terça-feira, 30 de junho de 2015

EU, NEM SEI PORQUE É QUE AINDA TE ESCREVO!



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EU, NEM SEI PORQUE É QUE AINDA TE ESCREVO!


Eu, só queria viver mais um pouco!
Quando o caminho nos cruzou pensei
Que podia ser feliz, pois, eu nem sei
Porque ainda te escrevo, que amor louco!

Confiei-te o mais puro de mim e tu
O que fizeste a mim!? Amaste, enfim,
Por pouco fizeste-me teu Jardim.
Eu, nem penso em que mais és capaz, tu!

Eu, só queria viver grande paixão!
Ser flor pelos lençóis nossos e à tua mão
Aquela amiga que sente teu coração.

Eu, nem sei porque é que ainda te escrevo
Se o vento que deixaste é solidão
Pelo leito de Jardim onde ainda vivo!

® RÓ MAR

DO OUTRO LADO DA JANELA





DO OUTRO LADO DA JANELA


Canto o que a voz cala.
Estendo-te a asa
e faço de mim a tua casa.
A inspiração é tão carnal
que o que sobra é cadáver.

Nos lábios maduros
afloram palavras insípidas.
Cruas.

Entre os dentes
escapa o último gemido.

Contempla tranquilo
a água que escorre entre as frinchas
das pedras frias e nuas.

Perde-se o calor da pele
mas o delírio da palavra
aguça o sentido.

Armadilha a boca.
Morde o lábio
para sufocar o inexprimível.
Não fiques à janela.
Torna-te desobediente.

Amarrota.
Rasga.
Observa as margens.

No final terás o corpo desenhado
em lençóis de linho e
a rosa será desfolhada por inteiro.

Ana Pereira

AZUL SOBRE OURO


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AZUL SOBRE OURO


Abriam-se sulcos sobre a Terra,
tinham marcas de outros tempos
e as dores do mundo que se estendiam para além do infinito.

Pequenos espaços eram ocupados por tambores de pedra, todos iguais por fora.
Por dentro não se sabia. Carregavam o peso do percurso
que era longo e desconhecido – todos na mesma direção
trilhavam o caminho à medida que marcavam a terra combalida.

Estranha luz surgia do nada a iluminar uma parte do que se via.
Mas havia um céu a descoberto que inspirava a caminhada desprendida
do qual pendia um arco de cores coloridas.

Podia-se ver ainda uma linha ao fundo
dividia pela Terra sulcada
e o azul marinho perdido no infinito.

Fernando Figueirinhas

EMOÇÕES





EMOÇÕES 


Ser poeta é ser emocional
Ter os sentimentos á flor da pele
Sofrer com a bondade e o mal
Viver a vida de outros como se fosse dele

Ser poeta é acordar ao som do coração 
Sentir os seus pensamentos como um turbilhão 
É olhar o mundo com uma mentalidade aberta
Espalhar alegria com uma poesia correta

Ser realmente poeta nem todos podem ser
É imprescindível gostar imenso de escrever
Ter inspiração naquele momento na hora certa
Com todos esse predicados será então um poeta

Paulo Gomes

SIM...



SIM...


Sim...
deixei-te ir
sem palavras nem adeus
não te quero prender
quero-te livre fora de mim

contigo aqui não sossego
também preciso de férias.

Mas agora que partiste
não sei o que fazer de mim
O sol já perdeu a cor
um nevoeiro denso cobriu
o mar
toda a Natureza desmaiou
e ficou saudosa
...e eu aqui deitada sem forças
neste quarto escuro
com a cabeça a andar à roda
sinto uma forte dor
nem sei aonde

Manuela Clérigo

sábado, 27 de junho de 2015

VIDA COM VERDADE...


Imagem - Aimer la Nature (Love the Nature)


Vida com verdade…


O tempo passa tão depressa
Quase que dele não se dá fé
Vive-se uma vida tão espessa
Se se fere nem uma compressa
Estanca o sangue…Não é?

É esta vida que escolhemos
Ao atingir a maturidade
E no fim até morremos
Sem saber se o soubemos
Viver a vida com verdade

Não entendo porque é assim
Porque anda tudo a correr
Esta vida que escolhi pra mim
De princípio não estava afim
E é assim que vai ser até morrer

Às vezes coloco restrições
Nesta vida que vou vivendo
Onde abundam certas opiniões
Impregnadas das paixões
Em momentos fenecendo

Porque é que assim somos
E não conseguimos mudar
Copiar alguns cromos
Na vida d’alguns gnomos
Talvez os pudesse amar.

