quarta-feira, 6 de abril de 2016

SAUDADES DE VOCÊ...




Saudades de você...

,
Saudades, um pedacinho de emoção dentro da gente… 
Um pedacinho de outra pessoa dentro da gente.
Uma voz, um olhar, um toque...
De repente uma angústia...
Saudade do que não fez, ou daquela vez.
Saudades…

Das coisas, do lugar, da pessoa…
De um beijo, de um carinho, daquele jeito diferente
Ou do sorriso, de repente.
Saudades de alguém… 
Saudades de você...

Madalena Lessa

OS OLHOS DA PRIMAVERA




OS OLHOS DA PRIMAVERA 


Os olhos da Primavera
No corpo do meu jardim
São os gémeos da quimera
Que eu tenho dentro de mim.

Toda a ansiedade latente
Que navega numa espera
Traça na alma da gente
Os olhos da Primavera.

Bate-nos à alma a saudade
Daquele aroma carmesim
Com vestes de raridade
No corpo do meu jardim.

Se os sonhos da natureza
Nos fazem a vida severa
Pela sua breve aspereza 
São os gémeos da quimera.

E se ao meu redor desponta
Uma tristeza sem fim
Deve-se à névoa sem conta
Que eu tenho dentro de mim.

Os olhos da Primavera
Não sendo assim tão austeros
Dão uma razão que pondera
A justeza dos temperos.

Toda a visão tem dois lados
O “fora” e o “dentro” pensante 
Que o sonho faz entrelaçados
Numa luz determinante.

As coisas de fora são belas
Na mais genuína beleza
Quando da alma as janelas
Nos abrem pr´ à Natureza!

Frassino Machado

In JANELAS DA ALMA

SÃO LIVROS DE PINTURA, ESCRITA E POESIA




SÃO LIVROS DE PINTURA, 

ESCRITA E POESIA 


O rio, os peixes, as árvores…
Os frutos, as flores, os cheiros e as cores
São o que nos descreve sempre a natureza;
O céu, o sol, a lua… e as estrelas
São o que nos faz sentir a beleza;
Os animais, os meninos e muito mais
São universo representado pelas ilustrações
E também por palavras e alguns números;
São o que ensina história, geografia, ciências…
Quais precisamos sempre de saber 
Para crescer em dias prósperos.

O saber está no ver e também no ler,
Que se conjuga pelos pequenos momentos;
Que se pinta em diversos traços e dimensões;
Que se vê e também lê para assim aprender
A conhecer e a viver os acontecimentos,
Ao longo de uma vida sempre e muito mais…

O livro pode ser veículo de ensino e ou sensações,
Objeto de laser, testemunho,
História, estória, contos, ou sonho;
Pode ser todo o universo, ou parte dele;
Pode ser volume, ou capítulo;
Pode ser o que escreverem ou pintarem,
Também o que lerem ou subentenderem,
Uma mais-valia e estímulo
Para crescer e querer ser como ele,
Ou diferente! O teu ser será instruído
Para optar entre o que vês e o que lês e vês nele!
E, és tu, sempre tu, que tens a palavra mundo,
No momento preciso, és personalidade,
Se lês atentamente e lhe dás criatividade.

O mar, o barco, o azul…
A flora, a fauna, o norte, o sul,
O campo, a casa, o moinho, o templo,
Muito mais te poderia ser exemplo!
São as pequenitas pedras que constroem estradas
Por onde circula, em todos os tempos, a existência;
São alicerces que movem vidas;
São livros de pintura, escrita e poesia.

© RÓ MAR

domingo, 3 de abril de 2016

ÀS VEZES...




Às vezes...


Me vejo colorida de 
sonhos e fantasias,
Esperança e visões de 
um futuro melhor.
Não quero parar no tempo.
Quero um amanhã de dias 
coloridos.
Quero harmonia no meu coração.
Apenas ter a certeza, que 
nos meus dias tudo volte 
para o seu devido lugar.
Não quero o olhar parado e nem 
fixado em dias cinzentos.
Quero a visão futura do tempo de 
minha alma.
Mas, mesmo em dias 
chuvosos tenho a agradável
visão de um dia florido...

Madalena Lessa

A BELEZA DE UM AMOR...




A beleza de um amor…


Conheço-te desde há longo tempo
E desde logo me apaixonei
Agora, neste belo momento
Chamo-te de amor como só eu sei
Há palavras que ficam no esquecimento
Por um sentimento que não te podia dar
Mas hoje, pensando bem, chegou o tempo
De ser o momento para os dois nos amar
E assim vou aplicar a lei das compensações
Dar-te algo que em mim estava esquecido
Mostrar-te como são belas as paixões
E esperar que me chames de teu querido
Não sou homem de demasias
Por isso todo o tempo me resguardei
Hoje mesmo te darei essas alegrias
E meu amor com perseverança to provarei
Conheço-te desde há longo tempo
Mas faltou-me alguma liberdade
Para te dizer a todo o momento
Que de ti sentia muita saudade
Agora que já to disse desta maneira
Tão simples e com total franqueza
Só espero que não julgues que é asneira
E apenas e só uma declaração com beleza

Armindo Loureiro