terça-feira, 12 de dezembro de 2017

FALA-ME DE AMOR, DIZ-ME QUE O AMOR EXISTE!


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FALA-ME DE AMOR, 

DIZ-ME QUE O AMOR EXISTE!


Fala-me de amor, diz-me que o amor existe,
Pois, eu não o vejo! Fala-me de amor
Se é que sabes o que ele é, já o sentiste!
Eu, sinto tanto e nada vejo, vejo dor!

Vejo dor estampada no rosto do mundo,
E, eu que pensei saber tudo sobre o amor
Nada sei! Diz-me que há amor, neste mundo,
Se é que sabes o que ele é, serás tu o autor!

Meu Mestre, autor supremo de meu encanto,
Diz-me que não é utopia, que a vida seja alvorada!
Eu, sinto tanto e nada vejo, vejo verde pranto!

Vejo um mundo invisível, que nem sei se existe,
E, eu que pensei que viveria o amor nesta vida!
Fala-me de amor, diz-me que o amor existe!

© Ró Mar 


MEU SONETO PARA FLORBELA





MEU SONETO PARA FLORBELA


Por teres esse olhar triste
Eu me entristeci,
Li as tuas poesias
E fiquei a gostar de ti.

Deixaste tuas mágoas escritas
As minhas também vou deixando
Florbela és das minhas favoritas
Teus poemas me deixaram chorando

Como pudeste com teus sonhos terminar
Quando ainda havia tanto para sonhar
Viveste num mundo de homens medonhos


De tão bela flor te chamaram de Florbela
Trovadores cantaram teus versos na janela
Mesmo tão bela, acabaste com teus sonhos!

Joana R. Rodrigues


quarta-feira, 29 de novembro de 2017

NO AMOR HÁ O PORMENOR...


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NO AMOR HÁ O PORMENOR...


No amor há o Pormenor que faz toda a diferença!
Sei que estás a pensar na cor dos olhos dele,
Na intensidade do beijo, que te fez pertença,
Nas palavras pronunciadas e, ou, no arrepio de pele!

Tudo é pormenor, que define a vida amorosa,
E é relevante quando se ama mesmo de verdade!
Mas, há mais que presente e outra realidade
Que só com Pormenor se mantém chama graciosa!

Tudo o que desejas ainda viver com ele
Ou, que até já vives e ainda não deste conta,
São pormenores que o dito Pormenor sustenta!

É Ele a base onde se constrói o ninho de mel!
Sei que estás a pensar na cumplicidade, na paixão,
E, ou, outro que melhor o defina e nada é em vão!

No amor há o Pormenor que faz toda a diferença!

© Ró Mar 

terça-feira, 28 de novembro de 2017

AMOR IMORTAL


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AMOR IMORTAL


Meu amor tenho saudade
da canção que fui para ti
um amor com tanta verdade
outro igual nunca senti.

A saudade me atormenta
mas é esta a realidade
a imortalidade me sustenta
nosso adeus nossa saudade

Sinto que estás presente em mim
por tudo aquilo que vivemos
foi Deus que quis assim,
e imortais talvez seremos

Um verdadeiro amor é imortal
quando se ama com verdade
nem vento nem vendaval
termina a imortalidade.

Joana R. Rodrigues

domingo, 12 de novembro de 2017

ALMA DE POETA


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ALMA DE POETA


Todo o homem apaixonado é poeta
De uma construção maior que a razão.
O movimento dos sentidos pelo planeta
Tem estrutura sólida em todo o coração.

A poesia exprime-se em vivacidade
Constante do concreto e do ilusório,
A que chamamos de sonho e realidade,
E o amor tem esse dom em reportório.

Todo o homem que exprime sentimento
Através de imagética rítmica em hipotética reta 
É dotado de outro sentido além do sexto,
A que chamamos de arte - alma de poeta.