Armindo Loureiro

« Dulce Bellum Inexpertis »


Imagem - autor desconhecido


« Dulce Bellum Inexpertis » 


Cresce o afecto que te tenho
à medida que o tempo vai transcorrendo
na certeza que o viver em ti e por ti
me faz sereno, e com vontade de esperar,
para que os últimos obstáculos sejam superados e 
os passos que por agora cada um dá separadamente 
em direcção convergente , se convertam 
em passos dados lado a lado, 

A certeza do que ambos queremos,
aprendida no desnudar das almas em almofada de ternura
bem sentida no abraço pleno dos nossos perfumes e 
do calor de dois corpos bem unidos.

A peleja que vale a pena assumir é apenas 
a de afastarmos da frente dos nossos passos
os derradeiros escolhos plantados no nosso caminho



« Dulce Bellum Inexpertis » - Expressão do latim que significa em tradução livre: « só enaltece a guerra quem nunca teve dela conhecimento»

Dito à minha maneira, a serenidade e a Paz na Alma são meio caminho andado para conquistarmos a felicidade.

Hamilton Ramos Afonso

OS SONHOS NUNCA MORREM





OS SONHOS NUNCA MORREM


Sonhos que eu sonhei e ainda sonho,
Irão perdurar por toda a minha vida,
São eles que me alimentam ilusões,
E me fazem sentir belas emoções.

Sonhar inda vale a pena, é motivador,
Faz-me esperar por dias promissores,
Que foram adiados para um outro dia,
Que irá surgir com melhor perspectiva.

Os sonhos nunca morrem, subsistem
Por todo o tempo da minha curta vida,
Uns deram frutos outros não vingaram,
Por águas turvas, muitos navegaram.

É bom sonhar, a vida assim me exige,
Adormecer e acordar, com os sonhos,
Ver a noite chegar com a lua no céu,
Espiando o que sonho entre lençóis.

Ruy Serrano 

QUE ALMA, QUE ME TINHA ASSIM, TÃO LOUCA!


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QUE ALMA, QUE ME TINHA ASSIM, TÃO LOUCA!


Acreditei que, a vida dá uma segunda
Oportunidade, que era ainda amada;
Que o mar estava sempre a nosso lado.
Acreditei em ti e amei-te em mar alado.

Acreditei que, construíamos o nosso lar
De corações abertos ao nosso olhar;
Que o dia amanhã era nossa eterna vida.
Acreditei em ti e amei-te tão perdida!

Acreditei que, era caminho certo;
Que pelo meu ombro poisava asas de amor,
Largas asas que me tinham tão perto!

Acreditei que, era céu a tua boca,
Que tuas palavras eram vero amor;
Que alma, que me tinha assim, tão louca!

® RÓ MAR

NA INTIMIDADE DE UM POEMA

 


NA INTIMIDADE DE UM POEMA


Íntimo sinónimo de intimidade
Intimidade de um homem e uma mulher
Ou simplesmente uma grande amizade
Ser íntimo de uma pessoa qualquer 

Tudo isso para mim deixa-me num dilema
A intimidade deve ser dada com peso e medida
Preferido escrever na intimidade de um poema
Assim tenho a certeza de não sofrer na vida

A intimidade deve ser a dois repartida
E a Amizade e o Amor o seu tema 
Ser feliz na intimidade para toda a vida
Só é possível na Intimidade de um Poema

Paulo Gomes

sexta-feira, 26 de junho de 2015

ENVOLVÊNCIA





ENVOLVÊNCIA


A minha envolvência é total,
Entrego-me a tudo por amor,
Sofro pelo bem e com o mal,
Meu coração sangra de dor.

A dor é forte e não me deixa,
Como causadora desta crise,
Não há cura, pra esta queixa,
Não há nada a que resiste.

Envolvo-me como na dança,
Com o meu par, o meu amor,
Rodopio à volta desta vida,
Para não perder a corrida.

Corri para cortar uma meta
Que marquei no meu futuro,
Fui impedido de lá chegar,
Tornaram o piso falso, duro.

Hoje, a minha envolvência
É a mesma, não desistirei,
É preciso tal persistência,
Que dela eu não abdicarei.

Sou teimoso por natureza,
Acredito na envolvência
A que me entrego de alma
E coração, com fé e calma.

Ruy Serrano 

AONDE FOI QUE PAROU


Imagem - autor desconhecido


Ande foi que parou


Onde foi que a gente parou mesmo. Vamos, eu vou ajudá-lo a escrever o final. Não quero que a história pare na parte triste, naquela em que o mocinho desiste de lutar pela mocinha. Vamos lá, pegue a caneta que eu ajudo. Vamos nos colocar em alguma emboscada do destino, vamos desenhar caminhos malucos, onde a gente se desencontra porque se perdeu do outro, cria uma cena qualqu...er, diga todas as suas verdades bata a porta e nunca mais volte. Mas não se faça de bom moço para conquistar a plateia. Lute pela mocinha que de indefesa não tem nada, se deixe conhecê-la a fundo, ignore a sua doçura, prove a sua rebeldia, mas faça alguma coisa. Desenhe um novo amor. Crie um labirinto para a gente brincar de esconder. Mas não deixe que a história acabe assim, sem razão, sem graça e sem gostinho de quero mais.

