sábado, 30 de setembro de 2017

O AMOR ACONTECE...


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O amor acontece…


Guardo no peito um segredo
Que só tu podes vir a saber
Até de mim eu tenho medo
Do o segredo alguém o ler

É um segredo relacionado
Com o meu amor por ti
Tu que és esse bem-amado
No meu coração eu o senti

Abafo em mim o segredo
Não o quero dar a conhecer
Um dia se descobrires o enredo
No segredo tu vais ter prazer

Sonho com o dia da abertura
Em que o segredo deixará de ser
A vida vive-se com desenvoltura
Mas a as agruras não são prazer

Brilha em mim o teu encanto
Sinto o teu aroma entrar em mim
Não faças cara de espanto
Sabes bem que meu amor é assim

Queria colocar-te a minha mão
Queria que sentisses meus dedos
No teu corpo despertaria a paixão
E também os teus enredos

Seriam carícias diferentes
Das que são meu sentimento
Tu tem isso em ti presente
Estou a aguardar esse momento

Minha alma por ti rejubila
Num segredo que é só meu
Teu olhar no meu brilha
Foi amor que aconteceu!

Armindo Loureiro 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

FOLHA CAÍDA QUE TU LEVANTAS


Imagem - Silent


FOLHA CAÍDA QUE TU LEVANTAS


Acordar e ver o sol a brilhar
É energia positiva que dá vida
Ao dia, tem pela frente outro respirar,
O milagre natura luz a folha caída.

A alma espreguiça pelo segredo do universo
E luz o que de mais belo existe no ser,
Borboleta de primavera que reflete o verso,
Néctar de um fruto outonal a nascer.

O coração alastra outros sentimentos
E o estio enraíza a estação em argumentos
Válidos, ainda assim há sempre ventos
A desafiar a vida em todos os momentos.

Acordar e ver o sol a brilhar
É lema que a gente tem de inventar e acreditar,
Tem pela frente o equinócio das colheitas,
Um outro tempo, folha caída que tu levantas.

© Ró Mar

O UNICÓRNIO




O UNICÓRNIO 


Um simples sopro de vida 
Numa benção da natureza 
Um milagre com certeza
Numa civilização perdida

Um Unicórnio perdido
Numa floresta encantada 
Um sonho há muito esquecido 
Numa página de livro arrancada

Um reino do Mundo da fantasia 
Numa história repleta de magia 
Um livro único escrito em poesia 
Numa fábula no nascer deste dia 

Este unicórnio com que eu sonhei
Tens asas e voa nas nuvens de algodão 
Com ele todo o Mundo eu sobrevoei 
Espalhando mensagens de Amor e Paixão

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

DESTINO DE POETA




DESTINO DE POETA 


Com penas a mais ou a menos
Assim ´stá a vida completa 
Num prontuário de somenos, 
Não se ligue aos desempenos 
Que o qu´ importa é ser Poeta! 

Há penas de tinta, por certo,
Que ao poeta faz acenos
E junto a ele, e bem perto,
Há quem sofra a céu aberto
Com penas a mais ou a menos.

Dos poetas fica a memória
Numa experiência concreta
Por dentro da sua história,
Escrevê-la é obra meritória
Assim está a vida completa.

Nunca o poeta está só
Nos seus esboços serenos
Vai de penas com sua mó
E em ruas de sol-e-dó
Num prontuário de somenos.

Há horas de inspiração
Nos momentos mais amenos
E nas ondas da emoção
Escreverá com paixão,
Não se ligue aos desempenos.

Anda sempre a Musa activa
Embora de forma discreta
Fazendo que a pena sirva
Tornando a poesia criativa
Que o qu´ importa é ser Poeta!

Frassino Machado
In AO CORRER DA PENA

SOL



SOL


O Sol toca os campos
que suavemente colore o dia
a sua luz nos ilumina
e nos conduz no caminho.
Ah… Sol és sentimento
esboças caricias na nossa alma
fazes da paisagem 
uma bela pintura.
Ah… Sol és sonho e quimera 
és luz e cor 
fazes florir as flores
que com seu perfume 
nos encantam.
E toda a natureza em festa
transborda de vida
sedentos de sons
que nos levam a um mundo
de encanto e magia.

