quinta-feira, 3 de setembro de 2015

FUI PARA CASA, SENTI QUE SOFRIAS


Fotografia de Jon Sullivan 



“FUI PARA CASA, SENTI QUE SOFRIAS”


Depois de ler, fiquei por momentos a pensar,
E resolvi levar os pensamentos para o mar!...
O Mar é manso, tão manso como o chorar,
Manso como o boi no seu triste andar;

Outras vezes bravo como é bravo o leão,
Bravo como é bravo o amor e a paixão,
Bravo como é bravo o coração de mulher
Quando quer fazer um homem sofrer!

Fiquei no isolamento de magna vastidão
E pensei, pensei, quase até à exaustão.
O Mar tocava as canções do mistério

Que ajudava, pois o assunto era sério;
E as ondas do Mar a mim alheias,
Na praia deitavam-se nas areias.

A Lua harpeava singelas sinfonias
Enquanto o Mar cantava melodias.
Fui para casa, senti que sofrias!

Alfredo Costa Pereira