© Ró Mar

POEMA DE MIM


Foto: Denize Pazito


POEMA DE MIM


Poema de mim não me iludas
vive sem mim, será melhor,
nem sempre de mim cuidas
cada dia sem ti
é um mal maior, já não sonhas, nem vives
és fiel ao destino, que desde menino
se apresentou cruel
um jardim sem flores, sem alma, sem cores,
este é o poema de mim,
que mesmo não te querendo assim serei fiel
poema de mim, que sou eu sem ti
alma no deserto, sem ti por perto
não posso viver assim,
és o poema que vive em meu coração
sem tema, sem pena, sem compaixão
poema de mim, que vives comigo,
sou teu abrigo, és minha ilusão
não sou poeta, mas escrevo-te com ternura
ou até ironia, sou rebelde, ou talvez não,
poema de mim, faz-te presente
quero-te sempre,
se me faltas sinto a tristeza, a desilusão
aquela companhia que me fazes,
aquela alegria que me trazes ou não!
em noites frias, ou quentes de verão.

Joana R.Rodrigues 

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

AH, MEU AMOR, PARA TI, ESCREVO DE ALMA E CORAÇÃO!


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AH, MEU AMOR, PARA TI,
ESCREVO DE ALMA E CORAÇÃO!


Que a luz do dia traga o teu ser de volta,
Para que minha vida ainda se refaça,
Sem ti, meu amor, os dias não têm mais graça.
Ah, como ficaria eternamente grata!

Que a saudade que sinto chegue a ti,
Serena, tal como pétalas de açucena que declamo,
Para que sintas o quanto ainda te amo.
Quiçá ainda lembres o quanto fui em ti!

Que estes meus versos um dia reencontrem
O abraço amigo, que tanto precisam,
Para serem poema presente de um ontem.
Ah, meu amor, para ti, escrevo de alma e coração!

© Ró Mar

IMORTALIDADE




IMORTALIDADE


Trago saudade no rosto
Trago no coração a dor
Olho o horizonte
Quando ao sol posto
Espero por ti meu amor,
Mas é olhando o céu
Que vejo teu rosto
Aquele que já não é meu,
Mas que te espera ao sol posto!

REFRÃO ----------

Saudade, saudade tanta,
Saudade que não dorme
A saudade que se canta,
É a saudade que nunca morre!

....................&.................

Passando a olhar o céu
Para que tua imagem visse
As nuvens esquecem que sou eu,
Mas uma nuvem me disse
Não esperes por aquilo que não é teu,
Pensei na eternidade,
Que me vai dando esperança
Na alma, e sua imortalidade.

Saudade, saudade tanta,
Saudade que não dorme,
A saudade que se canta,
É a saudade que nunca morre.

 Joana Rodrigues

sábado, 28 de outubro de 2017

ESCREVO PORQUE GOSTO DE ESCREVER


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ESCREVO PORQUE GOSTO DE ESCREVER


Escrevo porque gosto de escrever
E porque gosto de todas as letras do alfabeto.
Não escrevo para me livrar delas, antes pelo contrário
Gravo-as no coração para me encontrar com elas.
Eu amo as palavras porque elas têm sentido de vida, 
Com mais ou menos ênfase, são todas bem-vindas
Quando conjugadas em sintonia ao tempo delas.

Escrevo porque gosto de escrever
E porque gosto de exprimir sentimento.
Não escrevo para me livrar dele, antes pelo contrário
Vivo-o intensamente pelo candelabro de minhas janelas.
Eu dou continuidade ao que sinto, existimos, há vida,
Vida que projeto em palavras que podem ser lidas,
Com mais ou menos entusiasmo, por outras janelas.

Escrevo porque gosto de escrever
E porque gosto de expressar humanidade.
Não escrevo para me livrar dela, antes pelo contrário
Fomento-a para afirmar uma das palavras mais belas.
Eu gosto de escrever a verdade de uma vista cansada
Sem lhe dar sentido pejorativo. Paz, união cerzidas
Têm maior valor que outro discurso ou balelas.

Escrevo porque gosto de escrever
E porque gosto de viver o todo de uma realidade.
Não escrevo para me livrar dela, antes pelo contrário
Quero-me parte dela para ajudar a sarar mazelas.
Eu gosto de escrever e sobretudo amar esperançada
Que haverá dia em que escrevemos de mãos dadas
Palavras nossas certos que não é mera olhadela.