Madalena Lessa

CHOVEM OS MEUS OLHOS


Chovem os meus olhos


regando, com as fartas lágrimas que caem,
a saudade anunciada na ante - visão
de mais uma despedida, 
mesmo que seja um até já,
ou até mais logo...

As despedidas dos nossos afectos
sempre dolorosas, 
representam um desconforto 
que vai potencializar o aguilhão da saudade
e quando a fragilidade que já atinge os que ficam, 
dependentes que estão do afecto 
e da ajuda dos que partem 
tornam as despedidas um tormento pessoal,
que me induzem a insónia, 
a intranquilidade, coração num aperto imenso 
em taquicardia emotiva...

Por isso a alma acinzenta-se, 
o sorriso vai diminuindo de intensidade 
até dar lugar a um esgar de inquietação, 
numa dúvida existencial 
a de não saber se será a ultima vez 
que faremos aquela despedida com os afectos em vida...

Chovem os meus olhos...
...e as lágrimas cumprem 
a sua função de menorizar o sofrimento
na antecipação da saudade... 


Hamilton Ramos Afonso

EM TEMPO DE VERÃO HÁ, UMA PALAVRA SUSPENSA NO CÉU, FELICIDADE


Fotografia de Rui Olavo- Lisboa - Portugal


EM TEMPO DE VERÃO HÁ, UMA PALAVRA SUSPENSA NO CÉU, FELICIDADE



O verão chegou ao hemisfério norte. Verão boreal que inicia ao solstício de verão a vinte um de junho e termina com o equinócio de outono. Uma das quatro estações do ano mais quente e seus dias os mais longos de todo ano.
Em Portugal os termómetros marcam trinta e mais graus, um dia primeiro de muito calor, e é domingo para passear adorando a beleza da natureza. 

Há quem vá à praia e mergulhe no Tejo, a nossa riqueza.

Há quem fique pelos terraços de Lisboa a admirar as águas do rio Tejo.

Há quem se passei, à beira rio, pela bela freguesia Oriente, Parque das Nações, que tem pavilhões e palcos para toda a gente.

Há quem vá até Oeiras e se delicie ao ar livre pelo jardim de tanta poesia e arte, Parque dos Poetas, magnânimas esculturas de Francisco Simões estão lá, os maiores poetas de Portugal: Camilo Pessanha, Carlos de Oliveira, Teixeira de Pascoaes, Florbela Espanca, José Gomes Ferreira, José Régio, Vitorino Nemésio, Miguel Torga, António Ramos Rosa, Sophia de Mello Breyner Andresen, Natália Correia, Eugénio de Andrade, Manuel Alegre, Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro, Alexandre O'Neill, David Mourão-Ferreira, Jorge de Sena, António Gedeão e Ruy Belo.

Há quem vá até ao Marquês de Pombal e desfrute as maravilhas do parque Liberdade, Eduardo VII. Desde a feira do livro aos demais eventos, desportos e música ao ar livre. Há ainda quem visite a estufa-fria, palacete de plantas, lagos e cascatas. 

Há quem desça até à Avenida da Liberdade para ao perto ver desfilar as marchas populares de verdade.

Há quem vá até Belém, de monumentos e museus, e se calce de cultura, tendo pela vista os descobrimentos e paragem obrigatória para o afamado pastel de nata de belém, atração ao turista que os come bem e com canela.

Há quem vá à Alameda D. Afonso Henriques, o 1º rei de Portugal, e refresque a vista na, Monumental, Fonte Luminosa. Pela noite é chuva de estrelas ao ar livre.

Há quem vá ao museu Calouste Gulbenkian que pela arte tem o seu encanto, arte antiga, moderna e outros eventos culturais. E ainda, um requintado e acolhedor jardim de lazer e outros desejos para disfrutar.

Há quem vá ao Carmo para bem mirar a vasta cidade de Lisboa. E, ainda há quem vá no elevador de Santa Justa que vem ao Chiado, à brasileira de Pessoa e de muitos turistas, cumprimentar o poeta universal e seus heterónimos.

Há por toda a Lisboa esplanadas cheias até altas horas, saraus de música, poesia e muita animação. E, pelos bairros típicos abrem-se as janelas, pelas ruas e vielas do bairro alto, alfama, graça e outros mais, instaura-se a algazarra e folia. Há música pela madrugada, sardinhas e outras iguarias. Há ainda os balões de papel, as chitas coloridas que enfeitam a cidade e dão vida aos Santos populares. É esta alma de alegria e amor pela vida que magnetiza o verão e abre as portas à linda Lisboa, a nossa capital.

