segunda-feira, 14 de novembro de 2016

PÁGINA DE LIVRO





PÁGINA DE LIVRO


Sou tudo e não sou nada
Sou o nascer da alvorada 
Sou a brilhante madrugada
Sou a montanha encantada 

Sou a paixão desenfreada 
Sou a vontade inconsolada
Sou a lua nova iluminada
Sou o caminho aquela estrada

Sou o destino, a vida marcada
Sou a doce paixão encapotada 
Sou o poema, a poesia declamada
Sou página de um livro arrancada

Paulo Gomes


QUEM SOU OU QUEM PENSO SER...


Imagem - Rêv-éveillée


Quem sou ou quem penso ser…


Nada sou
Nada quero ser
Se algum dia há alguém de mim gostou
Foi azar, podem crer

Sou um zé ninguém
Que por aqui se passeia
Escrevo coisas que não convém
Onde meu coração se enleia

Mas não obrigo ninguém
A ler o que não gosta
Para mim a escrita é um bem
E também uma grande aposta

Aposto apenas para mim
E depois pode ser para outros
Eu gosto do que faço assim
Mesmo que digam que é de loucos

Peço perdão por obrigar
Alguns a me ler
Quando dizem que não querem amar
E que no que eu faço não tem prazer

Mas apenas me lerão
Aqueles que assim o desejem
Se por ventura colhem satisfação
Isso sim, nunca se aleijem

Palavras podem ferir
Mais até que algumas acções
Entram em nós e no nosso sentir
Há que delas fazer certas reflexões

Reflicto em tudo o que faço
Faço mesmo por reflectir
Mesmo que o tempo seja escasso
No meu eu, tudo quero sentir

É por isso que eu escrevo
A torto e a direito
Se a mais eu não me atrevo
É só pela minha falta de jeito

Mas vou continuar a escrever
Da única forma que sei
Em quadras em que o prazer
É tudo aquilo que vos darei

Armindo Loureiro


sábado, 12 de novembro de 2016

A CALÇADA DA VIDA


Arte: Michele Del Campo Tutt'Art@ 


A calçada da vida

 
A vida, 
esta vida, 
a nossa vida,
é como a calçada das ruas,
onde se ouvem,
indelevelmente,
o som dos passos que demos
em direcção um ao outro, 
tímidos no inicio,
titubiantes diria,
mais confiantes logo a seguir
para se ouvirem apressados
quando as nossas almas se entenderam.

Agora
na calçada 
já não se ouvem 
os ruídos dos teus botins,
ficando apenas a memória
do som dos mesmos
quando te ausentaste de mim,
até se reduzirem
ao ruidoso e profundo silêncio...

Em mim,
ficaram porém
boas memórias.

O perfume da tua pele na minha,
quando celebrávamos o nosso amor, 
em longas sinfonias de paixão.

As marcas que deixaste no meu corpo, 
quando o burilaste e facetaste
com o diamante da loucura do teu corpo
entregue sem baias,
sem tabus,
intensamente ao trabalho de sulcar-me 
e deixar-me exausto
mas pleno de prazer .

E o melhor de tudo,
deixaste a tua alma
abraçada à minha
para todo o sempre...

Hamilton Ramos Afonso

 « Amor como o primeiro...», Chiado Editora

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A VIDA QUE TE CONTO


Imagem – Belissime Immagini 


A VIDA QUE TE CONTO


Aceita o meu amor em forma de flor
E caminha de mãos dadas com o olor
Da mais pura rosa que um dia conheceste
E vive este mundo e o outro mais celeste.

Aceita este meu regaço de coração largo
E olha as estrelas, vais ver um luar rosa
A cor de meu amor, de mulher formosa,
Sente este meu olhar e dança comigo.

Aceita este meu estar e entra no meu pensamento
Vive este amor, nem que seja por um momento
E lê o que te diz o teu coração em voz alta.