Ah… Sol és a luz que iluminas o meu andar

domingo, 24 de setembro de 2017

ÀS VEZES...


Imagem - Regard sur Image 


ÀS VEZES...


Às vezes temos que despir o ser
E passear a alma pelo universo
Que nos deixa viver noutro berço
Sem que tenhamos de saber o verbo ter.

Às vezes é verão e outras inverno
Enquanto isso temos o outono
Que nos ensina a forma de espelhar o coração
Sem que tenhamos de clamar paixão.

Às vezes temos que interrogar coisas
E esperar que o vento nos assinale 
O caminho a percorrer pela estação que vale
Sem que exponhamos o vazio dos dias.

Às vezes é noite e outras dias
Enquanto isso temos os meios-dias
Que nos refletem o sol de uma estação
Sem que ponhamos lentes de realização.

Às vezes temos que ter calma
E trocar o corpo pela alma
Que nos incita a viver o outono
Sem que tenhamos de pensar o inverno.

Às vezes é tempo de primavera e outras não
Enquanto isso temos memórias de infância
Que nos fazem olhar a natureza na sua essência
Sem que tenhamos de opinar os dias que virão.

Às vezes temos que ver e não pensar
E deixar cair as horas pelo observar
Que nos descreve o outono do nosso ser 
Sem que tenhamos de o aprender a ler.

© Ró Mar

GAVETAS QUE ABRO PARA TI...


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Gavetas que abro para ti…


Sou aprendiz na arte de viver
E convosco tento saber mais
Ao vosso lado colho prazer
Dos saberes que são demais

Faz parte da minha inspiração
Fazer assim um belo poema
O resto bem por expiração
Quando gosto do vosso tema

É assim que eu escrevo
Muito daquilo que aqui vos dou
Se a mais eu não me atrevo
É porque de vós ninguém chorou

Quem se chora leva mais
Do que aquelas que não o fazem
As palavras são tão banais
Que nas gavetas assim jazem

Gavetas que vou abrindo
Conforme as necessidades
Não me chame eu Armindo
Se não me encho de vaidades

Vaidades para vos dizer
Certas verdades que vão em mim
Vós sois tudo, sois o prazer
Das flores do meu jardim!

É assim com meu carinho
Que isto vos quero dar
É a beleza d'um miminho
De quem de vós sabe gostar

Armindo Loureiro

... MOMENTOS DE SOLIDÃO




... MOMENTOS DE SOLIDÃO


passei a noite nos teus sonhos
e os dias nas tuas mãos
passei até as tardes mais calmas
quando passeava nas tuas pálpebras
sentia o odor do teu corpo
numa lágrima que pulava
e entre um gesto e outro
o carinho porque te amava
ver um sorriso nos teus lábios
e um suspiro de vida
aquele imenso gesto
que nunca nos faltava
tinhamos o mundo 
ganhávamos os nossos passos
e entre as cortinas soltas
os ventos da imaginação
tu eras fogo eu simples paixão
tu eras vento eu mar revolto
assim fizemos o momento
eterna combustão
criámos o universo 
aquela magnifica construção
onde brilham ainda as estrelas 
e correm os loucos
por momentos de solidão

Ana Carvalhosa

NAS CORES DO ARCO-ÍRIS




NAS CORES DO ARCO-ÍRIS


com a inocência no olhar
espalha ternura e esperança
o vento dócil molda o seu corpo franzino
e enche-lhe a alma de sonhos puros
aos seus olhos nascem castelos no céu
inventa histórias nas cores do arco-íris
com um doce brilho nas pupilas
de sorrisos fartos, sempre vestida de vida
perde-se nas horas, no tempo
olha a sua imagem reflectida num espelho de água
enquanto pinta sonhos na palma da mão
e à tardinha, quando o sol foge no horizonte
com o olhar radioso, em silêncio
na luz divina e reluzente do céu
conta as estrelas uma a uma
Ah…como eu queria voltar a ser criança
correr descalça na liberdade
dos verdes campos salpicados de papoilas 
seguir os carreirinhos de formigas
procurar um trevo de quatro folhas
desfolhar um malmequer e chapinhar nos charcos
acreditar no pai Natal, no coelhinho da Páscoa
e em fadas
partir a cabeça e esfolar os joelhos
e à noitinha, já cansada
na hora de rezar o terço
na inocência da idade
adormecer como um anjo
à lareira, no colo da minha avó
ao som das Avé Marias
...na memória ainda trago o gosto,
os cheiros…os sons... 
e as cores da minha infância

