segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

ADORMEÇO EM POESIA...


Imagem - Bellissime Immmagini

Adormeço em poesia...


Em poesia adormeço
Sonhando com alegria
Será que nela aconteço
Quando nela há magia

A magia das palavras
Entram por mim adentro
As almas assim as lavas
Com palavras do momento

Não queria adormecer
Sem te ouvir até ao fim
Ouvir-te é o meu prazer
Podes crer eu sou assim

É tão linda a poesia
Se escrita com calor
A mim me dá alegria
E a ela lhe dou amor

Por isso tu escreve
Diz o que te vai na alma
Que alguém o subscreve
Sem sequer perder a calma.

Armindo Loureiro 

UM MAR DE DISTÂNCIA


Imagem - Imagens do Mar


UM MAR DE DISTÂNCIA


 Separa-nos um mar
suave fragrância desprende-se das ondas
quando penso em ti.
Entro nesta imensidão que és tu
música que desperta meu olhar difuso
perdido em ti.
Sentimentos que se envolvem nas ondas
que de ti saiem
essência ampla de mistérios profundos
que em ti se escondem.
Trémulo desvendo-te de um olhar só
como as ondas que arrebentam na praia.
Espero-te só
no deserto imenso
minha vida
sujeita às marés do mar revolto.

Fernando Figueirinhas

PALAVRAS




Palavras


Quando decidir sair deste voluntário silêncio
no meio de tanto ruído
Deus me ajude a escolher as palavras,
para que elas não tenham,
o peso de pedras lançadas por fundas,
ou o gume aguçado de um punhal,

As palavras,
que pesam mais que pedras
lançadas em direcção a alguém
são bem mais traiçoeiras
que as pedradas,
porque destas podes desviar-te
e elas passam-te ao lado,
mas as palavras atingem-te
sem saberes de onde elas vêm.

Do mesmo modo
se elas saírem
com o gume cortante do punhal,
atingem o seu alvo derrubando-o
ao passo que o punhal
pode ser desviado com mestria…

Que elas saiam
com a leveza das penas das aves…
que servem apenas, e só,
para adornar e proteger o corpo indefeso…

Quando este ruído terminar
é tempo de deixar o voluntário silêncio 
e oxalá encontre razões
para que a minhas palavras não tenham 
a contundência de pedradas,
ou a fina e cortante precisão da lamina, 
mas a suavidade da ternura…

Hamilton Ramos Afonso

E EU?? QUEM SOU EU??




E eu??
Quem sou eu??


um pedaço de chuva,
um bago de uva,
para degustação,
bocadinho de lua,
um resto da tua,
a velha canção,
que de tão tocada,
não sobrou mais nada,
só recordação...

sou mar revolto,
perdido sem, porto,
sem cais de tração,
um pequeno navio,
sem navegar,
sem rio,

teu corpo está frio,
da minha emoção,
um pequeno cipreste,
na falésia agreste,
do teu coração,
deixei poluí-lo,
deixei de ouvi-lo,
deixei de senti-lo,
bater-me na mão,
deixei-te voar,
debaixo do meu olhar,
ofereci-te,
à multidão...

fecho os olhos,
para não ver,
a vontade de querer,
uma volta,
de paixão,
mas uma vez,
que é perdida,
já esvaziou,
de uma vida,
e só resta a

ilusão...

e eu??
Quem sou eu??
Nada mais,
que o teu,

chão...

rosamar

CHUVA DE PÉTALAS





Poema e Imagem de Paula Delgado


ESTRELA CADENTE


Imagem - Google


ESTRELA CADENTE


Desliza no céu meteoro bonito,
Na chuva do acaso a bailar altaneiro,
Feliz trajetória a portar um escrito,
Nascido da prata do luar brejeiro.

Estrela garbosa a descer velozmente,
Temia esvair-se ao entrar no portal,
Chegar ao destino esperava veemente,
E assim, seu poema teria um final.

A sorte sorriu para a estrela menina,
Que chegou na terra em nuvem cristalina,
E pousou feliz nos encantos do verso.

A estrela formosa chorou comovida,
Trouxera da lua uma história florida,
Pediu para o vento soprá-la ao universo.

Elair Cabral