Há um Portugal iluminado, de dia e de noite, pela estação de verão, que se distingue pelo excelente clima, situação geográfica e destacável gastronomia. Recheado de palácios, monumentos, jardins, restaurantes típicos, esplanadas em prol da cultura e convívio de gentes nacionais e estrangeiras.

Há um Algarve que é desejo em nós. A região turística mais importante de Portugal e uma das mais importantes da Europa. Há nele um especial encanto, pelo seu clima, temperado mediterrânico, caraterizado por verão longo, quente e seco, águas tépidas e calmas que banham a costa sul; pelas soberbas paisagens naturais, património histórico e etnográfico e a deliciosa gastronomia. Atributos tais que atraem milhões de turistas nacionais e estrangeiros todos os anos e fazem do Algarve a região mais visitada e uma das mais desenvolvidas do nosso país. 

Há quem vá até Coimbra, a maior cidade da região centro, ver seus encantos e tradição. Considerada a cidade universitária, pois, tem a maior universidade de Portugal, património mundial da UNESCO. Quantos doutores têm a vida em suas mãos e tantos fados pela alma e coração!

Coimbra tem ainda o magnífico parque de Santa Clara, maravilha às nossas crianças, construção pequenina e harmoniosa representando monumentos e outros elementos sobre a cultura e o património edificado português, em Portugal e no mundo. É o Portugal dos Pequeninos que todos admiram, quantas passeatas e brincadeiras de crianças e adultos também.

Há quem vá até ao norte de Portugal, Porto, cidade invicta, e por lá se banhe nas águas do rio Douro, que tem tantos mistérios e quantos encantos. 

Há quem passeie pelo Douro e navegue até ao Tâmega, nos preciosos Rabelos, vivenciando a beleza de tal natureza, esperançado em encontrar, pela Ponte Romana, algum fio de ouro, vestígios de ninfas que por lá espelharam seus mágicos cabelos. E, há sempre o brinde à vida que se confraterniza em cálice de vinho do Porto, orgulho do nosso majestoso Portugal.

Há tantas regiões e tantos lugares para visitar, ver e sentir espalhados pelo nosso Portugal, vasto roteiro, que nem o grandioso verão e suas romarias findam as maravilhas a descobrir. Ficará sempre algo, a explorar numa próxima viagem, que aguça curiosidades e reinventa utopias que conquistam a vida de gentes durante todo o restante ano, e vivem pleno até que chegue de novo o verão e as férias de sonho.

Há sempre mais amor e mimos em dias de estio, pois o Sol brilha mais e adormece à luz da Lua. E, as almas enamoradas realizam seus sonhos pelas deslumbrantes noites de luar.

Tal como os girassóis nós somos vida edificada pela luz, que imana em nós, principalmente nesta fase em que o nosso Planeta Terra é parte que ilumina de dia e também à noite a nossa nação.

Há muitas mais cidades em Portugal e outros países que sentem o verão e vivem-no amando tão intensamente como nós portugueses. 

Há lugares paradisíacos e temperaturas bem mais elevadas pelo Universo nesta estação do coração.

Em tempo de verão há, uma palavra suspensa no céu, felicidade.

® RÓ MAR

ADORMECE AQUI...


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ADORMECE AQUI...


Adormece aqui entre
os lençóis e eu
serei visão para o teu despertar
e verás os mimos e as carícias
que te irei dar 
Sentirás todo o meu querer
deste meu ser
Irás descobrir em mim
o que ninguém viu

só tu sentirás!!!

É a ti que eu quero dar
este meu desejo

Queres-me?

Estarei aqui há espera de
ti onde tu saberás
onde está o mar
e eu irei há busca
desse areal onde só tu
existes e mais ninguém
o descobrirá!!

Vem ... 

... e sentirás um novo despertar
deste mar que é meu e teu
ninguém mais o viu
como nós!!!

Manuela Clérigo

O QUE SERÁ UM MAESTRO?


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O que será um Maestro?