© Ró Mar

AMIZADE É VIDA




AMIZADE É VIDA


Dizem os entendidos,
Há um dia para tudo
Também há para os amigos
E este é um dia bem sortudo.

Esqueci por alguns momentos
As agruras da minha vida,
Sem tristezas nem lamentos,
E dediquei-me a passear com amigas
E a tristeza deixei ficar esquecida.

Foram momentos de felicidade
Que nos deixam a pensar,
Desperdiçamos em saudade
Não vivendo, em verdade,
Momentos que não vão mais voltar!

Senti o carinho desta amizade,
Amigas de algum tempo,
Falamos da felicidade
Que nos foi proporcionado
Por esta linda amizade
E aproveitamos o momento!

Agradeço de coração,
Pois, foram dias para recordar
Amigas que de verdade são,
Aqui ou em qualquer lugar
Guardadas elas estão,
Naquele cantinho do amar
Que se chama coração!...

Joana Rodrigues

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

SER O QUE SOU, MAIS O QUE NÃO SOU E AINDA OUTRA VIDA!


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SER O QUE SOU, MAIS O QUE NÃO SOU
E AINDA OUTRA VIDA!


Ah, quem me dera a mim, saber escrever
Em qualquer folha e sem tinta, compreender
E de olhos fechados a expressão humanidade!
Saber ler num abrir e fechar de olhos o mundo
Como quem o conhece mais que alguém!

Ah, quem me dera a mim não pensar nada e dizer 
Tudo, o que me vem à memória e vai pelo universo,
Sem ter que exercitar ciências, filosofias e a vida
Pela paleta de certa mensura (inventada por alguém).
Ser o que sou, mais o que não sou e ainda outra vida!

Ah, quem me dera a mim ser esculpido no ouvido
De todas as gentes (que sabem e que não sabem ler),
Permanecer audível todo tempo (vivido e não vivido)
E andar de boca em boca, ó pulo, avançando o mundo.
Ser o que sou, mais o que não sou e ainda outra vida!

Ah, quanta presunção a minha ousar tais sonhos
Numa folha de sílabas decalcadas à raiz de ti, Poeta!
Nunca serei a tua imagem, nem uma outra magenta,
Ainda assim, ouso pois amo-me e amo a humanidade. 
Dou de alma e coração tudo o que sei e os sonhos.

Ah, não há nada mais bonito que dar tudo,
O que temos e não temos (temos sonhos),
De mão beijada, não esperando mais que nada!
Repartir, os nossos sonhos, em prosa ou em verso
Com o mundo não é ser como tu, Poeta, mas, é ser.

Ser o que sou, mais o que não sou e ainda outra vida!

© Ró Mar 

SER POETA




Ser poeta


Ser poeta é trabalhar as palavras
dos mais diversos sentimentos
e traduzir em emoções
nobres pensamentos…
Ser poeta é amar 
e do amor, fazer poesia,
escrever sobre a tristeza e a alegria
que nos move a cada dia.
Ser poeta é sofrer
e passar para o papel
o que muitas vezes nos anda a moer…
Ser poeta
é orquestrar lamentos
é soltar a voz adormecida
com as palavras da alma ferida.
Ser poeta é gritar 
mesmo que não haja ninguém para ouvir.
Ser poeta é sonhar como crianças
e chorar a sorrir.
Ser poeta é suspirar
ser estrela e voar
para além do céu 
da terra e do mar!
Ser poeta é extroverter emoções,
absorver ilusões
e viver lendas de paixões!

Paula Delgado

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

EU E O MAR




EU E O MAR


Quis um dia passear na praia
sozinha,
trauteava os pensamentos
corria leve,
na minha rodada saia,
longe
dos meus tormentos,
quando alguém
me dá de vaia. (chamou)
Tem cuidado,
vêem aí fortes ventos!

E os ventos
tão forte chegaram,
soprando
com tamanha força,
que os tempos
tanto mudaram,
que não há búzio
que mar não ouça,
noutros mares,
outras marés chegaram,
os tempos avisaram,
que todo o barco baloiça.

