sexta-feira, 31 de julho de 2015

UM SONHO


UM SONHO


A noite estava escura como breu
A chuva fustigava a minha janela 
As imensas estrelas brilhavam no céu
Meu quarto iluminado com uma vela

Na minha mente muita imaginação 
No meu corpo o desejo de correr
Sinto o bafo quente da minha respiração 
Na minha mão a vontade de escrever

Ao som da chuva acabei por adormecer 
Num sonho fantástico cheio de magia 
Que era um Deus e tinha total poder
Para transformar todo o mundo em poesia

Onde todos os povos falavam a rimar
No lugar dos canhões livros de poesia
Que a lei universal fosse o verbo Amar
E a tristeza fosse substituída pela alegria 

O meu despertador tocou e então acordei 
Sentei-me na minha cama voltei á realidade
Vou guardar no coração aquilo que sonhei
Porque sou um sonhador e acredito na humanidade 

Paulo Gomes

AMANHÃ SEI QUE ÉS A MINHA OUTRA VIDA


Imagem - Bellissime Immagini


AMANHà

SEI QUE ÉS A MINHA OUTRA VIDA


Amanhã sei que és minha flor de luz:
O meu vasto universo em pleno direito;
A minha tão soberba fonte em leito;
A minha tão serena e eterna cruz.

Amanhã sei que és meu presente dia:
O meu vasto astro em plena manhã;
A minha tão dama casta em poesia;
A minha tão adorada e amante aldeã.

Amanhã sei que és meu futuro sóror de jardim:
O meu vasto perfume em pleno ser;
A minha tão sonhada a cobiçado marfim.

Amanhã sei que és a minha outra vida:
O meu vasto reino em pleno rejuvenescer;
A minha tão alma em coração nascida.

® RÓ MAR
 

POETA NÃO SOU


POETA NÃO SOU


Sair de si e dar-se aos outros - 
eis o que é ser-se poeta.
Poeta é aquele que faz sentir
nos outros seu próprio sentir.
Sentir sentimentos seus,
intensamente teus,
que não cabem em si.
Poeta é músico de letras
que canta melodias sublimes
em plateias ausentes.
Poeta não sou que rústico sou;
canto sim aquilo que esparso 
divaga em meus pensamentos:
questões de consciência,
de ver gentes e mundo,
de despertar novos pensares.
Poeta fala de poesia; 
eu, de amor, de como repartir,
viver e sentir. 
E como sinto.

Fernando Figueirinhas

quinta-feira, 30 de julho de 2015

SORRISO ALEGRE QUE ME FEZ CHORAR

 
 Aguarela de Alberto Lacerda 


“SORRISO ALEGRE 

QUE ME FEZ CHORAR”


Falou o Sol, depois Lua, o Vento
Vinha tão carregado de mistério;
Estava linda a noite e, sonolento
Adormeci! Sonhei mesmo a sério,

Que os teus beijos eram prendas;
Embrulhei-as: raios de luz foram
Os fios, com o luar teci as rendas.
Quando meus sonhos terminaram,

Acordaste-me, estava-te a adorar;
Um sorriso, teus olhos cintilaram,
Sorriso alegre que me fez chorar!

O sino tocou, ouvia-se lá de fora;
Com mãos dadas fomos embora
Pelas silvas, com sabor a amora!

Alfredo Costa Pereira
 

TEMPO!!

 

 TEMPO!!


O tempo, gasta os dedos e o cabelo
verde esperança, da lembrança
esquecida
O tempo é uma ameaça, a desgraça!
O tempo vive e renasce
em cada hora, em cada 
passo
O tempo é tudo o que temos e o 
que não temos.
Tempo é vida!
Tempo de mudanças e de tranças
de menina adulta
Tempo de mulher madura e de 
ternura
Tempo gasto nas entrelinhas
de um abraço
Tempo é preciso
a cada passo!
Eu tenho tempo para o 
Tempo!!!
Submissa e rebelde
na liberdade deste
Tempo!!
 
Manuela Clérigo