terça-feira, 25 de setembro de 2018

GOSTARIA DE SER POETA




GOSTARIA DE SER POETA


Não sou poeta, gostaria de ser poeta,
Poeta, tal como Camões ou Pessoa,
O que eu escrevo tem pouco valor,
Comparado com os versos d' amor,
Que Camões escreveu, de paixão,
Com muito talento e inspiração.

Eu sou um pobre candidato a poeta,
Faltam-me os amores de Camões,
Tive promessas d' amor frustradas,
Que me deixaram sem esperança,
E não mereceram minha confiança,
Criando-me desilusões e chagas.

Por estar apaixonado pela poesia,
Vou andar com ela de braço dado,
Como se fosse seu fiel namorado.
P'ra me dar a inspiração desejada
Beberei na poesia meu belo prazer
D' um virtual amor, eu poder viver.

Ruy Serrano

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

A MELODIA DA POESIA !!!...


Bellissime Immagini


A MELODIA DA POESIA !!!...


Poesia!...
Pensamentos ditados p'la alma que sonha...
Onde cada frase está envolta em magia!...
Canta o Sofrimento... o Amor... Alegria...
Doce... Dorida... Feliz... por vezes medonha!...
Melodia!...
De harpa de sonhos p'los Deuses tangida...
Que ecoa no espaço... qual átomo pleno de vida!...
Caótico de sereias, que emergiu da bruma...
É um arco íris que nos encanta... e se esfuma!...
Poesia!...
É Musa que inspira o poema e a prosa...
Como cravo nascido... numa haste de rosa!...
Melodia!...
Que nasce dos sons, que ás palavras responde;
Envolvendo a poesia num manto;
Que as guarda e esconde!...

domingo, 23 de setembro de 2018

BAILA A FOLHA DE OUTONO


Imagem - Art of God and Nature


BAILA A FOLHA DE OUTONO


De árvore em árvore saracoteia 
A folha amareleja e cai pelo espaço,
Acobreando-o de outra vida,
Que a recebe de braços abertos
Pois acredita que a mudança é vida
Que se tem de olhos abertos.

De mão em mão ao som do vento
Baila a folha de Outono,
Leve, muito ao de leve, se penteia
E descreve o momento
Em que o sol em seu movimento
Passa pelo equador celeste.

De dia e de noite, sempre igual,
A folha rola, no sopro de um abraço,
O equinócio do Outono
De setembro a dezembro pelo hemisfério norte 
(Outono boreal) e de março a junho
Pelo hemisfério sul (Outono austral),
Dando ao tempo margem que componho. 

De verso em verso, ao vento,
Baila a folha de Outono.

© Ró Mar

sábado, 22 de setembro de 2018

É DIFÍCIL SER POETA




É Difícil Ser Poeta


É difícil pintar como poeta
há luz e cores no meu versar
Tenho poemas de tinta violeta
Sou livro aberto para agradar.

Gemem em mim aromas de flores 
Brilham estrelas como no céu
Quando me inspiro é nos amores 
e o que escrevo digo que é meu…

O que me exalta o olhar vê
dá-me motivos para fantasiar 
Agradeço a quem me lê
assim me preencho a poetar. 

Versejo para não me sentir só.
a alma necessita se alimentar
dou o que escrevo a todos vós
prossigo balançada no sonhar.

Minha mente é um vaivém
com mil vivências da vida.
Quando choro por alguém
é por tristeza muito sentida..

Acalentem-me como poeta
pois me deleito na escrita
minhas dores não são secretas
revelo-me nelas e sou bendita.

Levo a poesia além de oceanos 
escrevo sem parar o seu antevir
não creiam nos versos profanos
chegam-me à mente para mentir...

© Maria Lúcia Saraiva

VERSOS DO CORAÇÃO




VERSOS DO CORAÇÃO


Amor, quando te vejo assim tão linda
Envolta no teu belo sorriso de marfim,
Só te quero ter sempre ao pé de mim
Porque sinto que te adoro mais ainda!

Como gratidão não é uma palavra vã
Aqui tens os meus versos do coração:
Vão encapados no perfume da manhã
Separados por pétalas de imaginação!

Não sei que impercetível sentimento
Me atrai a ti amor, neste momento,
Em que tenho muito gosto de viver!

Sei, querida, que vivo sempre na ilusão
De te poder continuar a ter no coração!
Caem-me lágrimas de alegria por te ver.

SONHO DE SEREIA




Sonho de Sereia


Adoro estar na praia à tardinha,
sentindo aquela brisa e o 
barulho das ondas a rebentar...
São sensações únicas que nós 
nos deixamos levar...
À sombra do chapéu de sol
fechei os olhos e fiquei ali a sonhar...
Imaginei-me uma sereia a nadar
nas profundezas do mar
e a vislumbrar todas as belezas marítimas;
vi algas, corais e peixes
e todos eles me cumprimentavam.
Fui ter a um castelo 
onde viviam outras sereias,
havia música no ar e andei a dançar.
Quando vim embora, ofereceram-me
uma taça de champanhe 
e umas ostras divinais...
Regressei ao mar e acordei...
Tudo aquilo tinha sido um sonho...
Será?
Olhei em redor e sorri
estava sozinha,
a minha família e amigos estavam no mar,
juntei-me a eles e a nadar
mergulhei por baixo de uma onda tão bem,
tal como uma sereia...
ri, brinquei muito e recebi dois beijos carinhosos;
um do meu marido e outro do meu filho que exclamou:
- adoro nadar...
parece mesmo que nasci no mar!

© Bernardina Pinto