terça-feira, 10 de junho de 2014

DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS




DIA DE PORTUGAL, DE CAMÕES 

E DAS COMUNIDADES PORTUGUESAS 


TESTEMUNHO DE JORGE DE SENA, em 1977 



“Sendo Camões o maior escritor da nossa língua que é uma das seis grandes línguas do mundo e um dos maiores poetas que esse mundo alguma vez produziu (ainda que esse mundo, na sua maioria, mesmo no Ocidente, o não saiba), ele é uma pedra de toque para portugueses, e porque tentar vê-lo como ele foi e não como as pessoas quiserem ou querem que ele seja, é um escândalo. São essa pedra de toque e esse escândalo o que, neste momento solene, a três anos de distância do 4o. centenário da morte do maior português de todos os tempos, vos trago aqui, certo e seguro de que ele mesmo assim o desejaria. E, antes de mais, peço que, nas minhas palavras anteriores ou nas minhas palavras seguintes, ninguém veja ataques ou referências pessoais que não há; tenhamos todos, tenham todos a humildade de reconhecer que, quando se fala de Camões e de Portugal, não podemos pensar em mais ninguém.” 

Excerto de discurso do Poeta, na Guarda em 1977 


HOMENAGEM AO POETA LUÍS VAZ DE CAMÕES 


C A M Õ E S 


De espada na mão 
Seguiste lutando 
Como bom guerreiro 
De orgulho leal. 

De pena na mão 
Seguiste cantando 
Os feitos grandiosos 
Do teu Portugal. 

Camões, ó eterno luso 
Caído em desuso 
Por esse país, 
Não há aí quem chegue 
Nem nunca consegue 
À tua raiz! 

Tuas rimas de oiro 
Souberam levar 
A todos os homens 
Mensagens de amor. 

Tuas rimas de oiro 
Vão continuar 
A ser ainda hoje 
O que há de melhor. 

Camões, ó eterno luso 
Caído em desuso 
Por esse país, 
Não há aí quem chegue 
Nem nunca consegue 
À tua raiz! 

Frassino Machado 

In MENSAGEIRO CANTANTE