Hoje a minha discussão
É com música relacionada
Ser Maestro é função
De quem manda na cambada
A cambada pode ser pouca
E não muito sofisticada
Que a música sendo louca
Tem que ser bem orientada
Para isso existe o Regente
Que pode não ter Curso
Mas ao fazê-lo é diligente
E alguém fica pior que urso
Não me importa como chamar
A esse artista que dirige
Mas se ele música nos sabe dar
A ouvi-la ninguém se aflige
Apenas precisa da partitura
Para dirigir os instrumentistas
E que o papel de cada criatura
Faça deles grandes artistas
É isso que eu quero sentir
E que a música entre no ouvido
Um papel pode-me mentir
Mas quem sabe vota sentido
Que me importa um papel
Metido no circuito
O que quero é notas de mel
Em que a música não ser um mito
Conheço muitos doutores
E conheço muita outra gente
Sem papéis são uns amores
Num conhecimento sempre presente

Armindo Loureiro

NO SILÊNCIO DA NOITE


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NO SILÊNCIO DA NOITE


Neste recanto
da casa onde
minha inspiração
me persegue
na hora de descansar
há sempre um poema
que se atreve,
tento escrever o destino
chego a ficar num desatino
porque o meu sono
é tão leve,
e de tão pequenino
sinto que alguém
me diz escreve,
fica comigo
não quero ficar sozinho
assim fico na companhia
do silêncio, aquele que não queria
mas o silêncio me faz reflectir
e para me prevenir,
de algum pesadelo que possa ter
não vou dormir, fico contigo
neste recanto da sala
escrevo o que por ti estou a sentir
pois contigo estou a viver
o silêncio me acalma
a solidão mata a alma
é no silêncio da noite
que gosto de ti, para te escrever.

Joana R. Rodrigues

A SAUDADE CHEIA DE COR


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A saudade cheia de cor


É uma saudade tão minha. Tão nossa. Tão recheada de histórias. É uma saudade tão grande, tão presente, tão constante. É amor que se eternizou através de carinho, de sorriso, de passeios, de histórias na hora de dormir. É amor que ficou diante do tchau que eu não queria dar, diante do mundo de sonhos que imaginei. É uma saudade cheia de vida, de bons momentos, de carinho sincero, de felicidade que impulsiona. É uma saudade de criança que brilha nos olhos e aperta o coração. É saudade que não tem fim, que não dimensiona, que não termina. É a minha saudade cheia de cor. Cheia de ....AMOR. !!!!

Madalena Lessa

quinta-feira, 25 de junho de 2015

REGRESSO...


 Imagem - autor desconhecido


Regresso...


Hoje quando voltar a olhar o firmamento dos afectos
verei mais uma estrela a brilhar,
de novo, após se ter apagado quando,
por orgulho, deixei de a acender...

É uma das estrelas mais brilhantes,
representando a amiga que me aconselhou sempre 
a não desperdiçar o meu tempo 
com quem não tinha tempo para mim…
...e eu desvalorizei porque a ilusão nos prende com amarras
das quais só nos soltamos quando nos lembramos com saudade
do tempo que nos dedicavam para não desperdiçarmos o nosso...

Não imaginas, a vontade de voltar a acender a tua estrela
que nunca deveria ter sido apagada...
…e acredita que, aprendi a lição...
...apenas terei tempo do meu tempo
para quem dele precisar 
e que queira juntar o seu tempo ao meu tempo, 
para que este seja o nosso tempo...

Hamilton Ramos Afonso

SORRIR FELIZ


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SORRIR FELIZ


Todos sabemos que o Sol tem milhares de exímios raios e que se reflete pela terra como um Deus maior, sabemos ainda, que é vida, mistério, astro do dia, em suma, felicidade. Pois, o que sempre esquecemos é de sonhar em conjunto, esquecemos que por si só somos pequenos a tal força maior. Para desenhar o Sol da existência, não basta sonhar e pronto, há que estender os braços pelo nosso Planeta, Terra, do sistema solar, e assertivamente darmos as mãos a milhares que sonham prosperidade. São os múltiplos pequenos dedos que constroem sorrisos vários. No movimento giratório em torno do nosso projeto fazemos os dias e somos também nós, gentes, que ao redor do magno Sol efetivamos a viável duração do ano. Sabemos que as esperanças são longas esperas e que não basta estalar os dedos, ou apenas alguns ensaios, para alcançar a fonte suprema. Pois, é preciso muito mais, força de vontade, coragem e sobretudo amor de coração e alma.
Sabemos que tudo tem seu ciclo de vida, principio, meio e fim. Então, porque é que não escolhemos o melhor princípio para os nossos sonhos, ou, porque é que desistimos a meio da escalada!? 
Pois, somos pequenos, egocêntricos e sonhamos alto de mais! Então, desçamos à Terra e executemos em torno do nosso eixo, façamos o esforço de debuxar a plenitude de vida de acordo às necessidades primárias e gerais. Teremos de certeza o final feliz, não o de romances, estórias ou contos de fadas, mas, haverá de certeza uma outra realidade em que nós (gentes) teremos novamente vontade de sonhar. E, é a roda-viva que gira pela Terra que espelha o seu valor e determina a intensidade de luz que abastece os dias. Sendo assim, haverá com certeza muitos finais felizes, pelo mundo, basta reconhecermos que precisamos de ajudarmo-nos mutuamente e aprender a sermos obreiros de coisa pequena. Sabemos que nunca alcançaremos a força e magnitude do astro Sol, mas aprendemos que em conjunto construímos o Sol da nossa existência que consiste em SORRIR FELIZ.