Lurdes Rebelo

SER DIFERENTE


Imagem - Rainy Day, de Joana Kruse


Ser diferente


Se trouxesses, em teu regaço,
flores do meu namorar
oferecia-te, num abraço
este doce jeito de te amar
dava-te a mão, ternamente
e, voando pelo espaço
olhávamos dali o presente
largávamos o passado ausente
e fazíamos do futuro nosso mar!
Se transportasses, no teu peito,
a vontade de tanto querer
deitar-me-ias num leito
onde, mesmo antes de morrer,
te daria um longo abraço
saído de um sonho desfeito,
perfeito num terno compasso
onde o vazio era o espaço
perdido do nosso sofrer!
Se fizesses do nosso tempo
o sonho onde ir habitar
faríamos desse momento
o nosso eterno lugar
vivido em forma de nós
levado, em brisa, pelo vento
que nunca nos deixa sós
mesmo que nos falte a voz
de tanto por ele chamar!
Se quisesses ser diferente
em tanta forma de ser
serias a dor dormente
deste meu corpo desfalecido,
serias o farol presente
neste meu porto de abrigo!...

Mário Filipe Neves
 

SAUDADE DO VERÃO




SAUDADE DO VERÃO 


Onde estás Verão
Tenho saudades do mar
És a principal estação
Para no meu barco velejar

Quando tu vais regressar 
Tenho saudade do sol brilhante 
Quero no oceano mergulhar
Na profundeza mais distante 

De ti tenho apenas recordação 
Neste Outono frio e escuro
Sinto tristeza no meu coração 
Sem a esperança no futuro

Regressa Verão rapidamente 
Quero ver o teu nascer cada dia 
Ilumina a inspiração para sempre
Para escrever a mais bela poesia

Paulo Gomes

... COMO SENDO VERÃO


Imagem - SAi$ONS


... COMO SENDO VERÃO


Não se acaba um verão sem preparar o inicio 
De uma nova estação. Não, não se acaba um amor
Sem preparar suas asas para que possa voar
Pelos ventos do outono com bom principio.

Tudo tem seu tempo e também principio, 
Meio e fim. Sim, sim eu sei que a vida vai acabar
Mas não antes da alma se instalar, num novo sitio,
Lá pelas bandas azuis de um além mar.

Não se acaba uma estação sem preparar o coração
Para uma despedida digna de se ver. Não, não 
Se acaba um amor sem o olhar de frente.

Tudo tem o seu tempo e também um presente.
Sim, sim eu sei que o amor nem é uma estação
Ainda assim acredito nele como sendo verão.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

VOU




VOU


Vou 
À rua olho o céu 
vejo as estrelas a piscar 
ah !como eu queria subir ai
tocar em cada uma de vocês
e fazer magia 

________ E depois ________

iria mais além na essência 
do universo e deixava-me ir 
libertar o mundo 
das maldades humanas
que tanta gente faz...

Mila Lopes

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

SERÁ QUE SOU POETA...


Imagem - REMEMBER


Será que sou poeta…


Não sou poeta
Nem tão pouco o quero ser
Nada percebo dessa treta
Mas no que escrevo sinto prazer!

E tu que gostas de poesia
Diz-me lá qual é o teu pensamento
Será que a escreves com alegria
A todo e qualquer momento?

Sinto algo no meu interior
Que me diz para dela gostar
Na verdade eu lhe dou amor
E nela me vou espraiar…

Respiro-me à minha maneira
Encho-me de brios por ela
Será que o faço na brincadeira
Ou por ser a coisa mais bela?

