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DOCE VISÃO
Doce visão me perpassou a mente
Quando esses lírios tão puros olhei:
Lembrei a mulher que amo e amei!
Quando os vi, sorri silenciosamente.
Nunca houvera tido visão tão grata
Ao amanhecer, só beleza e candura;
Felicidade que o meu pincel retrata
Quando estou a fazer esta moldura.
Mas em breve vem a lua e seu luar
Converterem em prata a cor do mar,
Deixando claridade na noite escura.
Tal como a brisa para com brandura,
Também o meu sonho parou assim.
Vi-te: teus olhos sorriram para mim!
Alfredo Costa Pereira