® RÓ MAR

quarta-feira, 24 de junho de 2015

PALAVRAS QUE EU BEIJO...


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Palavras que eu beijo…



Os lábios que dão o beijo
Também dizem o que se quer
Às vezes perde-se o ensejo
De se amar uma mulher
Dão-se ais aflitivos
Dizem-se algumas asneiras
Em resposta os atrevidos
São corridos das brincadeiras
E quando se acorda do torpor
Em que os lábios nada dizem
Levanta-se com muito ardor
Os amores que os afligem
Mas que belos pensamentos
Que pelos lábios vos são ditos
Na ternura dos momentos
Em que eles tremem aflitos
São-vos dadas belas imagens
Desses momentos inauditos
Em que algumas das personagens
São vilões de eruditos
O palato também se atreve
A segurar o que dizer
Nesse beijo de tão breve
Em que ambos têm prazer
Os escribas nem sabem bem
O que é que podem escrever
Para que os lábios de alguém
Mostrem o sumo do seu saber!

Armindo Loureiro


MEDITANDO NAS PALAVRAS


Imagem - autor desconhecido

MEDITANDO NAS PALAVRAS


Meditando,
para me encontrar,
faço silêncio
da minha voz.
Quero aprender a silenciar
aquele sofrer
que há em nós.
Em cada amanhecer
há sempre um novo dia,
para uns será de viver
para outros de agonia.
Se nós temos uma vida para viver
cada dia é um dia diferente
porque se vive pensando na dor
quando a queremos tirar da mente,
Quando meditamos
e nos queremos proteger!?
Meditar é viver,
o amanha terá menos sofrer
e quiçá um feliz amanhecer.

Joana R. Rodrigues

NÃO QUERO MORRER SANTA, QUERO MORRER FELIZ


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NÃO QUERO MORRER SANTA, QUERO MORRER FELIZ


"Ouvia, ajudava, consolava, me importava. E não foram poucas as vezes que, mesmo em segredo, eu deixava de pensar na minha vida pra ajudar os outros. Em segredo, explico, porque não acho que preciso de medalhas, prêmios ou troféus. Se eu faço, é de coração, sem esperar reconhecimento do outro. Mas, perdão, eu sou humana e sinto. O mínimo que a gente espera é gratidão. Aprendi que ela nem sempre aparece. Aprendi que às vezes as pessoas acham que o que a gente faz é pouco. Por tanto aprendizado, acabei descobrindo que é melhor eu cuidar mais da minha vida e dos meus problemas e deixar que os outros se virem sozinhos. Não quero morrer santa, quero morrer feliz." 

Madalena Lessa

segunda-feira, 22 de junho de 2015

A PORTA DA ALMA...



Arte: Pal Fried 


A porta da alma...


 
Neste jogo de sombras,
onde cada um de nós aporta 
a sua própria dose de loucura, 
vivemos todos com a cor 
com que nos revestimos 
em função da nossa abertura de espírito, 
da forma como abrimos a alma, 
como olhamos os outros,
nos olhos,
ou desviando-os,
escancarando a porta da mesma 
ou fechando-a…

Na paleta dessas cores, 
umas cinzentas, 
escuras, outras,
baças até...
há quem se vista de cores garridas
que chamam a atenção para a beleza da sua alma
e apresentam-se revestidos da luminosidade transparente dos seus sorrisos, 
e dos belos e transparentes pastéis do caminho para a alma
franqueando a porta do seu cativante olhar...

Hamilton Ramos Afonso

domingo, 21 de junho de 2015

ASSIM ESCREVO (TE) SAUDADES CALMAS


Imagem - Lo Charme è un nodo da stringere con stile 


ASSIM ESCREVO (TE) SAUDADES CALMAS


A noite…longa espera ao que não existe!
As lembranças trepam à vista alada;
A alma memoriza quando partiste...
O coração esgargala alma desejada.

Negros os teus cabelos que se enleiam
Pela pena que desceu do céu até aqui;
Loiros pensamentos em mim anseiam
O teu olhar e a linha que enleia é daqui.

A noite…tonta alvorada que é amada!
Descrevemos o rio singrando vida
Que existe pelo espaço das nossas almas.

Excelsos os teus braços que conduzem
A minha pequena mão e quão dizem!
Assim escrevo (te) saudades calmas.

® RÓ MAR

O MEU NINHO É


Art by Julia Barinova



"O MEU NINHO É"


O meu ninho é:
Onde posso falar com a minha pessoa
Onde o lume aquece a minha nostalgia
Onde entra o sol e a lua,
Onde sei que sou eu, triste ou alegre.