Nas areias finas passeava
ao sabor
das ondas que me entonteciam
com a brisa do mar, sonhava
as ondas na areia se esbatiam
enquanto
para elas eu olhava,
sei que para mim elas sorriam.

Joana Rodrigues 

quarta-feira, 18 de outubro de 2017

FONTE DE UM ELDORADO


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FONTE DE UM ELDORADO


Há pessoas que lhes faltam as palavras
Outras de sobra as têm! E, é o universo, que lavras
Sílaba por sílaba, que havia sido conjugado
Em todos os tempos de um verbo esgotado.

O que ainda se lê são sílabas submersas,
De um tempo que havia sido contido em fileiras,
Multidão de múltiplas descobertas, histórias
De vidas outras! E, é o destino prometido.

Há pessoas que lhes faltam as palavras
Outras de sobra as têm! O silêncio rabiscado
Numa raíz infinita de existência, onde coabitas,
Que havia sido escrito! E, é a fonte de um eldorado.

© Ró Mar

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

ROSAS BRANCAS




ROSAS BRANCAS


Rosas brancas com elas sonhei
são as minhas preferidas,
aquele Buquê que tanto amei
chegaram até mim,
aqueles botões de rosa

ao centro uma das lindas orquídeas
Foram-me entregues
no momento que acordei, fiquei surpresa 
mas do gesto e das flores tanto gostei,
Senti-me uma rainha sem trono nem rei
mas adorei saber que não estava esquecida
porque foi um gesto que tanto amei,
receber as rosas brancas a minha cor preferida.

Desconhecia
que meus gostos florais alguém sabia
mas confesso que as recebi com carinho
não sei quem as enviou,
quem foi agradeço o gesto com um beijinho

São momentos
como este, cujos gestos me enterneceram
alguém que certamente me conhece,
ou que muitos dos meus poemas já leram
porque as rosas brancas ninguém desconhece
o significado que para mim têm,
só quem sabe o significado das rosas
é quem verdadeiramente me conhece!!

Rosas brancas
para mim são divinais
é do céu que são enviadas
por quem eu amo demais
e com elas foram acompanhadas
não vos esquecerei jamais!!

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

QUANDO O POEMA É SINGELO


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QUANDO O POEMA É SINGELO


O dia é sempre mais belo:
Quando pensamos o positivo;
Quando olhamos para além do horizonte;
Quando somos caráter e atitude.

O dia é sempre mais belo:
Quando despertamos a natureza;
Quando sonhamos uma outra beleza.

O dia é sempre mais belo:
Quando somos virtude;
Quando olhamos em frente;
Quando pensamos em todo o ser vivo.

O dia é sempre mais belo:
Quando o poema é singelo.

© Ró Mar

NO CALOR DA NOITE




NO CALOR DA NOITE


Mal a noite mergulhou na escuridão,
E já o meu instinto me dá inspiração
Para escrever mais um belo poema, 
Faltando apenas escolher um tema.

De olhos abertos, estendido na cama,
Passo em revista os temas desta vida 
Que nos perseguem no nosso dia a dia,
E que mais um bonito poema reclama.

Há inúmeros motivos para escrever,
Apenas os que merecem ser escritos,
A mor parte não tem tanta importância,
Por falta de interesse e de substância.

Pego num tema que mereça a pena,
Começo pela sua raiz e desenvolvo
A matriz do verso que eu quero criar
Para ser lido pelo povo a seu gosto.

E assim pela noite dentro eu escrevo,
Dou largas à minha fértil imaginação,
Dedico à escrita a alma e o coração,
Que fica a fazer parte do meu acervo.

Ruy Serrano 

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

O ASTRO-REI


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O ASTRO-REI


Era manhã! O sol quente e radioso,
Cobria a Natureza com seu manto:
Brilhante, colorido, qual encanto,
Pintando o chão de um verde mais viçoso…

Enxugava, sorrindo, a dor e o pranto,
Com seu calor fraterno e carinhoso,
Deixando cada rosto mais formoso,
Que nem o próprio sol percebe quanto!...

