quinta-feira, 28 de setembro de 2017

SOL



SOL


O Sol toca os campos
que suavemente colore o dia
a sua luz nos ilumina
e nos conduz no caminho.
Ah… Sol és sentimento
esboças caricias na nossa alma
fazes da paisagem 
uma bela pintura.
Ah… Sol és sonho e quimera 
és luz e cor 
fazes florir as flores
que com seu perfume 
nos encantam.
E toda a natureza em festa
transborda de vida
sedentos de sons
que nos levam a um mundo
de encanto e magia.

Ah… Sol és a luz que iluminas o meu andar

domingo, 24 de setembro de 2017

ÀS VEZES...


Imagem - Regard sur Image 


ÀS VEZES...


Às vezes temos que despir o ser
E passear a alma pelo universo
Que nos deixa viver noutro berço
Sem que tenhamos de saber o verbo ter.

Às vezes é verão e outras inverno
Enquanto isso temos o outono
Que nos ensina a forma de espelhar o coração
Sem que tenhamos de clamar paixão.

Às vezes temos que interrogar coisas
E esperar que o vento nos assinale 
O caminho a percorrer pela estação que vale
Sem que exponhamos o vazio dos dias.

Às vezes é noite e outras dias
Enquanto isso temos os meios-dias
Que nos refletem o sol de uma estação
Sem que ponhamos lentes de realização.

Às vezes temos que ter calma
E trocar o corpo pela alma
Que nos incita a viver o outono
Sem que tenhamos de pensar o inverno.

Às vezes é tempo de primavera e outras não
Enquanto isso temos memórias de infância
Que nos fazem olhar a natureza na sua essência
Sem que tenhamos de opinar os dias que virão.

Às vezes temos que ver e não pensar
E deixar cair as horas pelo observar
Que nos descreve o outono do nosso ser 
Sem que tenhamos de o aprender a ler.

© Ró Mar

GAVETAS QUE ABRO PARA TI...


Imagem - Bellissime Immagini 


Gavetas que abro para ti…


Sou aprendiz na arte de viver
E convosco tento saber mais
Ao vosso lado colho prazer
Dos saberes que são demais

Faz parte da minha inspiração
Fazer assim um belo poema
O resto bem por expiração
Quando gosto do vosso tema

É assim que eu escrevo
Muito daquilo que aqui vos dou
Se a mais eu não me atrevo
É porque de vós ninguém chorou

Quem se chora leva mais
Do que aquelas que não o fazem
As palavras são tão banais
Que nas gavetas assim jazem

Gavetas que vou abrindo
Conforme as necessidades
Não me chame eu Armindo
Se não me encho de vaidades

Vaidades para vos dizer
Certas verdades que vão em mim
Vós sois tudo, sois o prazer
Das flores do meu jardim!

É assim com meu carinho
Que isto vos quero dar
É a beleza d'um miminho
De quem de vós sabe gostar

Armindo Loureiro

... MOMENTOS DE SOLIDÃO




... MOMENTOS DE SOLIDÃO


passei a noite nos teus sonhos
e os dias nas tuas mãos
passei até as tardes mais calmas
quando passeava nas tuas pálpebras
sentia o odor do teu corpo
numa lágrima que pulava
e entre um gesto e outro
o carinho porque te amava
ver um sorriso nos teus lábios
e um suspiro de vida
aquele imenso gesto
que nunca nos faltava
tinhamos o mundo 
ganhávamos os nossos passos
e entre as cortinas soltas
os ventos da imaginação
tu eras fogo eu simples paixão
tu eras vento eu mar revolto
assim fizemos o momento
eterna combustão
criámos o universo 
aquela magnifica construção
onde brilham ainda as estrelas 
e correm os loucos
por momentos de solidão

Ana Carvalhosa

NAS CORES DO ARCO-ÍRIS




NAS CORES DO ARCO-ÍRIS


com a inocência no olhar
espalha ternura e esperança
o vento dócil molda o seu corpo franzino
e enche-lhe a alma de sonhos puros
aos seus olhos nascem castelos no céu
inventa histórias nas cores do arco-íris
com um doce brilho nas pupilas
de sorrisos fartos, sempre vestida de vida
perde-se nas horas, no tempo
olha a sua imagem reflectida num espelho de água
enquanto pinta sonhos na palma da mão
e à tardinha, quando o sol foge no horizonte
com o olhar radioso, em silêncio
na luz divina e reluzente do céu
conta as estrelas uma a uma
Ah…como eu queria voltar a ser criança
correr descalça na liberdade
dos verdes campos salpicados de papoilas 
seguir os carreirinhos de formigas
procurar um trevo de quatro folhas
desfolhar um malmequer e chapinhar nos charcos
acreditar no pai Natal, no coelhinho da Páscoa
e em fadas
partir a cabeça e esfolar os joelhos
e à noitinha, já cansada
na hora de rezar o terço
na inocência da idade
adormecer como um anjo
à lareira, no colo da minha avó
ao som das Avé Marias
...na memória ainda trago o gosto,
os cheiros…os sons... 
e as cores da minha infância

Lurdes Rebelo