segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

"TU SABES BEM QUE O AMOR"


Imagem: Amar sempre


"Tu sabes bem que o amor"

 
Tu sabes bem que o amor
Não são só três dias
De Carnaval, uma flor
Num beijo de poesias!

Tu sabes bem que o amor
Não é o que seduz
Num dia de jantar à luz
Das velas do anterior!

Tu sabes bem que o amor
Não é só no Natal,
Ou, numa data festival,
Porque ousas desamor?

Tu sabes bem que o amor
É pão do dia a dia,
Nosso ninho protetor,
Expressão de harmonia!
 
© Ró Mar  

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

AMANHECER




AMANHECER


Como é cintilante este novo amanhecer
após a noite de diva enfeitiçada
que se despediu ainda de madrugada
para calmamente aos aposentos recolher.
Vi … vi surgir no seu lugar
a transcendente e luzidia claridade
… claridade matinal
embriagada de magia
que me embala em nostalgia
e me faz arrepiar.
A manhã parece envergonhada
um pouco desconfiada
como se ainda fosse noite
ou não fosse este o seu lugar.
Com os olhos descerrados
já via raios de Sol
que rompiam por entre arvoredos
em horizontes sem medos
que os avisto sem querer.
Sou … sou como o Sol
também eu tento romper
as trincheiras dos lençóis
e tudo o que possa comprometer
aquele meu salto do leito
deixo-o assim mesmo desfeito
para debelar o parapeito
e sair p´ra minha rua
que agora não está nua
porque o dia já nasceu.

sábado, 15 de fevereiro de 2020

[N]AMORADOS


Imagem: Bellissime Immagini 


[N]AMORADOS


Namorados, ninhos naturais
Novelados num nobre nó na noite, 
Namorando nalguns naipes naturais.
Ninguém nega novidades normais,
Namorados não nocivos, normalmente 
Namorando na nuvem, num Neptuno
Nutritivo, nosso núcleo namoradeiro.

Namoro! Namorávamos no nosso ninho
Noutros níveis, nariz no nariz,
Namorávamos numa natureza nítida
Nexo num nexo, nossas novidades,
Néctar nobre naquele namorar,
Nada nem ninguém, nós namorávamos
Na natureza, nuances naturais!

Namoro-te, namora-me... Nelinho,
Num Nilo, noutro, numa nascente nossa
Noutra, noutra... naquela nossa nuvem,
Não na net numa nudez neurótica!
Namora-me nariz a nariz, numa nórdica
Nuvem, noutra, num natural ninho
Na nota nó, no número nove, noutro
Número, no noventa, no novecentos...
Namora-me... naquele nascer nosso!

Nosso namoro, novela notória,
Navegado numa, noutra nuvem natural,
Nomeado nas nações Nobel: "Namorados", 
Noticiado nos novos noticiários!
Nós nunca namorámos na net, não!
Navio navegado numa nuvem naturalíssima,
Nada, nem ninguém, nós navegámos
Na nossa nuvem, num nó nobre, não
Noutro namoradeiro, notados nós, nunca!?

Nós namorámos namorando nas nuvens,
Nada, nem ninguém, nós namorámos!
Namorei-te, namoras-te-me... Namoradinho, 
Namoro-te, namora-me... novamente,
Numa, noutra nota, num nascer nosso, 
Namorando, nicando nas nuvens,
Namora-me... naquele nascer nosso,
Nada nem ninguém, nossos neurónios, 
Nosso nome, nós "Namorados"!

SOMOS ETERNOS ENAMORADOS!




Somos eternos enamorados!


Vem amor, tenho vontade de saborear
a tua boca e teu corpo com sabor a mar,
mil beijos te dar e depois te amar,
trocar carícias, a paixão está no ar.

Somos namorados de mãos dadas,
que adoram passear e sonhar,
somos como duas flores perfumadas
que gostam de ser regadas pelo luar.

Somos dois seres apaixonados
mantendo acesa a nossa paixão
com beijos e desejos saciados,
entre nós, há amor e muita união.

Meu amor, fecha porta e vamos voar
para o nosso mundo de fantasia,
deixa tudo lá fora, traz o desejo de amar
e deixar os nossos corpos fazer magia.

ODE AOS NAMORADOS





ODE AOS NAMORADOS 


“No Dia de São Valentim”


Pela rua abaixo, pela rua acima,
É um dia especial para festejar
- Quero provar minha laranja-lima
Que, com meu amor, irei saborear.

Pela rua acima, pela rua abaixo,
São horas passadas, horas a correr
Caminhando só, nada cabisbaixo,
De pés cansados, quase sem doer.

Não me quero assim, só desejo amor,
Dele estou à espera pacientemente,
Dois em um, fácil é calar a dor,
E mais fácil é caminhar em frente.

Vai cantando o cuco, canta a cotovia,
E ao longe vem a ágil primavera,
Minha fruta fresca é de fantasia,
Morangos, kiwis, olha quem mos dera.

Eu bati à porta, mexi na janela,
Já passeava o sol pelo seu jardim
Como namorado, vou chamar por ela
E dizer-lhe agora: sou o Valentim.

- Anda, ó Joana, eu quero-te beijar,
- Vou, meu Valentim, dá-me a tua mão.
E os dois lá foram, rostos d´ encantar
Jurando, um ao outro, acender paixão.

Valentim, Joana, como é grande o mundo
Quando grande for o vosso coração
Um e outro, dão-se em amor profundo
Que belo ramo faz tão santa união.

Dois sorrisos brotam d´ apertado nó,
O melhor fermento é levedar a vida,
E quatro braços, num abraço só,
São para o futuro estrada de saída.

Joana, Valentim, jovem par de espanto
Sabem qu´ amanhã serão mais que dois
Outro ser, porém, chegará de encanto
Quando o coração s´ escancarar depois.

Este mar da vida não é só um sonho
E o seu horizonte por vezes é estreito
Navegar importa de olhar risonho
E de esperança viva a palpitar no peito.

Longa é a viagem de um para outro lado
A confiança a dois é bandeira ao leme,
Para prevenir estorvo indesejado
Haja fé e amor, quem os tiver não teme.

Dia de Namorados e de São Valentim,
Quem nos dera a nós fosse todo o ano,
Como bom seria outro mundo assim
Sempre amor eterno, longe o desengano!

© Frassino Machado

In OS FILHOS DA ESPERANÇA