segunda-feira, 2 de maio de 2016

PÔR DO SOL




Pôr do sol 


A tarde cai
O sol encanta
Mostra sua cor
Mostra seu poder
Nesse cenário de sonhos
Onde um dia amei...

O sol vai lentamente
Sumindo no horizonte
A cor vermelha vibrante
Eu aqui solitária
Vejo o sol sumindo
Vejo as estrelas surgindo
No negro escuro da noite...

Um assovio do vento
Desperta faz medo 
Apavorada fiquei
Aqui a te esperar
Sinto o frio da noite
Começando a congelar...

O céu se enche de estrelas
Do sol nem um sinal
A noite que vai chover
As estrelas que vão sumindo
São chuvas de lágrimas sentidas
Contidas no por do sol...

Irá Rodrigues

VIDA MINHA...




Vida minha…


Corro um pouco mais devagar
Já não corro como corria
A vida há que dela gostar
Para a viver no dia a dia
Vejo um mundo bem diferente
Do que pensava quando jovem
Mas vivo-o bem contente
Nestas visões que me movem
Já não sonho como sonhei
Como quando era mais novo
Agora pelos sonhos eu bem sei
Que na vida eu nada inovo
Vivo assim sossegadamente
Sem sequer me importar
No que outros têm em mente
Que me possa desgostar
Há apenas uma lembrança
Que aqui eu vou referir
Na idade o que se alcança
É a beleza do bem sentir
Por isso eu me sinto bem
Com aquilo que por aqui senti
Espero como mais alguém
Continuar a viver como já vivi

Armindo Loureiro

É POR EM TI SABER AMAR




É POR EM TI SABER AMAR


espero por ti na esquina 
na volta da folha onde voltarás a...
tocar-me de manhã para me despertar
sobre o teu colo acordar e preparar-me para amar
o perfume da vida sob o teu simples olhar
agradecer-te minha força de vontade de viver 
enaltecer a vitalidade de acreditar em ti, meu anjo protector
deixares-me passear nas bordas do teu corpo e cheirar...
os odores fugazes de te ver desabrochar 
em cada flor ou ave que no céu dê em riscar
tua marca de existir e por mim velar
é chegar ao fim, refastelada de ti e saber...
que velarás os meus sonhos e contigo vou sonhar
porque meu motivo de vida continua inalterável
e é por em ti saber amar

 Ana Carvalhosa

SONETO MINHA CASA




SONETO MINHA CASA 


Eu moro em ti, soneto, com a minha amada.
Tu és a minha casa, a casa onde nasci,
A casa onde eu cresci p´ la luz da madrugada
E na qual sempre dos meus sonhos me vesti.

Tu és a minha casa e vida acrescentada,
Meu pleno baluarte onde a lira descobri
Tendo por ela iniciado uma arte renovada
Que me fez tornar poeta e pela qual venci.

Fiz-me por ti, soneto, cavaleiro andante
Disposto a combater contra ventos e marés,
Mesmo sabendo que esta luta é desgastante
Irei contigo correr mundo de lés-a-lés…

Não recearei perder as asas dentro em pouco
Nem tenho medo de sobrevoar pelas alturas
Mas tentarei, por este meu combate louco,
Fazer-te herói para outras novas aventuras…

Soneto minha casa, minha mansão real,
Quero fazer de ti um poema natural!

Frassino Machado

In AO CORRER DA PENA

sexta-feira, 29 de abril de 2016

UNO CORAÇÃO A NASCER




UNO CORAÇÃO A NASCER


Meu botão, flor, mulher,
Rosa, meu coração
Perfumado a teu ser…
Meu verso de paixão.

Meu céu, amor, celeste,
Azul, meu tão paraíso,
Respirado em tua veste…
Minha alma de narciso.

Meu beijo, abraço teu,
Outro tom, sonho meu,
Amado ao amanhecer…
Uno coração a nascer.

© RÓ MAR