir as Janeiras
Quando se abre a porta; coisas boas!
Tudo no dia e horas primeiras;
Entoadas por grupos de pessoas.

Cânticos tradicionais com regra
Que enchem a alma de sorrisos luz;
Espelhados no olhar que a face alegra.

Regozija saber que a canção faz jus;
Que tem como tema e integra
"O nascimento do Menino Jesus."

© RAADOMINGOS

*

"O nascimento do Menino Jesus"
Alegria que se estende aos reis;
É dia de comer bolo rei e cuscuz
Se na mesa o gostais e tínheis!

Que emoção ouvir as Janeiras
Quando se abre a porta; coisas boas!
Tudo no dia e horas primeiras;
Entoadas por grupos de pessoas.

Cânticos tradicionais com regra
Que enchem a alma de sorrisos luz;
Espelhados no olhar que a face alegra.

Regozija saber que a canção faz jus;
Que tem como tema e integra
"O nascimento do Menino Jesus."

© RAADOMINGOS

*

"O nascimento do Menino Jesus",
Celebrar o Natal até ao dia de Reis,
Dia seis de Janeiro, epifania, luz
De Cristo a louvar sempre que podeis!

Cantai as Janeiras "Reisadas" com amor
Aos Reis Magos, Melchior, Gaspar, Baltazar,
Que chegam do Oriente p'ra adorar o Senhor,
Através de sinal divino a palmilhar!

Co' incenso símbolo de Deus, mirra o imortal
E ouro símbolo do poder a cabana reluz,
Que podeis sempre replicar, transcendental!

Comer e beber, que festim,! Ai, Jesus,
Que se está a acabar! Fim do ciclo de Natal,
"O nascimento do Menino Jesus."

© Ró Mar 

*

Autores: RAADOMINGOS,  Ró Mar  e  ARIEH NATSAC

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Sonetos do Universo | 2021/2022

terça-feira, 7 de dezembro de 2021

COROA DO ADVENTO


COROA DE SONETOS ADVENTO


Autores: RAADOMINGOS e Ró Mar.




I

"O nascimento do menino Jesus",
Requere o advento, a preparação,
Período de reflexão e de luz
Esperança de renascer, celebração!
    
É o tempo que antecede o Natal
 E o primeiro tempo do calendário 
Litúrgico. E, preparar o Natal
É o mote do nosso rosário! 

 A "Coroa do Advento", tradicional
Ramo verde, quatro semanas à luz
Das velas de quatro cores, universal!

Cada domingo uma vela acende a luz
Dos afetos, refletindo o espiritual,
"O nascimento do menino Jesus."

© Ró Mar

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II

"O nascimento do menino Jesus"
Toca em profundos sentimentos.
Os cristãos sabem no que se traduz;
Preparam a vinda, vigilantes e atentos!

É tempo de esperança e chegada,
Espírito de alegria e aproximação.
Época do mistério p'la igreja convidada,
Sentir Deus feito Homem no coração.

É período de expetativa o advento;
No ciclo do Natal se inicia e conduz,
A uma semana de empenhamento.

A vinda do Senhor é o início da luz;
Tempo de preparação do evento;
"O nascimento do menino Jesus."

© RAADOMINGOS

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III

"O nascimento do menino Jesus":
Tempo de reflexão e vida adorada;
Este ano, iniciou a 28 de novembro a luz;
O advento - latim adventum - chegada.

Por todo o lado, há coroa do advento,
 Símbolo do Natal, contemplação;
O 1º dia pela vela acesa no momento
Vermelha, que simboliza o perdão.

O primeiro domingo do advento,
Que em todo o mundo se traduz
Em época áurea do sentimento;

 Num circulo de amor, que conduz
O caminho da fé ao (re)nascimento),
"O nascimento do menino Jesus."

© Ró Mar 

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IV

"O nascimento do menino Jesus"
Obedece ao calendário do advento,
Que vai até à véspera do Natal, luz
P'la humanidade dia a dia sustento!

As árvores e presépios começam 
A ganhar forma natalícia, o abeto 
E o musgo são a base e expressam
A humildade, o natural, o discreto.

A originalidade em ritmo normal
É o segredo a desvendar, que conduz
Ao ultimo, Cristo a figura principal;

No estábulo a manjedoura, que luz,
A benção, faz-se acontecer o Natal,
"O nascimento do menino Jesus."

© Ró Mar 

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V

"O nascimento do menino Jesus"
Nesta segunda semana do advento,
Á conversão a liturgia induz;
Abrir o coração ao chamamento.

Pede Cristo um sentido de direção;
Empenho pra efetivar essa mudança.
Acolhe o paraíso os que em salvação
Se doem, ao próximo em aventurança.

Ao excluir a fé p'lo afastamento
O profetismo é salvação e luz;
Urge tempo de missão e acolhimento!

A comunhão dos que estão em contraluz
Faça-se, incutindo em pensamento;
"O nascimento do menino Jesus."

© RAADOMINGOS
 
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  VI 

"O nascimento do menino Jesus"
É a alegria da época, que irradia
Por todos os espaços ânimos, luz,
Magia, cheirinho típico e harmonia.
 
Raminhos verdes de pinho envoltos 
Numa fita vermelha, cor da vida, 
Do amor e do sacrifício, doutos 
No divino - o mundo em contrapartida.

