quinta-feira, 4 de novembro de 2021

O MILENAR COMETA!


Fotografia de Ró Mar 


O MILENAR COMETA!


Ah, ousando louvar o mor nobre Poeta,
Numa alma violeta, hei de o homenagear!
Num breve escrevinhar, a fórmula secreta
Há de ser descoberta e a quero divulgar!

Porque posso sonhar! O milenar cometa,
Que tenho como meta! Esta arte de poetar,
Encaixada a rimar, faz rolar a caneta
Numa escrita concreta! Ah, hei de o conquistar!

E, por tanto o amar exponho o coração
Numa linda canção, que s' esvoaça em berço
Rendilhado a verso orlado d' emoção;

Aos céus chegarão os dias que converso,
P'lo planeta disperso, orando por paixão
E honrando o padrão dos "Sonetos do Universo"!

© Ró Mar | 10/ 2021

segunda-feira, 25 de outubro de 2021

NUMA TARDE DE DOMINGO


Fotografia de Maria Graciete Felizardo


NUMA TARDE DE DOMINGO


Numa tarde de domingo
O sol espreita prazenteiro,
À beira mar descobrindo
Um murmurar verdadeiro!

Uma marcha na passadeira
Sobre a areia dourada,
É uma imagem à sua beira...
Das ondas em cavalgada!

O azul do mar reluzindo,
refletindo a cor de prata
Não se cansa repetindo...
Sempre a mesma serenata!

Barquinhos no horizonte
Lá longe no extenso mar
Com a praia ali defronte,
Uma gaivota a voar...

Mas que encanto de cenário
Talvez! um filme rodado
Mar d'espuma missionário
Leva na orla um bordado!

© Maria Graciete Felizardo | 10/2021

domingo, 14 de fevereiro de 2021

SE O AMOR SE FOR EMBORA




SE O AMOR SE FOR EMBORA


Tinhas porte de menina
Nos olhos a cor do céu
E um pisar de borboleta
Eras a causa sentida
Um beijar que era só meu
Que eu guardo numa gaveta

Lago oculto inquieto
Dor guardada no peito
Certa, porém, é a dor
É fogueira. É ciúme
É nada sem ter preceito
Que arrefece o meu calor

Eu quero-te
Sempre junto a mim
Vou ter-te sempre junto a mim
Vou estar sempre junto a ti

Se o amor se for embora
Eu morrerei de saudade
Tudo parte sem amor
É a hora louca hora
É o tempo sem verdade
Como vaso sem ter flor

Eu quero-te
Sempre junto a mim
Vou ter-te sempre junto a mim
Vou estar sempre junto a ti

© ARIEH NATSAC

ACORDEI A CANTAR....




Acordei a cantar…


Quando acordo a cantar
É sinal de que eu amei
Tu não te podes espantar
Do amor que aqui te dei

Se acordei desta maneira
Foi por em ti estar a sonhar
Podes crer não é asneira
É tão belo saber amar

Se me soubesses escutar
Ouvirias algo no teu interior
Palavras do meu gostar
A transmitir o meu amor

Soltei estas cantorias
Num dia atribulado
Colhi minhas alegrias
Ao te cantar este fado

Acho que já o devia ter feito
Pelo menos noutro tempo
Mas a minha falta de jeito
Só agora encontrou o momento

Será que eu te despertei
Pelo menos para me leres
O amor é como eu sei
O sonho de belas mulheres

Tu és um exemplo para mim
Do que é uma mulher bela
Gosto de te ver no jardim
Ao lado da minha janela

E assim vou continuar
A cantar o que me vai na alma
Se tu um dia me vieres a amar
Podes crer que eu vou perder a calma

© Armindo Loureiro

sábado, 3 de outubro de 2020

OUTONO SÉNIOR

 
Imagem: J'ad' OR


OUTONO SÉNIOR


Quando as folhas bailam pela natureza
É um convite à mudança de estação,
Uma vida outonal, com toda a leveza,
Salteada de tons de liberdade e paixão;

Também ao ritmo do vento os seres vivos
Embalam e deleitam os jardins do ser
Com roupagem de signos imaginativos
E tão reais quanto o dia a acontecer;

E a vida continua metamorfoseando
Os habitats, interior e exterior,
De todos os que ainda vão sonhando,

De todos os que reconhecem o bem maior
Como constante mudança, adaptando
O dia-a-dia a um outono sénior.

© Ró Mar | 2020