domingo, 30 de abril de 2017

UNIVERSO DE POESIA




UNIVERSO DE POESIA


Não sei por quanto tempo
serás para mim companhia,
ou se te posso chamar de poesia
com este meu caminhar tão lento
e minha alma quase vazia!

As palavras que deitei ao vento
são aquelas que eu não ouvia,
e com o passar do tempo,
escrevo essas, e outras, que eu não queria,

Amante da poesia, é assim que me revejo
escrevo tanto do que não queria,
mas escrever, é meu desejo,
quisera que fosse palavras de alegria
e em todas elas seguisse meu beijo,

Viajo em fantasias e me disperso em prosa, em rimas,
ou simplesmente, um pequeno verso
mas todas elas são primas,
grande é a família, poética deste Universo!

Joana R. Rodrigues

"MARIA LIBERDADE !!!..."




"MARIA LIBERDADE !!!..."


A Maria Liberdade;
Fugira... talvez p´ro Brasil...
Não suportou a saudade,...
Voltou á Pátria em Abril!...

Chegou cá muito contente;
Foi recebida com flores!...
Saudada por muita gente,
De várias raças e cores!...

Porque era muito bela;
Namorados tinha a esmo...
Muitos abusaram dela.
E outros querem o mesmo!...

A desgraçada donzela;
Sofre tanta... tanta heresia,
Se não tratarem bem dela,
Desaparece algum dia!...

Depois não vale chorar,
Se o regresso for tarde!...
Só quem ama ou sabe amar.
Merece a Maria Liberdade!...

António Joaquim Alves Cláudio


sábado, 1 de abril de 2017

O AMOR QUE NÃO COBRA...




O AMOR QUE NÃO COBRA...


Dia luminoso, quente, com o céu vestido de gala
azul resplandecente a testemunhar a alegria 
que tomou conta da minha alma, emoção a toldar-me a vista 
misturando-se com a canícula que do céu emana, com o Astro Rei
a dardejar em chama.

Alegria incontida nas entranhas, por te saber sem dúvidas
sobre o que fazeres com o que por ti sinto

Ouvir-te contar da tua determinação, de saberes que és capaz de
o aceitares sem constrangimentos, libertando-te das amarras que 
te dividiam, que te faziam não estar livre para aceitares que ele 
se pode transformar no « amor que não cobra», na melhor das amizades.

Com o coração a bater descompassado digo-te que sempre foste livre de partir, 
da mesma forma livre, com que aportaste à minha vida.

Esta é uma decisão esperada alicerçada na força da razão, 
a razão da nossa inabalável confiança, da nossa cumplicidade,
observando aquilo que nos trouxe a vontade de viver.

O respeito que devo a mim próprio e a confiança que em ti deposito
salvaguarda a nossa Amizade de qualquer intromissão, ou de qualquer abalo…
mesmo que telúrico… 

QUANDO NASCE A POESIA




QUANDO NASCE A POESIA 


Quando é que nasce a Poesia?
Pergunta alguém e com razão,
Ela nasce co´ a fantasia
Semeada no coração.

Se há dúvida, ou não sabemos
Por não sentirmos empatia,
Na hora certa perguntemos:
Quando é que nasce a Poesia?

Se este mundo está como está
E não se encontra solução
Que nos espera no amanhã,
Pergunta alguém e com razão…

Há soluções com certeza
Encontradas no dia-a-dia
Fazer poesia é nobreza
Ela nasce co´ a fantasia.

Poesia é um dom imanente
Revestido de emoção
E o poeta sente-a latente
Semeada no coração.

A Poesia não cai do céu
Nem sequer é pé de dança
Ela brota como troféu
No coração duma criança.

É como a fruta de colheita
Que urge em ser recolhida
De criança ela se enfeita
Conforme as faces da Vida. 

Um livro de qualidade,
Um poema de vibração,
Nasce Poesia de verdade
Num poeta de eleição.

Se a mãe é o berço da Vida
E o coração da Poesia
Cresce esta por medida
Com peso, conta e magia!

Frassino Machado
In OS FILHOS DA ESPERANÇA


MINHAS MÃOS




MINHAS MÃOS


Meu mundo fechado na escrita
onde meus olhos te percorrem
sinto que fui escolhida,
por corações que não morrem
nem se afastam da vida!

Minhas mãos teclam sem cessar
elas definem minha alma de mulher
não desistem, não se querem aquietar
não param, nem um dia sequer!
apenas se sentem bem, quando estão a teclar

São mãos de quem sempre trabalhou
mãos que não se aquietam,
mãos que tanto afagaram
minhas mãos nunca protestam
mãos que tantas lágrimas limparam

Minhas mãos, que hoje reclamam
a destreza que nelas existiam
são os sinais, de uma vida, já vivida
que os anos levam, mas jamais trariam
aquela mocidade apetecida.

Joana R. Rodrigues