O 2º domingo do advento - redentor;
É o período do amor por Cristo e outra luz
  S' acende - verde, a cor da fé ao Senhor;

 Tempo uno duma aliança que reluz
Pelo universo, o poder do Salvador,
"O nascimento do menino Jesus."

© Ró Mar 

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VII

"O nascimento do menino Jesus" 
Lembra-nos penitência e conversão. 
Deste sacrifício na cabeça pus, 
Ser roxo da semana, condição. 

É tom das três semanas do advento 
Substituindo-o rosa na terceira. 
Não é só o do padre paramento; 
Como o da igreja completa; inteira! 

Excelsa vida cristã o cenário, 
Do rito faço o sinal da cruz, 
Á obediência ao uno calendário. 

É universal o que Roma introduz 
Na cor e contexto doutrinário, 
"O nascimento do menino Jesus."

© RAADOMINGOS

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VIII

"O nascimento do menino Jesus"
Percorre o itinerário do advento
Na solene paixão, que reacende a luz,
Corações no mais célebre argumento;

O amor ao próximo, a união dos filhos 
De Deus; comunhão - tempo de alegria,
Que vem reforçar a crença com brilhos
Remanescentes de toda a idolatria.

Neste domingo, o terceiro do advento,
Por Messias, vela roxa ou rosa, preluz
A humanidade, enaltece o momento.

Período de confiança, pois, traduz
O auge da fé e esperança no evento:
 "O nascimento do menino Jesus."

© Ró Mar 

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IX

"O nascimento do menino Jesus" 
Remete-nos para um tempo novo. 
No obscurantismo não se produz 
A salvação necessária pra um povo. 

Na fé que brota na estrada do bem, 
Louvada seja, cantada em glória,
Honrando o menino ungido de Belém; 
Recreando aos crentes a sua história. 

Não reze em memória ausência de bondade; 
Não é isto que o templo produz; 
Ele pede sorrisos, felicidade. 

Transformação seja a chave que seduz;
Num tempo que se espera em fraternidade; 
 "O nascimento do menino Jesus."

© RAADOMINGOS

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X

"O nascimento do menino Jesus"
Gira à volta do espirito do Natal, 
Qu' invoca o ser presente, faz jus
Ao Senhor numa atitude racional.

Todos os rituais religiosos e festivos 
São bem-vindos na quadra natalícia,
Acrescentam fatores positivos
A cada dia que se faz com carícia.

Tempo de viver rumo à felicidade,
De tomar a alegria de ter Jesus
Presente, esperança na humanidade;

Expectante celebrar à luz de luz
O Mistério da Encarnação da Divindade,
"O nascimento do menino Jesus."

© Ró Mar 

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XI

"O nascimento do menino Jesus" 
Em preparação profunda; emocionante 
À última semana nos conduz; 
A um tempo de espera; importante! 

Á anunciação enviada p'los céus: 
P'lo "Espírito Santo será concebido", 
Nascerá Messias, filho de Deus; 
E o ventre de Maria, virgem, escolhido: 

Surge sobre o presépio a reflexão, 
O que significa e o que em nós induz; 
O verdadeiro mistério da encarnação. 

Entendê-lo é alegria, brilho e luz; 
Pra que possamos celebrar em união, 
"O nascimento do menino Jesus."

© RAADOMINGOS

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Xll

"O nascimento do menino Jesus"
Hino à vida por acção e graça;
Ponto de partida, chegada em luz,
Enfeites na árvore, em casa, na praça!

Fazer o presépio, que bom reviver;
A história do Ungido de Belém;
Colocar luzes, o pinheiro erguer;
A manjedoura o burro, o anjo também!

Nas palhas onde irá dormir o Senhor;
Menino nu, nem um mero capuz;
À meia-noite é hora de o pôr!

Quando for Natal no relógio que pus;
Celebraremos com imenso amor
"O nascimento do menino Jesus."

© RAADOMINGOS

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XIII

"O nascimento do menino Jesus"
Agora anunciado através da paz
E da justiça, que reinará p'la luz
Da quarta vela, branca, a todos apraz.

Tempo de vero espirito natalino;
Com os olhos postos no reino dos céus,
Dar graças, vida, adorar o Menino
Ao lado da Virgem Maria, mãe dos céus.

É noite de Natal, recheada de amor,
Ás doze badaladas faz-se luz
Nos nossos olhos, vida, esplendor.

A estrela lá no cimo do pinho luz
Mais que nunca, chegou o Salvador,
"O nascimento do menino Jesus."

© Ró Mar 

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XIV

"O nascimento do Menino Jesus"
Momento pro qual nos preparamos,
Externa a euforia em clima de luz
Professar uma vida nova, aguardamos!

Quando chegar o anunciado em glória
O presépio montado ensinará;
Haver estrela que guia, obrigatória;
Em comunhão o seu brilho guiará.

Por agora é tempo de brindar,
Impondo-me este ciclo que reluz,
Vontade de receber e ofertar.

Os três Reis hão de chegar em luz
Quando a estrela solar os guiar
"O nascimento do menino Jesus"

© RAADOMINGOS

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COROA DE SONETOS ADVENTO

Autores: RAADOMINGOS e Ró Mar.

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Sonetos do Universo | 2021