quinta-feira, 1 de maio de 2014

QUANDO A MANHÃ É FRESCURA…


   QUANDO A MANHÃ É FRESCURA…


Quando a manhã é frescura…
O sol brilha e floresce pelos beirais;
Há passarinhos que cantam pelos vários telhados
E o céu vê-se e conjuga-se pela abóbada cheia de vida
Que tem aos nossos olhares arco-íris e mui mais.

Quando a manhã é frescura…
Os jardins são flores multicolores de raros e esverdados
Olores; e, os meninos brincam aos baloiços avoados
De alegrias rodopiando fantasias à natureza,
O que alastra e faz dela ainda mais viva.

Quando a manhã é frescura…
O dia é longo e involucra-se pelas faces de espirais…
Volúpias a almas novas que abarcam corações à estação
Nas singelas silabas perfumadas de sifónia,
E escuta-se a mais linda poesia.

Quando a manhã é frescura…
Os amores são abençoados pelo ar que circunda
E pulam ao respirar a magistral ogiva,
Sem nunca se cansarem de tão amar…
Têm o sabor da vida no beijo à mocidade de tão fermosura.

Quando a manhã é frescura….
Tem um nome em todo o universo, é Primavera…
Uma estação, embrião de um solstício ao luar, o Verão;
Embora possa ser todo o ano, depende do pensar
De cada um, estação é e tem asas que veem e vão.

Chega de levezinho consolando o espirito e a brincar
Com as crianças e com os adultos vai ensinando a amar;
É a Primavera e não vem tão sozinha, traz nela a Poesia
Que vive em nós e que também encanta o universo…
Sonatas, poemetos e mais de prosa ou de verso.

Primavera, a mor, musa da excelsa princesa, é Poesia;
É a estação do ano mais bela e a mais estimada,
Tão estimada que perdura todo ano pela utopia
De quem vive; e, quem vive sonha e pula a vida
Como flor que quer ser e teima em ser amada todo o ano.

Primavera é isto mesmo… a flor de todo o ano…
Que eu amo e que tu amas com certeza; o diáfano
Raio que traz o vigor e mui frescura à natureza…
Que no meu coração e no teu também é de certeza
A mais bela e também única e sonante estação.

® RÓ MAR 

PORQUE...?

 

PORQUE...?


 E se depois da tempestade vem a bonança,
onde está o meu sorriso de criança?
 Porque não sinto, e não te minto,
a esperança?
 Porque não sinto, e não te minto,
a doçura, a ternura que o amor alcança?
 Porque não sinto, e não te minto,
que o teu peito solte o grito aflito,
que o teu olhar, embrulhe o meu,
em infinito,
e viva em mim, um tempo de mudança...
 
Rosamar
 

OCASO OUTONAL


Ocaso Outonal


Entardecer...
Desperto-me!
Ao ouvir do ocaso o rumor
Da passarada em festa
Por entre seus voos,
À noite vem chegando
Trazendo o silêncio,
A via dos ensejos!
O vento canta dentre as folhas secas,
Desenha o caminho das flores,
Do vintage escrito no reflexo do espelho,
Nos teus passos pelas pétalas
Acomodadas sobre chão também
Dos brilhos mansidão!
Abre-se a porta,
Reverenciam as cortinas,
Tudo conspira em nome do beijo
No lábio, no traço, no abraço,
Nos em fins de uma taça de vinho
Tinto como sangue,
Suave como a cor do olhar!
Assim rompe a madruga,
Velos, veios e seios ao amar,
Ao amor... Luar!

Auber Foravante Júnior

 Porto Alegre - RS


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