Corre suavemente a aragem quente,
Que doura o tom à pele e adoça a mente
E faz crescer os ramos para o céu!

Rejuvenesce a vida e lhe dá côr,
Desde o nascer até mesmo ao sol-pôr,
Esse astro-rei que à vida nos prendeu!

terça-feira, 10 de outubro de 2017

A MINHA ESTRELA




A MINHA ESTRELA


Aperta-me em teus braços com carinho,
Aquece o meu corpo tão gelado,
Junta-te a mim amor, nosso cantinho
Será sempre por Deus iluminado.

Caminhemos na luz, devagarinho,
Na paz e no amor bem sublimado,
Pode ser nosso lar mui pobrezinho,
Mas belo porque tu ‘stás a meu lado.

Não há ninguém no mundo a ti igual
Tu vestes de candura em tom real,
Contigo a minha vida é um primor.

Adoro o teu sorriso, musa bela,
Tu brilhas para mim como uma estrela,
Que vai iluminando um grande amor.

O DELÍRIO DAS ROSAS




O DELÍRIO DAS ROSAS


Estava uma rosa sentada,
num banco de jardim,
outra rosa para ela olhava,
pétala a pétala se espreguiçava
e olhavam para mim,
eu que nada tinha a ver
a não ser no meu pensar,
como eram tão diferentes
mas eram Rosas!
Uma era gente
e a outra também queria ser,
mas se eram tão diferentes
como havia de fazer?

Vi que estavam em conflito
e isso não me agradava,
uma a outra se admirava
eu vi aquele olhar tão bonito
da Rosa que estava sentada
ela com seu ar de vaidosa
querendo na sua lapela
a rosa daquele jardim,
o jardim acorda num grito
da rosa jardineira tão bela
e num tom aflito,
a Rosa que estava sentada
olhou com ternura e lhes disse:
eu chamo-me Rosa, por causa dela!

Delirando de felicidade
as duas Rosas permaneceram,
uma sentada num banco de jardim,
a outra num lindo canteiro,
não porque fossem teimosas,
mas porque era o delírio das rosas!

Joana R. Rodrigues

PELE QUE UNE TRAÇO A TRAÇO


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PELE QUE UNE TRAÇO A TRAÇO


Pele que une traço a traço
Delineá nosso coração,
Em que somos um mundo, tão
Diferente e tão nosso.

O tempo que nos une é amor que 
Delineá uma paixão, em que 
Somos o epicentro da sensação,
Tão diferente e tão realização.

O que nos une é dedilhado que 
Delineá o tempo, em que 
Somos astro de uma galáxia, tão 
Diferente e tão afirmação.

O que paira pelo ar inspira-nos,
Delineá aquele momento nosso
Em que respiramos, e somos
Pele que une traço a traço.

© Ró Mar

TODA JANELA TEM UM POUCO DE SAUDADE




TODA JANELA TEM UM POUCO DE SAUDADE


Toda janela tem um pouco de saudade
do que foi e do que não foi
do que era e do que ainda nem é
toda janela tem um pouco de fuga
do mundo de dentro da gente
e do mundo de fora da gente
toda janela parece sempre intacta no tempo
inalienável ao espaço-tempo
não é passado, não é presente, nem é futuro
toda janela é uma grande falta 
de um lugar que a gente nunca foi
de uma gente que a gente não conhece
toda janela é uma distração
que nos faz viver como se não estivéssemos ali
e eu que ando tão distraído
me sinto na janela dos fundos do universo
olhando pra tudo o que existe
pra tudo que a gente sente
pra tudo que a gente quer,
mas que ainda não tem nome...

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

CORAÇÃO CHORA BAIXINHO




CORAÇÃO CHORA BAIXINHO


Meu coração chora baixinho,
Bate lento, de mansinho,
Está cansado de bater,
Por muito ter vivido a sofrer.

Meu coração chora baixinho,
Não se queixa do mal
Que o afectou assim tanto,
Meu coração, meu desencanto.

