terça-feira, 15 de agosto de 2017

CAMINHAR




CAMINHAR


Caminho por este Mundo
Sem hora nem destino
Não sei de onde sou oriundo
Nem qual foi o meu ensino

Caminho por esta estrada
Sem uma rota marcada
Logo no início da madrugada 
Com o nascer da alvorada 

Caminho apenas por caminhar
Sem ter um destino marcado
Tentando minha mente inspirar
Neste dia triste e enevoado

Caminho sempre ao nascer do dia
Pelas margens do meu rio de eleição 
Declamando em voz alta a minha poesia 
Que foi escrita com a tinta do meu coração 

Paulo Gomes

DOU-TE A MÃO




DOU-TE A MÃO


À tua mão estendo
o meu corpo de verbo
dou-te a mão 
e conto-te meu segredo
de azul paixão
vermelha intenção
tocar a ponta dos teus dedos
e coroar a nossa união
perdida no silêncio
das palavras de sempre e então
uma letra miúda e pequena
que se estende no universo
no eco do horizonte 
um pulsar de coração
és tu meu irmão
uma folha caída na calçada
uma outra ainda despida
da tua sólida letra
que faz-se mantra
ilumina e conforta
todo o alfabeto 
que a linha divide e comporta
uma outra linha
que ninguém se importa
estendida no verbo do teu corpo
dás-me mais do que a mão
algo que não se define
por não ter definição
é incondicional e com razão
a promessa que cumpro missão

© Ana Carvalhosa

AMIGO... SEMPRE MUITO MAIS QUE O SOL A NASCER!


Imagem - Bellissime Immagini 


AMIGO... SEMPRE MUITO MAIS QUE O SOL A NASCER!


Ah, que maravilha ter um amigo e muitos,
Sentir luz de vida em todos os minutos;
Sentir ar primaveril em todos os segundos
E passar os dias a olhar os mundos!

Ah, que alegria, ver crescer amizades,
Sentir que as horas passam sem desgastar;
Sentir que os dias ficam para recordar
Os mais belos momentos, os das verdades!

Ah, minha alma resplandece em torno do luar
Qual é, nada mais nada menos que, um amigo
Que me quer mui bem e eu também o quero amar!

Ah, meu coração farto pelo genuíno ser
Qual é, nada mais nada menos que, um abraço
Amigo... sempre muito mais que o sol a nascer!

RÓ MAR

DO ANOITECER AO AMANHECER




DO ANOITECER AO AMANHECER


Batem as horas no relógio de parede,
Ao ritmo do bater do meu coração,
Imagino-me a balançar numa rede,
Como se estivesse no meu colchão.

Tocam 12 badaladas da meia noite,
E eu sem sono a escrever poesia,
Escrevo tudo que a vida me inspira,
Busco temas actuais de interesse.

Uma badalada diz que é uma hora,
Já vou no segundo poema, o sono
Anda arredio, não vem, não cobra
O tempo que tenho para escrever.

Duas badaladas tocam e a poesia
Fluí como rio de águas cristalinas,
Que corre ligeiro por entre fragas,
Emitindo sonoridades de harpas.

As três badaladas não se atrasam,
Acham que se devem intrometer,
Pra me avisar que o tempo passa
E a poesia escrita se tornar chata.

O sono anda arredio e as quatro
Badaladas insistem pra eu parar,
Suspender a poesia e me deitar,
Antes do amanhecer sem dormir.

Tocam enfim as cinco badaladas,
As horas já se acham cansadas,
E eu também estou com vontade
De dormir, não irei mais insistir.

Já o sol penetra no meu quarto,
Com o tocar das seis badaladas,
Quando eu me apercebo do dia
Que recomeça para nova etapa.

Ruy Serrano 

VIVER A SONHAR




VIVER A SONHAR


Visitei uma galeria
olhei uma tela antiga
e adorei a alegria,
que imagem transmitia
num olhar de rapariga,

A cor da tela brilhava
no olhar daquela princesa
havia tanta beleza,
que eu fiquei deslumbrada
e quis ter a certeza
se era eu que então sonhava,

Qual não foi minha surpresa
quando então eu acordava,
senti-me uma princesa,
no meio da natureza,
sonhando, com uma tela pintada,

Com meu olhar já disperso
no meio da natureza,
contemplava o universo
eu vi, tanta beleza,
que mesmo a sonhar não esqueço.

Joana R. Rodrigues