sexta-feira, 9 de maio de 2014

MOMENTOS DE MEDITAÇÃO




“MOMENTOS DE MEDITAÇÃO”


Caíam folhas ao meu lado
Neste outono morno e claro;
Lanço o olhar ao meu passado
E com o outono me comparo!

Folha velha, de grande beleza,
Em cores vermelhas e amarela;
No tronco onde estavas presa
Eras como uma lágrima singela.

Como lágrima simples tombaste
Com uma suave brisa outonal;
De saudade chora agora a haste
Seiva, num verde pranto vegetal.

Também tenho saudade da vida
Que lá foi passando e já não volta!
Como a minha primavera querida
Junta com a sua formosa escolta.

Alfredo Costa Pereira

É TARDE MEU AMOR...



É TARDE MEU AMOR...



É tarde meu amor... o céu já não tem estrelas e o sol adormeceu esperando mais uma noite sem gestos...tão tristemente silenciosa morrendo em cada sulco da minha pele...em cada olhar vazio no fundo da madrugada onde nasce a solidão e as minhas mãos adormecem vazias como quem afaga o silêncio... como quem acaricia as últimas rosas que floriram no meu corpo.
É tarde meu amor... já nem sinto a alma... o meu coração gelou... as asas estão quebradas e os sonhos já não sabem voar...o meu corpo adormeceu deitado nos meus braços...num lugar vazio por entre as cinzas da memória onde talvez sejas apenas a recordação de um sonho onde não estou.

É tarde meu amor...mas ainda te quero dizer que desejo a tua nudez acariciando os meus dedos...o teu corpo no meu corpo como uma suave melodia de Outono... como um poema escrito em silêncio nas minhas mãos de espera... na minha boca murmurando desejos... na minha voz sussurrando como quem pede... como quem morre na noite vazia.
É tarde meu amor...a minha alma despiu-se de mim... a dor deixou de doer e as feridas vão sarar com o tempo... na recordação do que fomos e na saudade do que deixámos de ser e que ficou guardada num lugar que é apenas meu... num instante que se perdeu na memória do tempo onde se desfizeram em cinzas as últimas chamas de um verão em Dezembro.
É tarde meu amor... já não me consigo inventar para voltar a ser criança... no fundo dos meus olhos já não há arco-íris... a minha boca apagou o sorriso e o meu rosto perdeu a beleza de um tempo de onde não se pode voltar... pedaços que não se podem juntar e mágoas que não se podem apagar... amantes que não se conseguem inventar e mãos que não se conseguem entrelaçar... sonhos que se desfizeram em cinza nos corpos que não adormecem no mesmo leito.
É tarde meu amor... de nós apenas restou o silêncio adormecido no meu olhar e o Inverno dos teus gestos... os fios de lembranças que escorrem dos meus dedos como carícias adormecidas...murmúrios silenciosos ecoando no entardecer da ternura onde o teu corpo é apenas o espelho embaciado dos meus sentidos e o meu corpo é apenas um corpo só.
É tarde meu amor...as noites já não me sussurram desejos... a minha pele já não se perfuma de amor e a minha boca é apenas a memória de um beijo num murmúrio silencioso...um sopro de eternidade de quem já nada espera.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

O CUPIDO DE ESTRELAS


Imagem - Open Art



O CUPIDO DE ESTRELAS


Silenciam-se os ventos nas penas
Níveas que pelo papiro esvoaçam,
E, transparentes celestes brotam,
Borboletas anis que pautam a alma.

Espirais pelas rendas que se inventam,
No tom uno, as que escrevem de coração;
Cupido que se adormece na alma,
O mais perfeito sono, divino.

Voluteia-se a concha no oceano,
E, eis que surge um mar de mui pérolas
Que se cintilam nas parábolas.

Não são fantasias, são as mais belas
Poesias, que se florescem plenas
De candura, o cupido de estrelas.

® RÓ MAR 


quarta-feira, 7 de maio de 2014

OLHAS PARA O PASSADO DE COSTAS VOLTADAS PARA A FRENTE?




Olhas para o passado 

de costas voltadas para a frente? 


Olhas para o passado de costas voltadas para a frente? 
Então, quando te voltares de novo
já o melhor do amanhã poderá ter passado por ti.
– O futuro é feito do presente que,
ou vê os teus olhos e se deixa ficar
ou, não os vendo, se esgueira e vai, e não volta.
É nos olhos que os amanhãs vivem,
e eles procuram vistas de mais e horizonte por cima.
Prossegue. Continua-te. 

Sérgio Lizardo 

FAZ PARTE DO MEU VIVER


FAZ PARTE DO MEU VIVER


Essencial na minha vida!
Amor!
Paixão!
Alegria!
Três sentimentos vitais!
Vivem no meu coração
Apesar de outros mais!
Estes são a minha razão.
O amor que sinto por ti!
Companheiro de longa data
Sem ti a vida é monótona
Sinto-me feliz por ser tua amada.
A paixão que tenho pela poesia!
Dos meus dias é companheira
Envolve-me o coração e a mente
Não sei viver de outra maneira.
A alegria me faz muito feliz!
Por ser mãe de uma filha muito querida
Do meu genro que é muito meu amigo
São a alegria dos meus dias e minha vida.
Vivo um dia de cada vez!
Com muitas amizades e carinho
Sou sincera para todos e para os meus
Vou seguindo, assim meu caminho.