domingo, 29 de novembro de 2015

GOSTO-TE !




Gosto-te !


Se digo que gosto de ti
Tu fazes cara de feia
Deixo-me ficar por aqui
O meu coração te enleia
Tenho às vezes na ideia
O deixar de te gostar
Mas teu olhar me rodeia
E nem sei para onde olhar
Há um vazio no meu interior
Que só se ocupa contigo
Quando colho o teu amor
E te digo sou teu amigo
Ausentas-te dessa maneira
E nisso te tentas enganar
Se soubesses fazias uma asneira
E dizias-me: anda cá, vem-me amar
E eu num repente
Saltaria até a ti
E ficarias tão contente
No teu olhar eu isso vi
Quero-te como te digo
Quero-te sempre assim
Só ser teu amigo
Não é disso que estou afim
Quero-te de forma real
Quero só pensar em amar
Tu não tens ninguém igual
Que como a mim se possa dar!

Armindo Loureiro 

SAUDADE




Saudade

 
Noite insone e dolente
inquietação na alma,
saudade potenciada
pela ausência,
encontrei-me
em frente ao mar,
pés molhados
pelas ondas que
rebentam na praia
mar imenso
que nos separa

Na mão uma garrafa,
no bojo uma mensagem;
arremesso-a à agua
para lá da rebentação
para que a mim
não retorne.

Regresso ao romantismo
de antanho
na expectativa
que o mar te entregue
o meu grito de
esperança.

A esperança de que se cumpra
a vontade de ambos
em aproximar dois corpos
cujas almas se pertencem…

O mar recolhia as minhas lágrimas,
misturando o seu no meu sal,
derramado em nome
do amor,
da ausência
da imensa saudade
que tem o tamanho
do mar que teima
em separar-nos…

Hamilton Ramos Afonso

In, «Amores em terra de bruma e de lava ...»

TIC-TAC...




TIC-TAC...


Ouço o tic-tac do meu relógio,
Sinto o tic-tac do meu coração,
É um bater forte que me toca,
Como companheiros da vida
Que nos une com tanta magia.

Este tic-tac faz parte de mim,
É sinal que ainda estou vivo,
Com ele, assim eu convivo,
O seu bater ainda é audível,
Por mais tempo e insofrível.

É bom ouvir e sentir o tic-tac 
Saber que não me vai deixar,
Tão depressa, como pensava,
Oxalá não me deixe enganar,
Me dê tudo que ambicionava.

Ruy Serrano

ANTIQUADO




ANTIQUADO


Eu sou um apaixonado à moda antiga 
Que ao meu Amor envia uma flor 
Aquele que com paixão respira
A saudade com muito Amor

Sou o tal romântico apaixonado
Que ainda acredita em contos de fada 
Que na paixão é antiquado
Sonha viver agarrado à sua Amada

Sou do tipo de fazer poemas de Amor 
Que hoje são difíceis de encontrar 
Que a paixão vive com muito ardor 
Por aquela que desejava estar

Apesar de o mundo ter evoluído 
Para conceitos de vida e vaidade
Sou do tipo que por ti tem sentido 
Muito Amor e muita, muita Saudade

Eu sou um apaixonado à moda antiga 
Que ainda chamo a minha Amada 
Minha muito e muito Querida 
Como já quase ninguém diz nada

( QUADRAS DE AMOR I )

Paulo Gomes

sábado, 28 de novembro de 2015

À MEDIDA DA AGUARELA




À MEDIDA DA AGUARELA


Na natureza
Nada se ganha, nada se perde,
Tudo se transforma.
Umas vezes para melhor, outras pior.
Mas, eu vejo o amor,
E, tenho a certeza que o mar
Está lá, ainda não encontrei o jeito de o abraçar,
Ele escorrega-me dos dedos, é uma força maior da natureza.
Mas, a persistência é amiga da sabedoria.
Nunca se esvai a onda,
Ela se escapula e volta sempre
Com a força inicial ou mais brava ainda.
Nunca a perco de vista, quiçá um dia
Ela me seja fiel ou eu a sua confidente.
Sei que hoje perdi a batalha, na curva da vida,
Mas, isso não me comove, vou em frente
Como se não fosse nada.
Vou em paz com a minha alma…
E, dos pequenos nadas vou construindo um mundo.
Um mundo pequeno, mas também não precisa de ser grande
Para construir a minha tela,
Basta ter a mão à medida da aguarela.

© RÓ MAR

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

UM GATO RISCADO DE LUAR...