Sente a vibração do teu proferir pela pauta
Que compõe um céu mais diferente, magneto,
E descobre pétala a pétala a vida que te conto.

© RÓ MAR 


domingo, 6 de novembro de 2016

CAVALEIRO ANDANTE DA POESIA




CAVALEIRO ANDANTE DA POESIA 


Em cavaleiro andante inteiro me tornei
Cavalgando no meu corcel de fantasia
E contra ventos fiz-me ao largo em ma...resia
Confiante na bela estrela que almejei. 

Longa terra, ar e mar, procela ou calmaria,
Madrugadas de insónias que enfrentarei, 
Parto na minha Nau, co´ a lira que sonhei
Para chegar ao nobre Reino da harmonia.

Arvoro em meu castelo a ínclita bandeira
Onde escrevi meus versos, naquela odisseia
Que todo o poeta sempre cria ou semeia,
Na esperança de a tornar a sua mensageira. 

Olhei para ti, ó Liriana refulgente
E, vendo-te no horizonte meu a cintilar,
Quis ir ao teu encontro sempre a cavalgar
Até que veja um novo dia à minha frente …

E à luz desta verdade e desta nostalgia
Serei o cavaleiro andante da Poesia! 

Frassino Machado
In JANELAS DA ALMA


sábado, 5 de novembro de 2016

UMA BELA POESIA




UMA BELA POESIA 


Nas profundezas dos oceanos 
Busquei o mundo perfeito
Livre de mentiras e enganos
Em que o Amor fosse eleito 

Mergulhei intensamente sem parar
Tinha no coração a vontade indomável 
Um desejo enorme de poder encontrar 
Essa fonte de felicidade inesgotável 

Quanto mais mergulhava no mar profundo
Mais sentia a tristeza e o desgosto do mundo
O Amor havia sido complemente abandonado
Já não havia um único coração apaixonado 

Queria reinventar o Amor na humanidade 
Escrevendo quadras soltas repletas de magia 
Em catapulta, em tal número, em tal quantidade 
Para que a vida fosse apenas uma bela poesia

Paulo Gomes

PERFUMAS O MEU CAMINHO





PERFUMAS O MEU CAMINHO


perfumas o meu caminho
no odor com que me banhaste
rasto suave de alegria
em que agradeço e nem me afasto! 

não te quero a branco muito menos a negro
não te quero forma muito menos silhueta e sombra
não te quero grito muito menos silêncio

nem te quero nem não te quero 

não te quero incolor muito menos arco iris plantado
não te quero disforme muito menos fluído casual
não te quero som nem surdez fria e trivial

te quero sem te querer 

numa folha simples e possa beber
o tacto suave das tuas mãos
molhadas pelo brilho de te ver

© Ana Carvalhosa

JÁ FUMEGA...


Imagem - Bellissime Immagini


JÁ FUMEGA...


Já fumega e não vêm da chaminé,
O doce lar e o cheirinho a café...
Escuta-se o sopro do vento desnudando as árvores,
Encolhem-se as cortinas e abre a rota de sabores!

Há um leque de especiarias para adornar os dias,
Nós e os demais confetes que há pela cozinha,
O doce lar e o amor a outras poesias
Engrandecem os dias e abre a rota que nos sonha!

Já fumega e não é que vêm do coração,
O doce lar e o que há pela imaginação
Vestem os arbustos de folhas coloridas!

Há um leque de perfumes suaves pelo ar,
O doce lar e o outono que vem nos habitar,
Abrem-se os portões às chuvas miudinhas!

© RÓ MAR


GUITARRA, DEIXA-ME OUVIR-TE...