Sintonizo-me com o poema
Declamo-o como deve ser
Depende sempre do tema
Para nele colher prazer

E tu, também és assim
Ou deixas a escrita correr
Se és igual a mim
Na escrita vê-se o teu saber

São palavras e mais palavras
Que escorrem da minha caneta
Algumas estavam em mim atadas
Outras não passam de grande treta

Mas vou continuar a escrever
Podes tu disso ter a certeza
Mesmo que não tenha quem me queira ler
Vou fazê-lo porque está na minha natureza

Armindo Loureiro 

GOSTO DE ESCREVER




GOSTO DE ESCREVER


Como gosto de escrever
Hoje quero falar com a escrita
Se não me souber responder
Sou eu quem lhe explica,

Vamos falar de poesia
É o que chamo aos meus versos
Escrever dá prazer e nos alivia
E os temas são os mais diversos

Escrever só para quem gosta
Sem sacrifício nem aposta,
Vamos todos ler e escrever

A poesia se faz presente
Na alma e no coração da gente
Escrever, é meu grande prazer!

Joana Rodrigues 

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

NO SILÊNCIO DOS MEUS DIAS HÁ UMA MÍSTICA FLOR


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NO SILÊNCIO DOS MEUS DIAS
HÁ UMA MÍSTICA FLOR


No silêncio dos meus dias há uma mística flor, 
Ao acaso, que preenche um vazio que arrasa.
Prendem-se pela alma as paredes brancas da casa
Incompreensível e então respiro o olhar do criador.

Quero, amar e de coração, embora ele não ande 
Ao ritmo dos dias de hoje, arrumar pelas ultimas prateleiras 
O passado e na primeira o presente. A vontade é grande
Em ver o arrumo e assim viver da melhor das maneiras.

Ah, o presente dos meus dias, nem quero pensar
No que tenho a arrumar e invento o futuro que me guia
Tão esguia quanto fermosa pela janela de uma poesia!
Quero viver o dia sentindo que sou e a amar.

No silêncio dos meus dias há um encontro feliz,
Avivando a alma e empilhando pelo coração outras emoções,
Que extravaza sentimentos fertilizando a raíz
Apodrecida pelo antro de incompreensões.

Ah, o futuro não é para ser pensado,
Nem quero pensar nele, mas imaginá-lo com fervor!
Estarei febril ou o presente ter-me-á dado outro mundo!?
No silêncio dos meus dias há uma mística flor. 

© Ró Mar

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

PODER VOAR




PODER VOAR


Quero muito hoje sonhar
Mesmo que seja acordado
Quero-me sentir a voar
Montando um cavalo alado

Quero poder sobrevoar 
As mais belas cidades 
Rasando as ondas do mar
Fazendo novas amizades

Quero poder voar até á Lua
Visitar todas as estrelas
Regressar para a minha rua
Trazendo as mais belas

Não quero deixar de sonhar
Porque nos sonhos sou Feliz
Não quero ter de acordar
Poder voar foi o que sempre quis

Paulo Gomes

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

GRITO BEM ALTO O AMOR...


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Grito bem alto o amor...


Tenho vontade de gritar
De dizer aos quatro mundos
Como é que não se pode amar
Quando só de ti eu sei gostar
Em momentos tão profundos

Esvazio o coração
Com esse belo pensamento
É a ternura, é a paixão
Que me cria esta ilusão
Que eu sinto a todo o tempo

Caminho sem rumo certo
Na procura desse amor
E se o vejo aqui ao perto
Por ele fico desperto
Sinto em mim o seu calor

Não me importa onde vai chegar
Nem sei se será de noite ou de dia
Apenas sei que te quero amar
És esse Sol do meu raiar
E a ti me quero dar com alegria

Tu és esse meu raiar
És o Sol que entra em mim
Deixa-me pois te vir a amar
Só de ti eu quero gostar
Pois de ti eu estou afim!