UM GATO RISCADO DE LUAR...


será que chegou a hora
de ter um gato
de olhos dourados
a passear na casa silenciosa?
que se enrosque no meu regaço frio
e me aqueça no inverno?
terá de ser um gato
de pêlo terno e suave
um gato que não magoe
e roce as pequenas patas
nos versos simples que escrevo...
e tenha bigodes sorridentes
sim, tem de sorrir...
preciso de um gato para conversar
um gato azul
riscado de luar...

r.r. - Rosa Ralo

A COR DA PAIXÃO



A COR DA PAIXÃO


Descrevendo o amor
Em palavras de paixão
Descritas como a flor
Dita cor de ilusão,
Vermelho dizem ser
A cor dos apaixonados
Talvez sim!
Eu recordei então
Quando estamos enamorados
Pela primeira paixão,
De rostos ruborizados,
Por ser uma nova sensação
E daí quiçá a descrição
De vermelho
A cor da paixão,
Se é ou não não sei,
Só sei que me lembrei
Da idade que me apaixonei
E meus lábios nos lábios
Dele toquei,
Foram momentos
Que senti no rosto
A cor da paixão
De face já não rosada,
Eu continuo eternamente
Por ti amor apaixonada,
Enquanto puder escrever,
E Deus me deixar viver
No céu está o meu amor
E meu amor não vou esquecer ,

Joana R. Rodrigues

SONHO DE UM LIVRO QUE NASCE




SONHO DE UM LIVRO QUE NASCE 


O meu sonho renasceu
Num berço de ansiedade
Fez-se Livro e aconteceu
Pela brisa da vontade.

É poesia, é lira de poeta,
Como a luz da madrugada,
Tem colorido de roseta
A Lira Bem Temperada.

Destempero têm as vidas,
Labirintos que não mentem,
Há sangue, suor e feridas
E angústias que se sentem.

Quero o meu livro a florir
Com sentimento profundo
É aventura p´ ra construir
E aperfeiçoar este mundo.

Mesmo num tempo tão triste
Sem motivos para festim
Há sempre uma fé que insiste
Há sempre alguém que diz sim.

Todo o projecto do homem
Tem dois pratos de balança
Que oscilam e se consomem
Num´ ampulheta de esperança.

E se o meu sonho destila
Neste incerto desenlace
Esvoaça, ó Lira, tranquila
Nas folhas d´ um livro que nasce.

Frassino Machado

In LIRA BEM TEMPERADA

PASSADO DISTANTE




PASSADO DISTANTE


Passado distante
Mas inda presente
Nos olhos, na mente,
No amor militante,
Saudoso e arfante
De paixão latente!

Meiguice, ternura,
Que em gestos mostravas,
Nos beijos que davas
Com certa candura
Inocente e pura
E t’envergonhavas…

Também eu sentia 
A mesma atracção!
Doce sensação, 
Que o corpo invadia
E o rubor subia,
Ao darmos a mão…

Depois de mãos dadas,
Em suaves passos,
Sonhavam-se abraços,
No escuro da estrada…
E uma voz velada,
Fazia ameaços…

Era a consciência!
A voz da razão!
Chamando à atenção,
Alguma imprudência,
Da nossa inocência
Feita de ilusão!

Talvez fosse amor,
Essa chama acesa,
De casta pureza…
E se isto amor for,
Tenho a certeza,
Que não há maior!

Mas quis a distância 
E o Destino atroz,
Que houvesse entre nós,
Alguma ignorância
E na circunstância,
Alguém s’interpôs!...

Ficou a lembrança,
Que hoje nos invade,
Trazendo a saudade,
Da nossa aliança,
Carregada de esp’rança,
De amor e verdade!...

José Manuel Cabrita Neves

OUTONO




OUTONO


Outono dos Poetas e Pintores 
Onde as tuas aguarelas
De cores suaves e singelas 
Em largas pinceladas
De folhas desgarradas 
Num redemoinho
Vão bailando, bailando!
Ao som da música do vento
Que ora é agreste e assobia 
Ou cantando doce melodia! 
Num lindo pôr-do-sol
Vem anunciar um novo dia
E o vento continua a tocar 
E as folhas a bailar
Num bailado constante 
Onde a própria aragem
É música e poesia!

 Paulo Gomes

MEU FIO CONDUTOR DO AMOR





MEU FIO CONDUTOR DO AMOR


Este meu fio condutor do amor,
É veículo de que me sirvo sem 
Escolher o destinatário, é gostar
De com o Mundo eu comunicar.

O meu fio condutor é inofensivo,
Não causa danos, oferece afectos,
Envia abraços, beijos e protestos,
A todos os homens, sem destino.

O meu fio condutor é de mui amor,
Também serve para enviar a poesia
Que escrevo, com boas mensagens 
Para civilizar e banir os selvagens.

Jamais vou desligar o fio condutor,
Que me liga a todo o meu Universo,
Faz parte inseparável da minha vida,
Uma paixão que guardo com magia.

Ruy Serrano

A FLORES SÃO DOIDAS...


Imagem-  Bellissime Immagini


As flores são doidas...



