segunda-feira, 16 de novembro de 2015

MEDITAÇÃO




MEDITAÇÃO


No barulho do silêncio profundo 
Medito sobre a minha existência 
Qual a minha missão neste mundo 
Como ser útil com a minha experiência 
Fecho meus olhos para me concentrar 
Oiço apenas o ritmado bater do coração 
Meu espírito começa lentamente a levitar
O meu corpo eleva-se suavemente do chão 
O meu ser transborda de pura energia 
O meu sangue quente aquece o coração 
Minha mão a vontade de escrever poesia
O meu cérebro ordena com muita exatidão 
Que seja a minha missão para todos dias
Em todo o mundo, para todas as populações 
Escrever sem parar as mais belas poesias
Para alegrar sem excepção todos os corações.

Paulo Gomes

CORAÇÃO FECHADO




CORAÇÃO FECHADO


Fechei meu coração
Com chave e cadeado
A vida me deu grande lição
Hoje tenho tudo guardado,

Aprendi muito na vida
Com o sofrer e o amar,
Trabalhei anos sofrida
Vi colegas comigo a chorar

Hoje ao falar com uma delas
Recordei tantos anos atrás
Nos momentos tristes da vida
Dessas amigas sentia carinho e paz,

Os anos foram passando,
Muitas de nós não mais nos vimos
Mas como o destino vai retornando,
Com a nova tecnologia nos reunimos,

O sofrer ainda cá está, e esse não termina
No coração fechado para sempre ficará,
As dores e mágoas que Deus determina,

Joana R. Rodrigues

O TEU OLHAR…




O TEU OLHAR…


O teu olhar é o eterno mar…
A natureza é céu de encantar
E o meu coração é a verve amar.

Rios de azul do teu olhar…
Rios de azul da natureza proliferam
Pelos vasos do meu coração.

O nascer do teu olhar é flor
Que dá beleza à natureza, voam no meu coração
As pétalas, asas que beijam todas as estações.

O teu olhar é o mundo do amor…
A natureza é o universo da poesia
E o meu coração é o sonho do verso.

O meu coração vive pelas constelações
Que abraçam a noite e o dia
Do planeta que tu olhaste um dia.

© RÓ MAR

domingo, 8 de novembro de 2015

UM POEMA SEGUROU-ME AS MÃOS




UM POEMA SEGUROU-ME AS MÃOS 


Estava eu sentado, a escrever um poema,
quando o poema – esse mesmo poema –
me segurou as mãos e me disse que eu as tinha frias.

“Tens as mãos frias”, disse-me o poema que escrevia,
e eu, levando nelas o poema – esse mesmo poema –
juntei-as, e entrecruzei os dedos delas sobre a mesa.

Olhei as mãos, descruzei os dedos e separei-as,
e larguei o poema que escrevia, para escrever outro.
Larguei o tema «saudade» e peguei no tema «amor».

Senti, logo depois, que o poema – o novo poema – 
me puxou pelas pernas. “Levanta-te”, disse-me ele.
E eu vim, amor – para que me segurasses as mãos.

Sérgio Lizardo

In "Poesia com nomes de mulher"

A ALMA DO OUTONO




A ALMA DO OUTONO 


O Outono é uma estação de força interior,
Essa força emanada da mãe-natureza,
Onde palpita a vida prenhe de beleza
Brotando dela, a cada hora, um grão calor.

Ali mora do Outono a alma e a verdade
Que dão sentido à vida em toda a circunstância,
Ali mora também o sonho na distância
Que traz ao ser humano a sua identidade.

Ali palpita a alma em choro de arvoredo,
Ali palpita a saudade de alguém ausente,
Ali perpassa a voz da brisa que se sente
E que agita a memória vestida de segredo.

Ó alma, que és do Outono genuína poesia,
Diz-me qual é a causa desta nostalgia?

Frassino Machado

In ODISSEIA DA ALMA