Meu coração chora baixinho,
Não sei como lhe valer,
Sei que bate assim por mim,
E eu por ele sempre a sofrer.

Meu coração chora baixinho,
Perdeu o tino e o caminho,
Bate a compasso do tempo,
Que lhe resta como sustento.

Meu coração chora baixinho,
Sei por fim que é desgosto
De um grande, grande amor,
Que ficou pelo caminho.

Meu coração chora baixinho,
Não confia em mais ninguém,
Foi enganado uma vez,
Não quer amar outra vez.

Ruy Serrano 

ROSA IMACULADA




ROSA IMACULADA


Uma flor para mim
uma rosa ou jasmim
linda e bela flor,
colhida no meu jardim
que me lembra o teu amor,

Uma flor, outra, e outras mais
colhidas pensando em ti
flores lindas mas desiguais
tantas flores que colhi,
flores tão belas e naturais,

Quis ter um lindo jardim
como aquele que um dia sonhei
há uma flor dentro de mim
que me diz que sempre te amei
ao recordar-te será sempre assim,

Uma flor no meu jardim plantada
minhas mãos de ti cuidaram
fui eu e tu, flor muito amada,
noutro jardim te deixaram,
com o perfume dessa rosa imaculada.

Joana R. Rodrigues 

terça-feira, 3 de outubro de 2017

O VENTO PASSA POR MIM...


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O vento passa por mim…


Faço-me de desentendido
Quando o vento passa por mim
Mas nele voto meu sentido
Ele é leve como um jasmim

Bate leve, levemente
Nesse rosto que é tão belo
Eu o tenho em mim presente
Porque é assim que quero vê-lo

Sussurra com certa magia
Assobia ao passar a correr
Ouço-o com minha alegria
Para mim que grande prazer

Muda toda a natureza
Que o vê dessa maneira
O vento tem sua beleza
E por vezes faz uma asneira

Levanta as saias às damas
E elas logo as puxam pra baixo
Nos olhares acende chamas
Que eu também assim encaixo

Passa a correr, passa devagar
Que é que isso importa
Se a brisa é de se amar
Faço do vento a minha aposta

Beija-te as faces coradas
Por sentires esse olhar
São horas que me são dadas
Onde a ventania eu quero amar

SORRIO-TE... NUNCA É TARDE DEMAIS!


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SORRIO-TE...
NUNCA É TARDE DEMAIS!


Sorrio-te, embora saiba 
Que sou tarde demais,
Nunca é tarde demais 
Para o sorriso que eu saiba!

Sorrio-te, pois te quero
Cedo demais no dia a dia,
Cedo demais te quero
Sorriso que me adormecia!

Sorrio-te, meu bem, quero
Estar tarde de mais 
Nos teus lábios, te quero.

Sorrio-te, pois te quero
Amar cedo demais,
Nunca é tarde demais!

UMA TELA




UMA TELA


Uma sombra desenhada
Com um lápis de carvão 
Numa tela preparada
Para ficar numa exposição 

Um Sol muito brilhante 
Com as melhores aguarelas
Numa tela única e fascinante
Para realçar as cores mais belas

Uma montanha imponente 
Com uns lápis de cera pintei
Numa tela de linho premente
Para desenhar o que eu sonhei

Um céu estrelado no Universo
Com óleos do melhor fabricante 
Numa tela desenhada no meu verso
Para dar vida à estrela mais brilhante 

Um comboio antigo e a vapor
Com uma dúzia de lápis de cor
Numa tela gigante e incolor 
Para divulgar pelo Mundo o Amor

sábado, 30 de setembro de 2017

O AMOR ACONTECE...


