sábado, 13 de janeiro de 2018

ESTE POEMA...


Imagem - Beautiful world. Nature, love, art.


Este Poema…


Um Poema foi escrito
Para tu leres com atenção
É um tema tão bonito
Como um grito de paixão

Nada me prende ao poema
Não é mito que eu defenda
Este escrito é um dilema
Para a flor que me entenda

Seu aroma a alfazema
Com uma cor bem iriada
Criou em mim um lema
Eu o defendo, coisa amada

Dá-me pois o teu calor
Vem ver uma fita comigo
Na beleza do meu amor
Há muita coisa que não digo

Armindo Loureiro 

SINFONIA DO AMOR!!!...




SINFONIA DO AMOR!!!...


Está Cupido a chegar;
O Amor anda no ar...
A voar... a voar!...
As setas não vão parar;
Cupido as vai lançar...
Acertar... sem errar!...
É Amar... é Amar!...
Melodias a soar;
Sinfonias o tocar,
Como pombas a voar;
Sem parar... sem parar!...
Há corações a vibrar;
Rouxinóis a cantar,
E estrelas a bailar;
Brilhando ao Luar!...
Ao longe as ondas do Mar;
Vão as areias beijar...,
A molhar... vão banhar!...
Raios de Sol a tisnar;
Faz os rostos brilhar...
É Amor a chegar.... a chegar!...
É viver... é sonhar... é sonhar...
É Cupido a tocar;
Sinfonia do Amor,
Sinfonia de Amar!...

António J. A. Cláudio

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

O AMOR... DESEJO DE AMAR


Imagem - IN$PiRATiON 


O AMOR... DESEJO DE AMAR


O amor é desejo, muito requintado,
Serve a mestria, em taça dum frio/quente,
Consoante a percepção do ente lado a lado,
Num acaso que o tempo estima e sente.

Cúmplice momento que, transborda penas
Dum universo onde existe um apenas 
De realidade, passa o resto duma vida
Apelidado utopia, magia real dum dia.

Tempo indefinido que soletra dia a dia
O semblante que houve num singelo olhar,
Num beijo inocente, abraço de magia,

Num acaso que o tempo quer memorar,
Cúmplice momento que, inventa alegoria,
Numa poesia inscreve desejo de amar. 

© Ró Mar

E PORQUE AINDA TE AMO...


Arte: Igor Goncharov 


E porque ainda te amo…
 

O que eu perdi, 
quando me ausentei,
está por mim guardado em recordações,
umas na gaveta da saudade, 
outras na cómoda do esquecimento 
e umas quantas, na palma das minhas mãos, 
no mais ínfimo milímetro da pele dos meus dedos
que te mapearam o corpo.

Quer queiras 
quer não queiras,
no fundo quer nós queiramos 
ou não queiramos 
a verdade é que essas recordações
acabam, todas, por ser guardadas em palavras 
que com o seu inconfundível som 
me levarão ao sítio onde te voltarei a encontrar…

domingo, 7 de janeiro de 2018

PRECISO-TE




Preciso-te


Gostava de te fazer sentir esta distância de nós. Este tempo perdido sem o som da tua voz. Ou o que resta de mim.
Sem o brilho dos teus olhos ou mesmo a incerteza de os ler. Sem o cheiro do teu corpo. Somente a vontade de o ter.
Queria que sentisses a falta que provocas em nós. Que acreditasses nas palavras que te calo, ou nas baladas que não te canto.
Que sentisses o sabor dos meus lábios, mesmo que fechados no seu desencanto. Perdidos num doce e amargo pranto.
Gostava que ouvisses o chilrear do meu peito, em cada madrugada que acordo desfeito. Pela tua ausência. Pelo teu vazio. Pelo teu silêncio.
Queria que voltasses atrás e me levasses contigo. Ao tempo em que, pouco sabendo, tudo falávamos de nós.
Em que sorriamos, por tudo e amávamos, por nada. Em que a vida, para nós, era uma única e só estrada. Aquela que o destino nos indicava.
Nessa altura, as palavras que me saiam da boca ou que eram, docemente, desenhadas por meus dedos, ficavam coladas em ti e não passavam daí. Morriam num paraíso de nós. Só nosso. Tranquilamente nosso.
Depois, com o passar dos anos, as minhas palavras viajaram para mais longe. Hoje sei que para longe demais. Para lugares desconhecidos e pessoas inexistentes. Levadas pelo vento ou em forma de livro. E por lá foram ficando. Num rumo desconhecido e imortal. Que julgava ser o paraíso. E não era.
Porque, ficando mais perto do infinito, permaneceram mais longe de ti. E tu és a minha galáxia, Não a troco por outra. Não consigo flutuar para além do cosmos.
Não quero permanecer no refúgio dos deuses, se, para isso, tiver que te perder. Prefiro voltar ao teu ser. Preciso de te respirar, como respiro as ideias. Necessito de te sentir, como sinto as palavras. Porque tu és o verbo. O ser. O sentido.
Peço-te, por isso...deixa-me voltar. Para mim, para ti, para nós. Faz-me sentir a força da vida como se não estivesse, ainda, irremediavelmente perdida. 
Faz-me acreditar. Só tu o poderás fazer. Só em ti existe esse poder.
E, por favor...pede-me para ficar!

Mário Filipe Neves

PERDI O MEU AMOR




PERDI O MEU AMOR


Andava distraído e perdi o meu amor,
Não sei se partiu se alguém o levou,
Fiquei lavado em lágrimas amargas,
Sal que os meus lábios saborearam.

Perdi o meu amor, sem saber porquê,
Como uma flor que assim esmoreceu,
Rosa perfumada do meu rosal, no céu 
Estará protegida dos muitos assédios.

Perdi o meu amor, castigo este meu,
Mau tempo, chuva e frio aconteceu,
Nesta vida de tempestades, sobrou
O pouco que já tinha, tudo acabou.

Perdi o meu amor, outro não quero,
Amor como aquele é raro na Terra,
De o ter de volta ainda eu espero,
Nem que tenha de ser uma fera.

Ruy Serrano