As flores são doidas...

quem as manda crescer
e depois morrer?

E porque gostam de ser cheirosas
e com pétalas mimosas

parecendo mulheres apetitosas
a quem dou rosas
esperando-as "frondosas"?

Mas...
as flores...murcham!

Carlos lacerda

SABES QUE




SABES QUE


Sabes que,
embora longe,
o meu coração
também bate por ti,
e pelo teu…
e que os meus pés,
se juntarão aos teus,
para caminharem juntos,
sempre que
de mim necessitares…

Hamilton Ramos Afonso

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

DESENHAREI VERSOS DE SONHAR NO VENTO...




Desenharei versos de sonhar no vento...


Dance comigo essa música que se chama VIDA!
Chama acesa de esperança.
Um passo, depois outro, ao ritmo do coração
Me dê sua mão simplesmente...
Me segure se acaso eu tropeçar 
Ansiosa a apressar o compasso
E eu lhe darei meu sorriso, o meu abraço, 
O meu canto a embalar o nosso tempo.
Desenharei versos de sonhar no vento
E com meus olhos revelarei
Tudo o que sou
Tudo que tu és
Tudo o que sei
Sei...
Saber...
Sabor...
AMOR!

Madalena Lessa

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

NO TEU OLHAR O AZUL É SER DIFERENTE


Imagem- World in my eyes - Jerome Lagarrigue


NO TEU OLHAR O AZUL É SER DIFERENTE


No teu olhar, esbugalhado, escorre 
Matizes tantas: arte de uma torre,
Que transborda oceano de sentimentos,
Que remete impressionantes momentos.

No teu olhar, o azul é ser diferente,
Gravuras raras: arte de uma patente,
Que espelha inúmeros signos de ciclos de vida,
Que remete experiência única vivida.

No teu olhar leio grafia, celeste a lápide,
Que transporta aos céus, vasta poção anil mar,
Que remete o passado em abastada efeméride.

No teu olhar sinto fluentes rios, almiscarados,
Que respiram ventos de muito amar,
Que remete o presente em escritos enamorados.

® Maria Pessoa 

MEDITAÇÃO




MEDITAÇÃO


No barulho do silêncio profundo 
Medito sobre a minha existência 
Qual a minha missão neste mundo 
Como ser útil com a minha experiência 
Fecho meus olhos para me concentrar 
Oiço apenas o ritmado bater do coração 
Meu espírito começa lentamente a levitar
O meu corpo eleva-se suavemente do chão 
O meu ser transborda de pura energia 
O meu sangue quente aquece o coração 
Minha mão a vontade de escrever poesia
O meu cérebro ordena com muita exatidão 
Que seja a minha missão para todos dias
Em todo o mundo, para todas as populações 
Escrever sem parar as mais belas poesias
Para alegrar sem excepção todos os corações.

Paulo Gomes

CORAÇÃO FECHADO





CORAÇÃO FECHADO


Fechei meu coração
Com chave e cadeado
A vida me deu grande lição
Hoje tenho tudo guardado,

Aprendi muito na vida
Com o sofrer e o amar,
Trabalhei anos sofrida
Vi colegas comigo a chorar

Hoje ao falar com uma delas
Recordei tantos anos atrás
Nos momentos tristes da vida
Dessas amigas sentia carinho e paz,

Os anos foram passando,
Muitas de nós não mais nos vimos
Mas como o destino vai retornando,
Com a nova tecnologia nos reunimos,

O sofrer ainda cá está, e esse não termina
No coração fechado para sempre ficará,
As dores e mágoas que Deus determina,

Joana R. Rodrigues

CORRE POR MIM UM RIO


Arte: Bruno Augusto Gavino


Corre por mim um rio
 

Corre em mim um rio,
que se espraia por campos largos e estreitos,
com águas que correm mansa e lentamente, 
por entre margens diferentes, que se distanciam de mim o suficiente
para me permitir correr em liberdade, sem pressas,
acelerando a velocidade e tornando-me alteroso e vociferante 
quando me comprimem as margens...
...apertando o meu curso sereno, condicionando-o 
por plantarem no meu leito obstáculos que me tornam difícil...

O rio que há em mim é navegável, 
sem correntes e remoinhos
que dificultem o sulcar das aguas serenas,
se souberem respeitar a natural força da água,
coesão admirável de pequenas gotas,
que fazem a força e o segredo do movimento...

A serenidade e a navegabilidade termina quando
as margens se apertam, encurtando o espaço de liberdade, 
por me terem atulhado o caminho com ciúmes, 
amuos, cobranças e demais obstáculos 
a uma serena e sã convivência de troca de afectos
e aí as águas ganham velocidade, 
troam com o embate nos obstáculos 
e têm pressa, revoltosas, de voltar ao largo leito 
onde se colhe Liberdade, Respeito e Confiança...