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O amor acontece…


Guardo no peito um segredo
Que só tu podes vir a saber
Até de mim eu tenho medo
Do o segredo alguém o ler

É um segredo relacionado
Com o meu amor por ti
Tu que és esse bem-amado
No meu coração eu o senti

Abafo em mim o segredo
Não o quero dar a conhecer
Um dia se descobrires o enredo
No segredo tu vais ter prazer

Sonho com o dia da abertura
Em que o segredo deixará de ser
A vida vive-se com desenvoltura
Mas a as agruras não são prazer

Brilha em mim o teu encanto
Sinto o teu aroma entrar em mim
Não faças cara de espanto
Sabes bem que meu amor é assim

Queria colocar-te a minha mão
Queria que sentisses meus dedos
No teu corpo despertaria a paixão
E também os teus enredos

Seriam carícias diferentes
Das que são meu sentimento
Tu tem isso em ti presente
Estou a aguardar esse momento

Minha alma por ti rejubila
Num segredo que é só meu
Teu olhar no meu brilha
Foi amor que aconteceu!

Armindo Loureiro 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

FOLHA CAÍDA QUE TU LEVANTAS


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FOLHA CAÍDA QUE TU LEVANTAS


Acordar e ver o sol a brilhar
É energia positiva que dá vida
Ao dia, tem pela frente outro respirar,
O milagre natura luz a folha caída.

A alma espreguiça pelo segredo do universo
E luz o que de mais belo existe no ser,
Borboleta de primavera que reflete o verso,
Néctar de um fruto outonal a nascer.

O coração alastra outros sentimentos
E o estio enraíza a estação em argumentos
Válidos, ainda assim há sempre ventos
A desafiar a vida em todos os momentos.

Acordar e ver o sol a brilhar
É lema que a gente tem de inventar e acreditar,
Tem pela frente o equinócio das colheitas,
Um outro tempo, folha caída que tu levantas.

© Ró Mar

O UNICÓRNIO




O UNICÓRNIO 


Um simples sopro de vida 
Numa benção da natureza 
Um milagre com certeza
Numa civilização perdida

Um Unicórnio perdido
Numa floresta encantada 
Um sonho há muito esquecido 
Numa página de livro arrancada

Um reino do Mundo da fantasia 
Numa história repleta de magia 
Um livro único escrito em poesia 
Numa fábula no nascer deste dia 

Este unicórnio com que eu sonhei
Tens asas e voa nas nuvens de algodão 
Com ele todo o Mundo eu sobrevoei 
Espalhando mensagens de Amor e Paixão

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

DESTINO DE POETA




DESTINO DE POETA 


Com penas a mais ou a menos
Assim ´stá a vida completa 
Num prontuário de somenos, 
Não se ligue aos desempenos 
Que o qu´ importa é ser Poeta! 

Há penas de tinta, por certo,
Que ao poeta faz acenos
E junto a ele, e bem perto,
Há quem sofra a céu aberto
Com penas a mais ou a menos.

Dos poetas fica a memória
Numa experiência concreta
Por dentro da sua história,
Escrevê-la é obra meritória
Assim está a vida completa.

Nunca o poeta está só
Nos seus esboços serenos
Vai de penas com sua mó
E em ruas de sol-e-dó
Num prontuário de somenos.

Há horas de inspiração
Nos momentos mais amenos
E nas ondas da emoção
Escreverá com paixão,
Não se ligue aos desempenos.

Anda sempre a Musa activa
Embora de forma discreta
Fazendo que a pena sirva
Tornando a poesia criativa
Que o qu´ importa é ser Poeta!

Frassino Machado
In AO CORRER DA PENA

SOL



SOL


O Sol toca os campos
que suavemente colore o dia
a sua luz nos ilumina
e nos conduz no caminho.
Ah… Sol és sentimento
esboças caricias na nossa alma
fazes da paisagem 
uma bela pintura.
Ah… Sol és sonho e quimera 
és luz e cor 
fazes florir as flores
que com seu perfume 
nos encantam.
E toda a natureza em festa
transborda de vida
sedentos de sons
que nos levam a um mundo
de encanto e magia.

Ah… Sol és a luz que iluminas o meu andar

domingo, 24 de setembro de 2017

ÀS VEZES...


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ÀS VEZES...


Às vezes temos que despir o ser
E passear a alma pelo universo
Que nos deixa viver noutro berço
Sem que tenhamos de saber o verbo ter.

Às vezes é verão e outras inverno
Enquanto isso temos o outono
Que nos ensina a forma de espelhar o coração
Sem que tenhamos de clamar paixão.

