quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

O SILÊNCIO DA SOLIDÃO!


Arte de Richard S Johson


O silêncio da solidão!


Neste meu mundo fechado que ocupa a minha vida
Quatro paredes cercam nesta solidão do meu mundo
Quero que apareças assim porque me sinto perdida,
Nesta pequenez e grandeza deste sentir tão profundo.

Este amor sincero que não deixa meu pensamento
Sozinha nesta vida tão ingrata que nem quer aceitar
Porque quero que me ouças e por ti só quero chamar,
És o meu sol, minha lua, tudo o que é meu momento.

Penso que longe a desolação é diferença no viver
Porque canta assim o vento senão o quero escutar,
Uma melodia tristonha que jamais quero lembrar

Na busca de ser quem sou perdi tudo o que era
Procuro sem saber se ainda me amas sem amor,
Dele estou a sofrer como, vulcão em seu calor!

© Maria de Lurdes Cunha

https://www.facebook.com/mlurdescunha

segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

SONHOS !!!...




"SONHOS !!!..."


O brilho duma estrela,
Ou a luz do teu olhar...
Qual delas a mais bela,
Me deslumbra e faz sonhar!...
Sonhos... sonhos e mais sonhos!...
Tristes... negros... doloridos,
Sonhos felizes... risonhos,
Abandonados... perdidos!...
As nossas mentes constroem,
Quantos sonhos!... Ilusões!...
Uns... arrasam corações,
Outros magoam... e doem!...
O sonho ajuda a viver,
Num mundo de fantasia!...
Temos receio do perder,
Se despertar-mos... um dia!...
Fantasias dos sentidos,
Loucuras da nossa mente...
Pensamentos proibidos,
Que se vivem e se sente!...

© António Cláudio

PALHAÇO




Palhaço


Queria tanto ser como o palhaço,
Ter um grande laço e fazer rir!
Ter uns enormes sapatos,
Ter uma cara pintada,
E por dentro, por dentro,
Ter uma alegria danada,
Como se fosse eu a criançada.
E sorrir!
Sorrir de mim mesma,
E uma resma de gente a aplaudir!
Fazer como se não fosse nada,
Quando estou cismada
E com vontade de chorar.
Mas não deixar! O palhaço nunca deixa.
Não tem por fora, o que por dentro chora!
Ouvir o vibrar do serrote
Ouvir o fartote de rir.
O garoto que da bancada grita,
As luzes que me enfeita,
O brilho que no meu rosto reflete,
A pintura deste quadro, que é arte!
E no baluarte, o ator andar de bicicleta.
E o palhaço que em mim habita,
Fosse aquele que aqui da plateia,
Eu avisto, mas que não visto!
Seria a pessoa mais bem vestida do planeta!
Um vestido colorido onde o breu não entra.

© RAADOMINGOS

PALAVRAS DE ESPERANÇA



© Lúcia Ribeiro


SAUDADE


Pintura de Cézanne


“SAUDADE”


Nos silêncios do cimo da serra, havia calma.
Aquela que persiste, quando se voa lá no ar;
No pico mais agreste sentia-se muito a alma,
Quando a Natureza por nós estava a chamar!

Vimos quanto era a grandeza do vale infindo!
Perguntaste-me: é assim também o Paraíso?
Este sonho que bem sonhaste que é tão lindo,
Lembrou-me o beijo que te dei no teu sorriso!

E falamos com os penedos: que formosura!
Os montes que reponderam com doçura.
Lembro-me de ver os teus olhos maravilhados,

Com os corpos abraçados a rolar pelos campos
Ainda dourados pelo sol, até vermos pirilampos!
Que saudades desses tempos, de enamorados!

© Alfredo Costa Pereira