segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

AMOR E AÇUCENAS


AMOR E AÇUCENAS

 
Perante todos... e também perante a vida,
bem antes que você tenha novas atitudes,
voltemos juntos a nosso ponto de partida.
para que versos fluam leves, menos rudes.
 
Venha comigo lembrar a palavra esquecida,
entanto, para dizê-la, eu peço que me ajude,
pois trago estrelas duma noite inesquecida.
Traga o seu amor e as açucenas dos açudes!
 
Tanta beleza posso ofertar generosamente
em poemas que crio além de toda fronteira,
e que extrapolam meus limites, loucamente.
 
São os astros duma noite perdida - a brilhar
na lembrança, que ficará eterna e derradeira,
nessa sua poeta, que morrerá de tanto amar!

© Silvia Regina Costa Lima
São Paulo – Vinhedo - Brasil
14 de fevereiro

O LENÇO DOS NAMORADOS




O Lenço dos Namorados


Neste meu poema bordado
Em linho fino com esmero
Vou pôr verso enamorado
Pró amado que tão quero.

Ponto a ponto faço a cruz
Em linha de todas as cores
E desenho o que o seduz,
Também ponho umas flores!

Com toda a alma e coração
Cá vai um verso à maneira
P'ra lhe dar minha paixão
E o sentir à minha beira.

Vai o passarinho a voar,
Vou eu no jardim a passear;
Se ele pousar vou-lhe dar
Gracejo, o lenço acenar!

Ah, versos lindos de amor
Sei-os decore e tenho ao molho,
Ainda que meu afã amador
Só não lê se for zarolho!

E se se embeiçar p'lo recado
É moço p'ra namorar
E eu que nem olho pró lado,
Dancemos p'ra celebrar!

Este dia dos namorados
Com o amor envergonhado,
O Lenço dos Namorados
É o nosso tão desejado.

© Ró Mar | 02/ 2022

DESEJO SEM REDE




DESEJO SEM REDE


Acordei-te-devia ter pensado
Que ainda descansavas dessa noite
O dia tinha agora começado
Alvorada do tempo teu acoite

Perdida bocejaste loucamente
Duma voz diferente das estrelas
Em delírio sem horas minha amante
Encruzilhada em sóis sem ter nem vê-las

Tão longe tu estavas da cidade
Que eu te queria bem aqui mostrar
Disse-te vem olhar a claridade
Que o sol brilha aqui só… sem teu olhar

Disseste não – que pena – ao meu convite
Deixaste-me entre espada e a parede
Querias dormir qual deusa Afrodite
Meu desejo voou p’ra ti, sem rede.

© ARIEH NATSAC

ÉS A LUA DE QUE EU GOSTO...




És a Lua de que eu gosto...


Não faço parte da tua história
Mas gostaria de lá entrar
Tua amizade tenho na memória
Quero fazer parte da tua glória
Ser a fama de quem sabe amar

Tu és essa Lua de que eu gosto
Não importa o momento do dia
Quero beijar teu belo rosto
É nisso que eu mais aposto
Para colher a tua magia

Beijar teu rosto, beijar a tua boca
Dar-te um amplexo apertado
Chamar-te de minha louca
Resguardar-te na minha toca
Para um momento adorado

Expando este meu querer
Para além do infinito
Só tu para me dares o prazer
Do amor que eu quero ter
Por teu brilho eu dou um grito

© Armindo Loureiro

ENCANTOS




ENCANTOS


Preenchem todos os sentidos,
Todos os cantos da memória,
Todos os segundos vividos,
Os encantos de quem namora.

Não há um momento sequer
Que não sintam a emoção.
A força de tanto querer,
Deixar voar o coração.

Ao sabor de qualquer maré,
Dos vendavais que aconteçam,
Mesmo de uma tempestade.

Acreditar com a força da fé
Ser possível que mereçam
Um do outro, ser metade!

© António Fernandes

Braga, 2016, fevereiro, dia 14
(Dia dos namorados)