Guitarra Portuguesa- Rui Castro Lobo


Guitarra, deixa-me ouvir-te…


Cobre-te com teu xaile
Não deixes teu peito à vista
Na noite se vamos ao baile
Coloca sempre o teu xaile
Pois a olhar há quem insista

E se toca uma guitarra
Tu ouve-la como deve ser
Jamais faças uma farra
Ao ouvir uma guitarra
Ouve-a sempre com prazer

Se por ventura sabes cantar
Aproveita esse momento
De alguém que sabe tocar
E põe a guitarra a trinar
Com todo o sentimento

Do bom fado tenho saudade
Gosto tanto de o ouvir
Essa é que é a verdade
Que me dá grande vaidade
E também um belo sentir

Toca guitarra, deixa-me ouvir
Esse teu som maravilhoso
De te ouvir é o meu porvir
Na beleza que quero sentir
Num trinar de tão airoso

Armindo Loureiro 

AS FLORES E EU




AS FLORES E EU


Fui ao encontro de mim
quis saber os meus passos
encontrei-me num jardim,
onde senti teus abraços...

colhi flores divinais
lírios e rosas em marfim
lindos arranjos florais,...
fui ao encontro de mim.

em caminhos desbravados
encontrei lindas flores,
receando que fossem cardos
encontrei as mais belas cores

Como um jardim de Primavera
e as lindas cores de marfim
quis saber bem quem eu era
fui ao encontro de mim.!!

Perdida no mais belo jardim
eu vi as rosas mais belas
procurei em todas elas
encontrei a flor, que há em mim

Joana R. Rodrigues

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

PINTO-TE COM ESMERO...


Gold Art - Vladimir Kush


Pinto-te com esmero…


É na educação pelas artes
Que eu me sinto rejuvenescer
Por muito que tu me traces
São riscos que me dão prazer
Há equilíbrio e intensidade
No traço que é feito assim
Um traço onde a verdade
Faz com que dele eu esteja afim
A Pintura como tu dizes
Voa no nosso pensamento
Dá.me dias tão felizes
Num olhar com sentimento
Teu corpo ganha vertigens
Quando assim é pintado
No teu olhar são esfinges
Num amor que te é dado
Revela-me o corpo que tens
Diz-me lá se não vale a pena
Rezar-te aqui os améns
Na beleza desta cena
És a mãe natureza
Que eu quero preservar
Num esboço em que a beleza
Salta aos olhos do meu amar

Armindo Loureiro

DOCE BEIJAR


Imagem - Bellissime Immagini 


DOCE BEIJAR


A beleza natura que perpétua o luar,
O gesto alfazemado que prendo em mão,
Tem o brilho de um olhar rés ao coração,
Tem o nome que mui amo recordar.

A frescura dos dias, semeia mui ventos
Que inspiram outros mais que momentos,
Tem a cor vinculada de um certo arco-íris,
Tem o pronúncio que sempre condiz.

A simples flor do ser, que se multiplica,
Tem carisma, que um dia será meu luar,
Que perfuma sempre os dias e os triplica.

A paixão que se adivinha, entrelinhas,
Tem o sonho que um dia verá estrelinhas
Que contam os dias em doce beijar.

© RÓ MAR


quarta-feira, 2 de novembro de 2016

LETRAS DE MAGIA




LETRAS DE MAGIA


Caminhei por onde não devia
Escutei o que eu não queria
Escrevi letras de muita magia
Ensinei toda a minha sabedoria 

Dediquei-me a quem merecia
Esforcei-me com muita alegria 
Ouvi os Sons do nascer do dia
Sentei-me porque já não me sentia

Embarquei ao nascer do dia
Cavalguei num mundo de magia 
Senti na minha mente sabedoria 
Amei realmente quem nunca pensaria 

Iluminei-me com a luz do novo dia
Apaixonei-me com numa fantasia 
Pedi o que nunca na vida pediria
Rebaixei-me a quem nunca rebaixaria

Gravei no meu coração uma poesia
Pensei ser a mais famosa um dia
Imprimi sem parar, a impressora imprimia
Beijei tanto que meus lábios não sentia

Paulo Gomes