O meu ninho é:
O lugar onde a paz reina
Onde a maldade não tem lugar
Onde escrevo e falo com as paredes.
Onde me sinto segura das amarras que espreitam lá fora.

O meu ninho é:
Onde brinco descuidada
Onde as silvas não picam
Onde a minha criança dança
Onde vejo correr as lágrimas da chuva no telhado.

O meu ninho é:
Onde os meus silêncios fazem música
Onde os meus gestos são pássaros voadores
Onde os meus dedos conseguem jogar com as palavras
Onde o meu olhar é fiel ao meu pensamento.

O meu ninho é:
Onde está o meu jardim de sonhos, deslumbrado pelos espaços
Onde tenho o meu castelo de mitos e lendas
Onde as palavras amadurecem 
Onde se desprende a sombra, quando o sol está de partida.

Margarida Fidalgo

sábado, 20 de junho de 2015

FRIOS QUE EU SINTO...


IT'S MUSIC TO MY HEART by Arbe Berberyan


Frios que eu sinto...


O meu queixo a bater
Com o frio que sinto em mim
Mas o frio tem que ser
Nem só no Inverno o sinto assim
Pensei que nunca teria frio
Pensei que isso não era para mim
Agora sinto que já não me rio
Desse frio que existe assim
São os ossos são as peles
Onde mais ele se entranha
Há tempos de tão reles
Podem crer não é patranha
Mas o frio e suas proveniências
Tem que ser bem explicadas
É que em Portugal há tendências
Que são no frio, procuradas
São políticas ambientais
É a construção de barragens
E outras coisas que são demais
E nos deixam péssimas imagens
Tenho frios inexplicáveis
Frios que o não são bem
Porque os frios apalpáveis
São notados por alguém
Alguém sempre os notou
Fosse Inverno ou até Verão
Mesmo quem nunca amou
Sabe que o frio não é paixão
Um amor quer-se quente
Até com algum fervilhar
Para o casal ficar contente
Ao fazer o que é de amar

Armindo Loureiro

sexta-feira, 19 de junho de 2015

SAUDADES...


Imagem - autor desconhecido

SAUDADES...


Saudades, um pedacinho de emoção dentro da gente… Um pedacinho de outra pessoa dentro da gente.
Uma voz, um olhar, um toque. De repente uma angústia.
Saudade do que não fez, ou daquela vez.
Saudades… Das coisas, do lugar, da pessoa… De um beijo, de um carinho, daquele jeito diferente… Ou do sorriso, de repente.
Saudades de alguém… Saudades de você...

Madalena Lessa

A LUZ DOS MEUS OLHOS


Imagem - autor desconhecido


A LUZ DOS MEUS OLHOS


Esta luz que me chega aos meus olhos,
É a luz que recebo do Sul,
Vem do sol e da terra
Que me deu à luz.

É esta luz brilhante que me ilumina 
A minha já bastante longa vida,
Não passo sem esta luz,
É ela que me seduz.

Luz como a do sul não há outra igual,
É a luz da esperança e do feitiço,
Tem um efeito sobrenatural
A ela fico submisso.

Com a luz que me chega aos meus olhos
Eu escrevo e declamo a poesia 
Que escrevo no dia a dia,
Com os meus sonhos, 

Como gostaria eu que a luz que me chega,
Iluminasse também outros olhos,
Para lhes dar maior claridade
E verem outra verdade.

Bem dita a luz que Deus me envia do Sul
Para iluminar os meus olhos tristes,
Fazendo-me esquecer o mal
Que para mim foi fatal.

A luz dos meus olhos é uma luz especial.
Ela é inocente, não tem mal,
Ilumina as minhas ideias
Com boas certezas.

Com a luz dos meus preciosos olhos
Aprendi a encarar esta vida
Com mais humanismo
E maior realismo.

Não é poesia barata esta que fala de luz,
A luz é o maior bem que se tem,
Ilumina e dá calor
Cura a nossa dor.

Ruy Serrano

SEGUE EM FRENTE




Segue em frente


Traça o teu rumo,
firme,
na estrada da felicidade e
não te deixes influenciar
por ninguém.

Ouve apenas o teu coração e
segue em frente,
contornando os escolhos,
sejam eles as pressões
dos que te estão próximos,
ou as hipócritas convenções da Sociedade,
alicerçadas em bafientas regras de conveniência,
estribadas em falsos moralismos.

Mostra que tens uma mente aberta e
apoia-te apenas naqueles que,
desinteressadamente
te incentivam a que vás em busca
da tua felicidade

Vive o amor,
sem medo...
com firmeza,
intensamente
.


