Poema e Ilustração de Paula Delgado
sábado, 3 de maio de 2014
sexta-feira, 2 de maio de 2014
quinta-feira, 1 de maio de 2014
QUANDO A MANHÃ É FRESCURA…
QUANDO A MANHÃ É FRESCURA…
Quando a manhã é frescura…
O sol brilha e floresce pelos beirais;
Há passarinhos que cantam pelos vários telhados
E o céu vê-se e conjuga-se pela abóbada cheia de vida
Que tem aos nossos olhares arco-íris e mui mais.
Quando a manhã é frescura…
Os jardins são flores multicolores de raros e esverdados
Olores; e, os meninos brincam aos baloiços avoados
De alegrias rodopiando fantasias à natureza,
O que alastra e faz dela ainda mais viva.
Quando a manhã é frescura…
O dia é longo e involucra-se pelas faces de espirais…
Volúpias a almas novas que abarcam corações à estação
Nas singelas silabas perfumadas de sifónia,
E escuta-se a mais linda poesia.
Quando a manhã é frescura…
Os amores são abençoados pelo ar que circunda
E pulam ao respirar a magistral ogiva,
Sem nunca se cansarem de tão amar…
Têm o sabor da vida no beijo à mocidade de tão fermosura.
Quando a manhã é frescura….
Tem um nome em todo o universo, é Primavera…
Uma estação, embrião de um solstício ao luar, o Verão;
Embora possa ser todo o ano, depende do pensar
De cada um, estação é e tem asas que veem e vão.
Chega de levezinho consolando o espirito e a brincar
Com as crianças e com os adultos vai ensinando a amar;
É a Primavera e não vem tão sozinha, traz nela a Poesia
Que vive em nós e que também encanta o universo…
Sonatas, poemetos e mais de prosa ou de verso.
Primavera, a mor, musa da excelsa princesa, é Poesia;
É a estação do ano mais bela e a mais estimada,
Tão estimada que perdura todo ano pela utopia
De quem vive; e, quem vive sonha e pula a vida
Como flor que quer ser e teima em ser amada todo o ano.
Primavera é isto mesmo… a flor de todo o ano…
Que eu amo e que tu amas com certeza; o diáfano
Raio que traz o vigor e mui frescura à natureza…
Que no meu coração e no teu também é de certeza
A mais bela e também única e sonante estação.
® RÓ MAR
PORQUE...?
PORQUE...?
E se depois da tempestade vem a bonança,
onde está o meu sorriso de criança?
Porque não sinto, e não te minto,
a esperança?
Porque não sinto, e não te minto,
a doçura, a ternura que o amor alcança?
Porque não sinto, e não te minto,
que o teu peito solte o grito aflito,
que o teu olhar, embrulhe o meu,
em infinito,
Porque não sinto, e não te minto,
a esperança?
Porque não sinto, e não te minto,
a doçura, a ternura que o amor alcança?
Porque não sinto, e não te minto,
que o teu peito solte o grito aflito,
que o teu olhar, embrulhe o meu,
em infinito,
e viva em mim, um tempo de mudança...
Rosamar
OCASO OUTONAL
Ocaso Outonal
Entardecer...
Desperto-me!
Ao ouvir do ocaso o rumor
Da passarada em festa
Por entre seus voos,
À noite vem chegando
Trazendo o silêncio,
A via dos ensejos!
Desperto-me!
Ao ouvir do ocaso o rumor
Da passarada em festa
Por entre seus voos,
À noite vem chegando
Trazendo o silêncio,
A via dos ensejos!
O vento canta dentre as folhas secas,
Desenha o caminho das flores,
Do vintage escrito no reflexo do espelho,
Nos teus passos pelas pétalas
Acomodadas sobre chão também
Dos brilhos mansidão!
Desenha o caminho das flores,
Do vintage escrito no reflexo do espelho,
Nos teus passos pelas pétalas
Acomodadas sobre chão também
Dos brilhos mansidão!
Abre-se a porta,
Reverenciam as cortinas,
Tudo conspira em nome do beijo
No lábio, no traço, no abraço,
Nos em fins de uma taça de vinho
Tinto como sangue,
Suave como a cor do olhar!
Reverenciam as cortinas,
Tudo conspira em nome do beijo
No lábio, no traço, no abraço,
Nos em fins de uma taça de vinho
Tinto como sangue,
Suave como a cor do olhar!
Assim rompe a madruga,
Velos, veios e seios ao amar,
Ao amor... Luar!
Velos, veios e seios ao amar,
Ao amor... Luar!
Auber Foravante Júnior
Porto Alegre - RS
Tela: AF00369 - Auber Fiori
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