Armindo Loureiro

TROVAS DO MEU VERÃO




TROVAS DO MEU VERÃO


“Apesar de tudo, é hora de cantar”


As minhas trovas de verão
São trovas de amor ardente,
Cantadas à boa a gente
Que tenho no coração. 

Quero que sejam canção 
Neste claro sol-nascer 
E, no sol-posto, irei ver
As minhas trovas de verão. 

Trouxe comigo pendente
A minha viola saudade
E, cantadas por vaidade, 
São trovas de amor ardente.

Quem canta é porque sente
Dentro da alma o calor
São trovas de grão primor, 
Cantadas a toda a gente. 

Cantarei co´ a emoção
Que jorra dos meus sentidos
Ao ritmo de versos vividos
Que moram no coração.

Sou um navio atracado
Que espera por ti no cais,
Receando que não voltes mais
Eu te canto apaixonado. 

Com remos da alma de mim,
Quer me exulte ou condoa, 
Partirei numa canoa
Em noite de luar sem fim.

Um trovador que se preza
Ao ver sua musa perdida
Neste mar revolto da vida
Sua alma deixará presa.

Tenho uma sede danada
De água corrente e clara
Minha pena trovas dispara
Desde a alta madrugada.

Sou trovador e estou pronto
Em cada hora a trovar
E pra que possas jubilar
Aqui me achas de apronto. 

Se outros amigos houver
Que queiram participar,
Diz-lhes, musa, que há lugar 
E não há mais tempo a perder. 

E neste mar de sequidão
Com tal ardor que me enlaça
Direi à sombra que passa
Como á belo este Verão!

Frassino Machado
In TROVAS DO QUOTIDIANO

ESCUTA, POUCA COISA, O VENTO E O AMOR TAMBÉM


Imagem - SAi$ONS


ESCUTA, POUCA COISA, O VENTO E O AMOR TAMBÉM


Escuta, se escutares com atenção
Encontrarás a própria razão do coração;
Não quedes nas palavras, umas ocas,
Frases loucas, umas letras tão moucas.

Escuta, se és o que és, se a vida te fez ser assim,
Foi porque tua alma estava mesmo afim;
Não te quedes, jamais, sente a presença
Ente universo que moverá esperança.

Escuta, se o tempo tem tempo vive-o
Sempre ao teu ritmo, porém, escuta-o;
Aprende o que ele te tem a segredar
Ainda que isso te dê muito que pensar.

Escuta, se és o que és o serás sempre, porém,
Se cultivares de mão-cheia as entrelinhas 
Que lampejam a vida, avistarás o que ainda sonhas;
Escuta, pouca coisa, o vento e o amor também.

Ró Mar

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

ALEGRIA


Arte: Ashvin Harrison 


Alegria


Aproveita a alvorada, 
com os seus raios de sol a despertar e a chamar-te para a vida
e baila ao som da harmonia do céu, 
imaculadamente azul, sem a mancha do branco das nuvens...

Dança na orla da praia,
na areia molhada 
e eleva-te à lua, 
que vem iluminar-te, nos requebros da dança da vida, 
quando vens e páras em frente dos meus olhos
para que te possa ver...

À PORTA DO POEMA




À PORTA DO POEMA


“Ao poeta Henrique Guimarães”


Bati à porta do poema,
Bati à porta da poesia,
Entro nela sem dilema
Por entre ondas de magia.

Tocaram à porta de mim
Sem nenhum estratagema
Com uma argúcia sem fim
Bati à porta do poema.

Não me ajeito em aventura
Muito menos em fantasia
Neste horizonte de conjuntura
Bati à porta da poesia.

A minha intuição de poeta
Dá-lhe vida em qualquer tema
Com esta estratégia discreta
Entro nela sem dilema.

Poetando o poeta se entende
Quando respira harmonia
Todo o Parnaso se estende
Por entre ondas de magia.

É assim a minha lira
Feita de versos ordeiros
Qualquer emoção m´ inspira
Para aliviar nevoeiros.

Entre dois sorvos de bica
Fiz este poema habitual,
Amigo, para ti aqui fica
A minha amizade leal.

Frassino Machado
In AO CORRER DA PENA