 Hamilton Ramos Afonso
 

TENHO-TE AMOR




TENHO-TE AMOR


Tenho por ti um grande amor.
Lugar cativo
só a ti pertence.
Somos outros
tu
eu
e o tempo.
Gravei-te na memória
fiz-te o retrato que guardo na alma.
Vi-te menina
eu homem
e tu, como ontem,
sempre menina.


Fernando Figueirinhas

AS PALAVRAS QUE AINDA NÃO TE DISSE


Imagem- Bellissime Immagini

 

AS PALAVRAS QUE AINDA NÃO TE DISSE


As palavras que ainda não te disse
Adormecem-me pela noite e sonho
Céu...azul…estrela, lua, a meninice
Dos meus verdes anos que componho.

Cambraia branca a esvoaçar pela janela
Que deixei aberta para respirar
O ar da madrugada impregnado a luar…
Pena que poisa no leito de Cinderela.

As paredes brilham e a noite é clara,
Tépido o coração que se declara…
Ninho cor-de-rosa e azul a procriar.

Silente pássaro que possui o quarto,
Que escreve todas as palavras sem piar
E embalada pela asa madrinha parto.

® RÓ MAR

quarta-feira, 17 de junho de 2015

BRINCANDO POR AQUI...


Imagem- Microsoft Educação


Brincando por aqui…


Hoje deu-me prá brincadeira
Não vos quero desagradar
Na palavra grande asneira...
Neste verso do meu amar
Amo a escrita em geral
Mas gosto mais da poesia
Para mim não há igual
Mesmo que seja uma heresia
Gosto tanto do meu pensar
Gosto de ler coisas belas
Nas rimas do meu amar
Eu as corto prás tijelas
E depois de bem cortadas
Numa mistura especial
Faço das palavras amadas
Uma mistura animal
Mas um animal racional
Como muito bem entenderão
Diferente quando sou igual
Àqueles que por isto têm paixão
É disto que eu mais gosto
Quando me sento ao Computador
Nas rimas que mais aposto
São aquelas que levam amor
Vai voando, daqui pra fora
Ao encontro dos corações
Isto é quase como quem chora
Na procura de lições
Dá-me pois tua lição
Impregnada de amizade
Que eu te darei minha paixão
Com amor e com vontade!


Armindo Loureiro

terça-feira, 16 de junho de 2015

SAUDADE ! ! ! !




Saudade !!!!


Saudade de tudo que vivemos, de tudo que fazíamos juntos. Saudade das noites que saiamos para dançar, do vinho que embriagava nossos beijos...
Saudade das aulas de dança de salão,...
Saudade das brincadeiras, do riso solto que só você sabe me despertar...
Saudade de nossos jantares, quando ficávamos conversando até tarde e esquecíamos de que no dia seguinte era dia de trabalho....

Saudade de dormir agarradinha a você...
Saudade do nosso amor gostoso....que me enlouquecia de prazer...
Saudade dos fins de semana, quando saíamos sem destino...para onde o vento nos levava...
Saudade, saudade, saudade...Saudade de cuidar de você....
Ah....quanta saudade...

Madalena Lessa

O SOL E A LUA


Pintura de Bia 


“O SOL E A LUA”


Um dilúvio de luz! Veio o dia; 
Árvores, a água, o Sol, a ave, 
Todos ficam cheios de alegria; 
E a tua face com o olhar suave,

O qual é mesmo à tua maneira. 
Caminhamos em cima da poeira 
Já calcada pelos pés! E ao sol,
Ela brilha tal penas de rouxinol

Reluzindo como o pó do oiro;
E o Sol na sua faina do trabalho,
Ao iluminar uma flor deu-lhe cor!

Veio a noite; fomos ao miradoiro;
E tal o Sol ornou a flor no detalho,
A Lua sobre nós deu-nos o amor!

Alfredo Costa Pereira

CALOURA


Imagem - autor desconhecido


Caloura


 Bem rente ao Oceano
em zona onde a força do Mar,
em azul opulento,
nos lembra a força da coesão da água 
encontro o local ideal,
para no meio do ruído das ondas,
com as ondas a lamber a piscina natural
e deixando-me salpicar pelas gotas da água
que se desfazem em espuma,
reflectir silenciosamente 
na força da saudade...

O mar imenso que teima em separar-nos,
que teima em se interpor no abraço
que ambos queremos, 
é o mesmo mar que nos une
pela vontade de dar corpo ao amor
que ambos sentimos um pelo outro…

E no meio do ruído da voz do mar distingo
o teu grito de saudade
e nele encontro forças para seguir em frente, 
usufruindo do sossego que me rodeia 
no meio do barulho das ondas do mar…
… a serenidade que reina no meu coração.


Hamilton Ramos Afonso