sexta-feira, 3 de junho de 2016

TANTAS VEZES




Tantas Vezes


Tantas vidas eu vivi....
Tantas magoas eu senti
Tantas lágrimas eu chorei
Tantas dores de ser amor
Tantas almas eu vivi...
Tantas Borboletas eu vi
Tantas vezes eu fugi
Tantas dores de ser eu
Tantas luas eu vivi...
Tantas tempestades eu vi
Tantas Paixões eu vivi...
Tantas esperanças eu quis
Mas de tantas e tantas Quedas
Mas de tantas e tantas Lágrimas
Hoje não existe mais Tantas e Tantas vezes
Só existe o sorriso no meu rosto
Que só você o consegue tirar
Deste coração que tinha esquecido de Amar...

Madalena Lessa

segunda-feira, 30 de maio de 2016

NUM POEMA




NUM POEMA


Num carácter vincado
Uma personalidade forte
Num ser obstinado 
Uma vida com sorte

Num bondoso coração 
Uma vida com felicidade 
Num destino de solidão 
Uma herança de saudade 

Num vácuo de Amor
Uma mágoa sentida
Num ato de raiva, só a dor
Uma paixão perdida 

Num caminho perfeito 
Uma atitude correta 
Num poeta eleito
Uma poesia aberta 

Num poema imortal 
Uma escrita com magia 
Num livro excepcional 
Uma inesquecível poesia

Paulo Gomes

NO TEU MÁGICO OLHAR




NO TEU MÁGICO OLHAR


Quando me falas de Amor
Sinto um arrepio na espinha
Que se cresce ao sabor 
Dos teus lábios, o que será meu amor!?

Por momentos, não consigo pensar,
Quedo no teu ombro
E me deixo levar
Pelo que diz o coração.

Não sei se será assombro,
Mas a tua voz solta-se 
N’ alma como um voo de paixão
Que se acende e maravilha-se
No teu mágico olhar.

© RÓ MAR

NO TEU VENTO PARA VENCER




NO TEU VENTO PARA VENCER


retêm-me nas vagas breves do teu olhar
na concha achada desgastada pelo teu respirar
que aguardo na fina camada da linha que te amar
curvas que as letras tendem a afogar
por te saber breve voltas a afagar
e achatada vou indo no pó agradecer
porque me levas no teu vento para vencer

Ana Carvalhosa

segunda-feira, 23 de maio de 2016

O MEU ABRAÇO...


Art by Otto Aguiar


O meu abraço…


Neste dia do abraço
Quero-te ter em mim
No espaço dum braço
Num abraço sem fim

Dar-te, pois, o meu abraço
Dizer-te algo ao ouvido
Num amor tão escasso
Mas, contudo, bem sentido

Abraços que eu te dou
Assim desta maneira
São de alguém que te gostou
Se contigo fez uma asneira

Dou-te abraços ternurentos
Recolho-te no meu interior
Em meus braços por momentos
Enlaço-te com todo o amor

Vem, pois, a meus braços
Encolhe-te dentro do meu ser
Quero-te dar alguns amassos
Tu és o fruto do meu prazer

Ai abraços, ai meus braços
O que gosto de ter entre eles
Nem que estejam um pouco lassos
É o amor em que vibrem suas peles

Um amor que seja assim
Um amor endiabrado
E que me diga depois a mim
Leva-me contigo ao eldorado

E eu levar-te-ei com uma certeza
De que o amor existe em nós
Tu para mim és essa beleza
Que me faz perder a voz

Armindo Loureiro