domingo, 6 de setembro de 2015

PARAÍSO QUE NOS INSPIRA SAUDADE


Imagem – Belissime Immagin


PARAÍSO 

QUE NOS INSPIRA SAUDADE


A praia pelo fim da tarde 
É poema que é só nosso;
É arco-íris de felicidade
De sete cores, um amor colosso.

A areia é fina e moldada,
Dedilhada pela larga borboleta,
Pelo nosso amor gravada 
Em coração de mar magenta.

A praia pelo fim da tarde
É paisagem nossa extasiante;
É pôr-do-sol em mar penetrante.

A areia é reflexa, à nossa vida,
Ao luar em noite amada,
Paraíso que nos inspira saudade.

® RÓ MAR

sábado, 5 de setembro de 2015

PRAIA DA SOLIDÃO


Imagem - Google


PRAIA DA SOLIDÃO 


Estou sozinho na praia a passear
Escrevo na areia a palavra saudade
Peço por favor ás ondas para não apagar
Para ficar para sempre para prosperidade

Estou sozinho tão só sem companhia
Vou caminhando devagar á beira mar
Pensando que gostaria de um dia 
Ao teu lado nesta bela praia caminhar

Estou sozinho tão só que apenas oiço o vento
Que parece chamar teu nome neste momento
Acompanhando as ondas no seu rebentamento
Como se fosse o meu coração num triste lamento

Estou sozinho mas é apenas momentaneamente
Em breve numa linda praia vou ter tua companhia 
Peço então á lua brilhante e muito imponente
Que transforme em realidade esse desejado dia

Paulo Gomes

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

FUI PARA CASA, SENTI QUE SOFRIAS


Fotografia de Jon Sullivan 


“FUI PARA CASA, SENTI QUE SOFRIAS”


Depois de ler, fiquei por momentos a pensar,
E resolvi levar os pensamentos para o mar!...
O Mar é manso, tão manso como o chorar,
Manso como o boi no seu triste andar;

Outras vezes bravo como é bravo o leão,
Bravo como é bravo o amor e a paixão, 
Bravo como é bravo o coração de mulher 
Quando quer fazer um homem sofrer!

Fiquei no isolamento de magna vastidão
E pensei, pensei, quase até à exaustão.
O Mar tocava as canções do mistério

Que ajudava, pois o assunto era sério;
E as ondas do Mar a mim alheias,
Na praia deitavam-se nas areias.

A Lua harpeava singelas sinfonias
Enquanto o Mar cantava melodias.
Fui para casa, senti que sofrias!

terça-feira, 1 de setembro de 2015

A NOITE QUE VIOLETA CEIA!


 Imagem – Bellissime Immagini


A NOITE 

QUE VIOLETA CEIA!


A maré está vazia,
A lua tem face cheia;
A noite que violeta ceia,
Não tenho mais poesia!

O luar tem negro olhar,
O mar treme de frio;
A noite que escuro ímpar,
Não vejo mais seu brio!

Tropeço em madrugada
Que me tem acordado,
O vento que denotado!

A terra está pasmada;
Não quero mais vida feia,
A noite que violeta ceia!

® RÓ MAR

ESCREVER COM VERDADE...

 

Escrever com verdade…


Pergunto-me o que é isto da poesia…
Já que umas vezes me chateia e outras me dá tanta alegria!

Porque é que é assim e não é doutra maneira?
Porque é que nas palavras eu digo tanta asneira?

Há quem se intitule de poeta
E eu até acho que o são
Mas desconheço qual é a meta
Para escrever com tal devoção

Ser poeta eu bem o queria
Mas não sei como fazer
Ter na escrita a alegria
Daquilo que me dá prazer

Gosto muito de rimar
Nas poesias que faço
Em palavras do meu amar
Neste tempo tão escasso

Há amores por mim desfeitos
Nos efeitos do que escrevo
Às vezes serão defeitos
Já que a mais eu não me atrevo

Mas vou continuar a escrever
Aperfeiçoar a minha habilidade
Pode ser que alguém tenha prazer
Neste escrever com verdade.

Armindo Loureiro