E aí o rio volta ao silencioso remanso do afecto,
acolhendo quem o queira navegar, 
respeitando-o...
 
Hamilton Ramos Afonso

O TEU OLHAR…




O TEU OLHAR…


O teu olhar é o eterno mar…
A natureza é céu de encantar
E o meu coração é a verve amar.

Rios de azul do teu olhar…
Rios de azul da natureza proliferam
Pelos vasos do meu coração.

O nascer do teu olhar é flor
Que dá beleza à natureza, voam no meu coração
As pétalas, asas que beijam todas as estações.

O teu olhar é o mundo do amor…
A natureza é o universo da poesia
E o meu coração é o sonho do verso.

O meu coração vive pelas constelações
Que abraçam a noite e o dia
Do planeta que tu olhaste um dia.

© RÓ MAR

domingo, 8 de novembro de 2015

UM POEMA SEGUROU-ME AS MÃOS




UM POEMA SEGUROU-ME AS MÃOS 


Estava eu sentado, a escrever um poema,
quando o poema – esse mesmo poema –
me segurou as mãos e me disse que eu as tinha frias.

“Tens as mãos frias”, disse-me o poema que escrevia,
e eu, levando nelas o poema – esse mesmo poema –
juntei-as, e entrecruzei os dedos delas sobre a mesa.

Olhei as mãos, descruzei os dedos e separei-as,
e larguei o poema que escrevia, para escrever outro.
Larguei o tema «saudade» e peguei no tema «amor».

Senti, logo depois, que o poema – o novo poema – 
me puxou pelas pernas. “Levanta-te”, disse-me ele.
E eu vim, amor – para que me segurasses as mãos.

Sérgio Lizardo

In "Poesia com nomes de mulher"


A ALMA DO OUTONO




A ALMA DO OUTONO 


O Outono é uma estação de força interior,
Essa força emanada da mãe-natureza,
Onde palpita a vida prenhe de beleza
Brotando dela, a cada hora, um grão calor.

Ali mora do Outono a alma e a verdade
Que dão sentido à vida em toda a circunstância,
Ali mora também o sonho na distância
Que traz ao ser humano a sua identidade.

Ali palpita a alma em choro de arvoredo,
Ali palpita a saudade de alguém ausente,
Ali perpassa a voz da brisa que se sente
E que agita a memória vestida de segredo.

Ó alma, que és do Outono genuína poesia,
Diz-me qual é a causa desta nostalgia?

Frassino Machado

In ODISSEIA DA ALMA

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

APENAS PASSADO...


Imagem-google

Apenas passado...


Ninguém esquece um grande amor. 
O que acontece é que ele deixa, 
aos poucos, de ser grande. 
Fica pequeno. 
Fica quase imperceptível. 
Mas não existe amnésia pro que mudou 
nossas vidas um dia. 
O que existe é superação. 
E o tempo nos revela um outro amor,
pequeno, que começa crescer e se torna grande. 
Fazendo do passado apenas passado e histórias pra contar...

Madalena Lessa

domingo, 1 de novembro de 2015

PALCOS DA VIDA





PALCOS DA VIDA


Sonhei eu um dia ser actriz
De teatro e de revista,
Mas o destino não me quis
Talvez, não tivesse alma d`artista.

Ao longo da minha vida não imaginava
Num palco declamando poesia.
Não era isso que me desviava,
De tentar fazer aquilo que mais queria

Mas deixei passar os anos sem magia
Sonhos da vida foram desviados
Alguns foram realizados,
Mas dos palcos apenas vibrava com o que via,

Recebi palmas e muitas flores
Também algumas rosas com espinhos,
No meio dos palcos de tantas dores
Viajo na cultura por outros caminhos.
Não seguindo os sonhos que gostaria
Mas uma porta se abriu,
Escrevo nos palcos da poesia,
Um sonho que mais tarde se concluiu

Sempre fui uma sonhadora
Não de voos muito altos
Já me senti uma declamadora
Recitando poesia em palcos
A vida é feita de retalhos
Momentos de alguma euforia
Reformei-me dos meus trabalhos
E hoje não vivo sem a poesia.

Joana R.Rodrigues 

ALMA ROXA…PÁLIDA VIOLETA



Imagem- Open Art 


ALMA ROXA…PÁLIDA VIOLETA


Alma roxa como o vento que se semeia no meu pensamento,
Cipreste articulado como o tempo que vence o meu coração.
Não tenho grandes ilusões, foi apenas um momento…
Vejo, nitidamente, os lilases a crescerem pela paixão.

Foi um tempo louco, cumplicidades que já não voltam,
Eram rosas e muitos cheiros, agora uma pálida violeta
Que já não exala odores, mas ainda há os que amam,
Os que dão vida às suas asas de borboleta.

© RÓ MAR