quarta-feira, 17 de setembro de 2014

INCERTEZAS



INCERTEZAS 


Perdida entre labirintos vazios,
procuro uma saída...
Meus pensamentos vagueiam 
por caminhos obscuros...
Apenas os ecos das minhas palavras
soam como respostas...
As mordaças encobrem meus lábios,
minha voz confinada é aflita.
Entre o real e surreal desperto entre
nuvens de algodão embaladas, orvalhadas
de água e sal.
Meus olhos encondem-se entre montanhas
avolumadas.
Volta, habita o meu sono, empresta-me seus
sonhos...
As rosas perdem o viço com o fel das saudades..
A minha realidade torna-se um fardo insano .
Procuro-me, não me encontro, não me basta 
apenas o amor platônico.
Necessito do ardor, das chamas que não causam
dor...
Vem, desvendas teu olhar, perceba uma borboleta
á te rondar com as asas lesadas, ansiosa para pousar
nas suas páginas intactas, permear na sua história, ser
o teu amor...
Quero-te sem demora, o nosso tempo é agora...
O depois é tão distante para um amor que eu não inventei...
E que sempre imaginei...

Rosely Andreassa