Às vezes temos que interrogar coisas
E esperar que o vento nos assinale 
O caminho a percorrer pela estação que vale
Sem que exponhamos o vazio dos dias.

Às vezes é noite e outras dias
Enquanto isso temos os meios-dias
Que nos refletem o sol de uma estação
Sem que ponhamos lentes de realização.

Às vezes temos que ter calma
E trocar o corpo pela alma
Que nos incita a viver o outono
Sem que tenhamos de pensar o inverno.

Às vezes é tempo de primavera e outras não
Enquanto isso temos memórias de infância
Que nos fazem olhar a natureza na sua essência
Sem que tenhamos de opinar os dias que virão.

Às vezes temos que ver e não pensar
E deixar cair as horas pelo observar
Que nos descreve o outono do nosso ser 
Sem que tenhamos de o aprender a ler.

© Ró Mar

GAVETAS QUE ABRO PARA TI...


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Gavetas que abro para ti…


Sou aprendiz na arte de viver
E convosco tento saber mais
Ao vosso lado colho prazer
Dos saberes que são demais

Faz parte da minha inspiração
Fazer assim um belo poema
O resto bem por expiração
Quando gosto do vosso tema

É assim que eu escrevo
Muito daquilo que aqui vos dou
Se a mais eu não me atrevo
É porque de vós ninguém chorou

Quem se chora leva mais
Do que aquelas que não o fazem
As palavras são tão banais
Que nas gavetas assim jazem

Gavetas que vou abrindo
Conforme as necessidades
Não me chame eu Armindo
Se não me encho de vaidades

Vaidades para vos dizer
Certas verdades que vão em mim
Vós sois tudo, sois o prazer
Das flores do meu jardim!

É assim com meu carinho
Que isto vos quero dar
É a beleza d'um miminho
De quem de vós sabe gostar

Armindo Loureiro

... MOMENTOS DE SOLIDÃO




... MOMENTOS DE SOLIDÃO


passei a noite nos teus sonhos
e os dias nas tuas mãos
passei até as tardes mais calmas
quando passeava nas tuas pálpebras
sentia o odor do teu corpo
numa lágrima que pulava
e entre um gesto e outro
o carinho porque te amava
ver um sorriso nos teus lábios
e um suspiro de vida
aquele imenso gesto
que nunca nos faltava
tinhamos o mundo 
ganhávamos os nossos passos
e entre as cortinas soltas
os ventos da imaginação
tu eras fogo eu simples paixão
tu eras vento eu mar revolto
assim fizemos o momento
eterna combustão
criámos o universo 
aquela magnifica construção
onde brilham ainda as estrelas 
e correm os loucos
por momentos de solidão

Ana Carvalhosa

NAS CORES DO ARCO-ÍRIS




NAS CORES DO ARCO-ÍRIS


com a inocência no olhar
espalha ternura e esperança
o vento dócil molda o seu corpo franzino
e enche-lhe a alma de sonhos puros
aos seus olhos nascem castelos no céu
inventa histórias nas cores do arco-íris
com um doce brilho nas pupilas
de sorrisos fartos, sempre vestida de vida
perde-se nas horas, no tempo
olha a sua imagem reflectida num espelho de água
enquanto pinta sonhos na palma da mão
e à tardinha, quando o sol foge no horizonte
com o olhar radioso, em silêncio
na luz divina e reluzente do céu
conta as estrelas uma a uma
Ah…como eu queria voltar a ser criança
correr descalça na liberdade
dos verdes campos salpicados de papoilas 
seguir os carreirinhos de formigas
procurar um trevo de quatro folhas
desfolhar um malmequer e chapinhar nos charcos
acreditar no pai Natal, no coelhinho da Páscoa
e em fadas
partir a cabeça e esfolar os joelhos
e à noitinha, já cansada
na hora de rezar o terço
na inocência da idade
adormecer como um anjo
à lareira, no colo da minha avó
ao som das Avé Marias
...na memória ainda trago o gosto,
os cheiros…os sons... 
e as cores da minha infância

Lurdes Rebelo